Diana Grace Malfoy é a irmã gêmea de Draco. Ela nunca se encaixou na própria família e sempre foi julgada por ser uma Malfoy. Em uma tarde, com os seus 11 anos, a garota recebe uma carta para ir à Hogwarts. Apreensiva, e ao mesmo tempo animada, ela...
Minha pulsação descontrolada é a última coisa que sinto depois de correr e me ajoelhar diante de Draco e começar a gritar seu nome repetidas vezes.
— O que aconteceu!? — eu engasgo, sem me virar para Harry.
Harry não responde de imediato, e isso só me causa mais pânico.
Draco estava se debatendo, descontrolavelmente, e eu não sabia o que fazer. Peguei minha varinha trêmula na mão esquerda, tentando não encostar no sangue sob o chão frio do banheiro.
— Vunera Sen... — engasgo. Não consigo me lembrar da droga do feitiço — Vunera Sane... Sanetur...
Minhas mãos estão tremendo demais, felizmente sinto a presença de Snape se ajoelhar, tentando não parecer aterrorizado tanto quanto eu estava.
— F-Foi um acidente — Harry gagueja.
Snape parece ignorar a presença do garoto, se focando cem por cento no estado de Draco ao lançar a magia de cura do jeito certo.
— Eu não sabia que... — ele engole o seco.
Coloco minha mão sobre o peito de Draco, mas tiro a mão imediatamente depois que ele solta um grito agudo de dor. Minhas mãos estão manchadas de sangue.
— O que você fez Harry!? — meu olhar vai até o garoto, em pé um pouco mais de longe — Você vai ficar bem, Draco. Eu sei disso. Harry, responda!
— Pare de gritar — Snape murmura, tentando se concentrar na magia. — Vunera Sanetur.
Olho para o lado para não ter que olhar o sangue do meu irmão se espalhando pelo chão molhado e frio do banheiro.
Minha mandíbula trava.
— Desculpe... — Harry sussurra tão baixo que quase não escuto.
— Vá embora. — minha voz sai firme, mas não tanto quanto eu pretendia.
Sem mais enrolações, Harry se afasta do banheiro deixando apenas eu e Snape sentados no chão.
Olho novamente. Ele estava se recompondo. Estava respirando, e não havia mais tanto sangue.
— Snape.
— Ele vai ficar bem — é só o que diz. E, por enquanto, parece ser suficiente.
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Bárbara estava prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo enquanto Tory trazia um chá que sua mãe ensinara ela a fazer.
— É para enjôo — ela explica, entregando-me a xícara — Prometo que vai ficar melhor.
Minha mão está tremendo, mas mesmo assim consigo beber um gole reconfortante até sentir o calor do chá na minha garganta.
Desde o acidente com o Draco eu ando vomitando bastante, e elas foram as únicas da Sonserina que não ficaram me olhando estranho desde que eu disse que não queria ver ninguém. E não quero mesmo. Mas elas eram a exceção.