Os dias a partir daí passaram depressa. Nenhuma das meninas do dormitório ousou citar o nome de Bárbara ou olhar fixamente para a sua cama vazia. Mas a verdade é que realmente me senti mal com isso, como se tivesse ignorado a preocupação dela de ser atacada, e agora que aconteceu, nós conseguimos reconhecer que ela estava certa final de contas.
Harry Potter sem dúvidas era o mais provável de ser o herdeiro de Slytherin e ter aberto a Câmara Secreta, as suspeitas só confirmaram ainda mais quando Justino foi encontrado petrificado no chão, bem ao lado dele. Fred e Jorge, porém, pareciam achar graça em tudo isso, gritando pelos corredores e fazendo escândalo.
— Abram caminho para o herdeiro de Slytherin, um bruxo realmente maligno, para passar...
— Ele é um idiota, isso sim. — digo olhando para os gêmeos, ignorando o menino.
—Não há motivos para inveja, Malfoy. — responde Jorge.
— Não estou com inveja! — falo com raiva.
Resolvo andar mais a frente para me afastar deles o mais rápido possível, onde o monitor Percy Weasley, irmão mais velho dos gêmeos, davam sermões para os dois ruivos pelo escândalo.
— Ela me detesta. — ouço Harry dizer.
— Ah não liga não, Harry. — Fred comenta. — Nossa amiga só está assim porque queria ser a herdeira de Sonserina.
Enfim, o período letivo terminou. O frio trazia flocos de neve consigo, uma paisagem exuberante branca, com as árvores parecendo ser cobertas por chantilly. Esse ano passaria as férias na escola, pois meu pai tinha alguns assuntos de trabalho para resolver. Prefiro muito mais a energia caótica desta escola do que minha casa vazia com clima de Segunda-feira.
Visitei minha amiga na enfermaria, entreguei-lhe uma flor tulipa rosa em seu vaso ao lado da cama, para combinar com seu tom de pele. Meu coração aperta um pouco mais quando vejo a menina de cachos congelada em uma expressão assustada.
Finalmente abro os olhos na manhã de Natal. Me dei conta de que tinha acordado tarde demais, pois Draco já estava completamente vestido, na janela do meu quarto. Ele resolve abrir a janela, trazendo uma luminosidade desconfortável do Sol, o mesmo Sol fraco que não era capaz de derreter a neve fora de Hogwarts. Draco finalmente percebe que estava acordada e dá um suspiro dramático.
— Finalmente você acordou. — ele comenta.
— Que horas são?
— Já passa das onze da manhã.
Minhas pálpebras caem um pouco mais enquanto dou um longo bocejo. Abro os olhos no momento em que um pacote acerta meu pé.
— Ai. — me sento na cama, ainda de pijama. — Que é isto?
— Meu presente. — Draco diz, seco.
Abro o pacote de uma caixa escura, onde havia um cachecol junto com uma touca e luvas para o frio. O cachecol era cinza, enquanto a touca e as luvas eram pretas como carvão.
— Obrigada. — digo, me levantando da cama. Dou mais um bocejo. — Seu presente está no armário.
Meu gêmeo abre o guarda-roupa e pega um embrulho de presente, na parte de baixo. Era um globo de neve, dentro do globo de neve, havia um jogador de quadribol do time da Sonserina. O time favorito dele.
— Feliz Natal. — ele diz por fim, sorrindo.
— Feliz Natal.
Ninguém que eu conhecia muito bem estava na escola nessa época do ano, a não ser Crabbe, Goyle, Ronald e seus irmãos, Hermione e Potter.
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A Outra Malfoy - Harry Potter
FantasyDiana Grace Malfoy é a irmã gêmea de Draco. Ela nunca se encaixou na própria família e sempre foi julgada por ser uma Malfoy. Em uma tarde, com os seus 11 anos, a garota recebe uma carta para ir à Hogwarts. Apreensiva, e ao mesmo tempo animada, ela...
