- Vamos embora Sanzu! - Gritou Kokonui. - Mas que caralho!
- Me deixa em paz, Koko.
Kokonui ergueu os braços para cima em resignação e bradou:
- Tá bom, faz o que você quiser. Mas não venha reclamar depois.
O contador da Bonten abandonou seu vice-presidente parcialmente bêbado no bar e foi embora, desistindo de tentar lhe chamar a atenção e mandá-lo para a cama vários andares acima. Pois ao invés de Sanzu estar caindo pelos becos da cidade estava virando todas no cassino localizado no subsolo do prédio da organização, dando mal exemplo para os funcionários e cheirando até pó de vidro. E isso tudo porque Mikey havia o dispensado na noite passada.
Koko não era pago o suficiente para aguentar as merdas do Haruchiyo quando estava fora do pouco controle de suas faculdades mentais. O terceiro da Bonten tinha vontade de chutar seus superiores do andar mais alto do edifício, só não fazia isso porque as chances de Manjiro matá-lo antes eram grandes demais. Sendo assim, ele o abandonou ali com uma garrafa de whisky já pela metade.
Sanzu virou o líquido na boca como se estivesse bebendo água, Manjiro o estava transformando em um alcoólatra, viciado e compulsivo. O fato de Mikey continuar o ignorando mesmo depois de tudo o que conversaram era mais doloroso do que suas humilhações contínuas para tentar agradar aquele homem vil.
Porque Manjiro Sano era vil, sádico, maldoso e só pensava em si mesmo. Tão… Delicioso. A perspectiva de o tomar como seu deixava Sanzu insano, capaz de se ajoelhar e rastejar sob lava quente apenas para tocá-lo.
Por que tinha que ser um masoquista de merda? Inferno! Mesmo se Mikey o matasse, Sanzu não acharia ruim, não, nem um pouco. Morrer pelas mãos daquele que amava, o quão belo isso soava aos seus ouvidos.
O whisky que esquentava seu corpo parecia transbordar, queimando seus músculos com o tesão do singelo presumir de que Mikey lhe dirigiria a mínima atenção para matá-lo. Melhor do que isso, apenas Sanzu o cortando com uma lâmina fina e sugando seu sangue pela ferida, enquanto o fodia fundo e com bastante força. Ele poderia cair direto no inferno depois disso e não iria reclamar.
Ah, como o amor é lindo.
Antes de ficar realmente excitado e com o pau latejando, o Haruchiyo resolveu pensar em outra coisa. Principalmente na raiva que sentia por lembrar de Mikey o enxotando do quarto como um cachorro vira-lata. No fim, Kakucho estava certo ao dizer que Manjiro faria isso, o que só deixava Sanzu ainda mais puto.
- Você! - Gritou para um dos baristas, assustando o pobre coitado que com certeza era novato ali. - Me diga, eu sou atraente?
O garoto de olhos assustados gaguejou e desviou o olhar para o copo que limpava compulsivamente com um pano de prato, e só lembrou de onde estava quando seu chefe o cutucou no ombro.
- Muito atraente, senhor! - Sua voz tremeu um pouco ao responder.
Quando se candidatou - de forma obrigatória - para o emprego não imaginou que teria de servir as pessoas mais poderosas da cidade, correndo o risco de ser morto e desovado na caçamba de lixo mais próxima caso desagradasse alguém.
- Mesmo?
- Com certeza, senhor. - Reafirmou. - O senhor é o homem mais bonito que já vi em toda a minha vida. Mas parece meio abatido.
O barman chefe levou a palma da mão ao rosto num tapa, lamentando a pouca desenvoltura de seu novo funcionário. Ele deveria ter ficado quieto e ignorado o vice-presidente o máximo que pudesse, pois as chances de Sanzu matar todos ali por um erro bobo eram imensas. Mas para o seu completo choque, Sanzu respondeu:
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Egoístas
FanfictionSanzu Haruchiyo não era alguém normal, ou pelo menos era o que as pessoas que o conheciam diziam sobre ele. Violento, impulsivo e vice-presidente da gangue mais poderosa do Japão, Sanzu era um monstro do submundo de Tóquio guiado pela coleira por Ma...
