16. De volta ao Normal

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Gina Wesley foi finalmente encontrada. Ela estava deitada sobre o chão frio da câmara, congelando prestes a morrer. O choque da escola fechar foi repentino mas, nós alunos, estamos começando a retomar nossa rotina do habitual. Não é novidade dizer que Potter foi junto de seu amigo Ronald até a Câmara Secreta, como sempre, dando uma de herói. Gilderoy foi encontrado após tudo o que aconteceu com perda de memória. De acordo com os dois garotos, tentou jogar um feitiço neles e acabou sendo atingido.

Tom riddle, ou melhor, o espírito em seu diário manipulou a garota por todo esse tempo. Usou uma pobre menina para abrir a câmara para finalmente conseguir o que desejava. E é claro que Potter descobriu tudo isso.

Estava jogando xadrez bruxo com o amigo do meu irmão, Theodore Nott. Ele não era tão desprezível como Crabbe e Goyle. Meu irmão conhecia ele desde que éramos crianças, enquanto nossos pais conversavam sobre trabalho e coisas do tipo.

O menino de cabelos castanhos movimenta seu peão mais uma vez, para a esquerda. Abre um sorriso perverso e olha para mim, aguardando alguma reação.

— Xeque-mate — diz Nott.

Todo esse tempo Tom riddle usou todos esses sangues ruins que foram petrificados como forma de distração sabendo que eles retomariam a forma original. O foco era Harry Potter, o menino que sobreviveu, o menino da cicatriz. Riddle estava focado no menino pelo fato, talvez, de ter matado seus pais e agora queria concluir o trabalho. Mais uma vez, mais uma falha.

O herdeiro de sonserina é a que se deve o título do temível Voldemort. Papai o acha fascinante, eu considero meu pai um tanto tolo, fascínio não seria a palavra ideal. Temível, sim. Fascinante, não.

— Droga.

Nott mantém uma postura de superioridade, cruzando os braços.

Na Comunal da Sonserina, estavam apenas eu, Nott, Pansy, Crabbe e alguns outros estudantes. Pansy se levanta do sofá e vai até meu assento pelas costas.

— Que é que estão jogando?

— Xadrez-bruxo — responde Nott — Estava ensinando pra Malfoy como se joga corretamente, já que perdeu durante as três últimas.

Nott e Pansy dão risadas para mim, para tentar me irritar.

Pego minha varinha.

Rictusempra.

Nott começa a gargalhar no assento freneticamente desta vez. Uma risada mais alta do que a primeira. Pansy conclui uma postura séria.

— É realmente engraçado, Nott.

Parece que ele quer me matar, mas ao invés disso, está rindo loucamente.

— Hoje é a Cerimônia da Taça das casas — Pansy diz, desfocando minha atenção.

— Sei disso. No entanto, acho uma perda de tempo. Não acho que conseguimos os pontos suficientes para ganhar.

— Acha que Dumbledore vai considerar as ações de Weasley e Potter em relação a Câmara?

— Provavelmente.

Nosso olhar se volta para o garoto.

— Theodore, pare de rir — Pansy o repreende.

— Vai pagar... — ele se vira para mim — ...Por isso

Me levanto da poltrona.

— Perdedor.

O Salão se reacende mais uma vez com a Cerimônia deste ano, o primeiro ano de boas vindas terrível para alguns, e para outros, o último ano terrível em Hogwarts. Esse ano poderia ter sido melhor de muitas e muitas formas, mas estou feliz que acabou. E, se pudesse me esforçar um pouco mais, poderia arriscar dizer que não tinha sido um ano tão terrível assim.

— Quem seria o desgraçado que pôs a droga daquele diário no caldeirão de Gina?

— Não sei, — responde Peggy — mas estava trabalhando para o Lorde das Trevas.

Antes de Minerva começar a falar, Tory arregala os olhos em direção a porta. Ela me cutuca algumas vezes ansiosamente antes de falar.

— Bárbara voltou.

Viro a minha cabeça, e não deixo de conter um sorriso brilhante quando vejo a figura de cabelos cacheados correr até minha direção. Sou a primeira pessoa que ela abraça, antes de nos sentarmos no banco.

— Que droga, sentimos tanto a sua falta. — Peggy diz. — Até Pansy estava com saudades...

— Não estava, não — resmunga Parkinson.

Tory dá um abraço na Barb e abre um sorriso.

— Que bom que voltou.

— Estou feliz de estar de volta — Barb diz.

Enquanto a garota sorria alegremente, me sinto na obrigação de falar alguma coisa.

— Me desculpe por ter sido tão egoísta com você, sua amizade é importante e não sei o que faria se não tivesse sido despetrificada.

Para minha felicidade, ela não estava magoada de nenhuma forma comigo.

— Não tem problema, Diana. Está tudo bem agora.

Dumbledore agradece a Prof. Sprout pelas plantas que reverteram a petrificação, anunciando o cancelamento de todas as provas. Todos os alunos aplaudem, exceto Granger que parece ter problemas na cabeça de querer ter avaliações.

— Sonserina não ganhou a taça das casas — comenta Barb, desanimada.

Me viro em sua direção, com um pequeno sorriso.

— Quem se importa? Temos você aqui. Isso compensa.

Tory concorda enquanto Barb abre um sorriso tímido. Pansy e Draco reviram os olhos como duas crianças mimadas.

De repente, Hagrid surge no Salão. Rostos surpresos surgem para ver o ex-presidiário de Askaban preso injustamente, aparecendo no meio de nós.

— Desculpe pelo atraso, tive alguns imprevistos — anuncia Hagrid.

Dumbledore o dá as boas vindas e todos os alunos começam a aplaudi-lo.

— Hogwarts não é a mesma sem você — diz Dumbledore.

— Hogwarts não é a mesma sem você — diz Dumbledore

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Bom, esse é o último capítulo da Câmara Secreta.
Obrigada por acompanharem até aqui, o prisioneiro de Askaban é literalmente o meu filme favorito, vai ser incrível.😝

Espero vcs no próximo capítulo, bruxos❤️

A Outra Malfoy - Harry PotterHistórias para pegar e não largar. Descubra agora