58. Segredo Revelado

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Meu olhar passa para o meu próprio braço, e eu me desvencilho de seu toque como se só o fato dele me segurar assim me queimasse por completo. Meu coração acelera, minha garganta trava, minhas pernas tremem.

Estou ferrada.
Estou morta.
Ele vai me odiar.

Penso em qualquer coisa lógica, mas minha mente idiota desistiu de trabalhar. Eu respiro fundo, engolindo o seco na minha garganta. Potter é um mestiço, posso enganar ele com qualquer desculpa esfarrapada. Ele está apaixonado por mim, não está? Faria qualquer coisa por mim. Ou não. Há coisas imperdoáveis.

— Isso é só uma bobeira — minha voz sai calma, o que é incoerente com minha mente desesperada — Resolvi mudar de estilo, sabe? Cortar o cabelo...

— Diana...

Continuo a falar, ignorando-o.

— ...Roupas mais escuras, anéis novos. É como um escape da minha realidade. Você sabe, eu nunca fui uma pessoa muito sentimental ou de me importar com as pessoas ou ser afetada diante dos proble...

— Diana! — ele faz eu me calar, com sua voz dura e nervosa — Para com isso.

Abro um sorriso falso.

— Parar com o quê?

Recuo alguns passos. Dois. Três passos. Mas ele se aproxima.

Merda, merda, merda.

— Você acha que eu sou idiota? — Ele pergunta. — Acha que pode me enganar assim?

Sim? Não. Só não me odeie. Não agora.

Olho para o lado para não olhar para seus olhos verdes bonitos, me acusando, me culpando por eu ser uma covarde.

— Quando iria me contar sobre essa marca negra maldita? Em? — continua. Eu não respondo — Diana, fala alguma coisa!

Me recuso a falar antes da minha mente estar estável para contar outra mentira.

Harry olha pelo lado, pelos seus óculos redondos como se estivesse raciocinando, como se estivesse refletindo toda a situação.

— É por isso que você... — ele faz uma pausa, pensando — Você perdeu peso. Cortou o cabelo, está andando com essas roupas e...

Seguro as lágrimas, prestes a caírem. Ele não pode me vulnerável aqui, não agora. Harry segura meu braço, mas eu me desvencilho, me afastando.

— Eles te forçaram a isso — ele conclui. — Você tá com medo de mim?

— Não é isso. É que... Eu não... Harry, por favor, Harry... —minha respiração trava, sinto que vou gaguejar mais.

Finalmente olho para ele, o verde esmeralda de seu olhar vívido contrastando com meus olhos cinzas, sem vida.

— Me explica — ele pede, em um sussurro. Sua mão passa delicadamente para o meu pulso, como se temesse que eu quebrasse.

E eu realmente quebro.

As lágrimas que tanto segurei por tanto tempo começam a cair, uma por uma, até eu ficar com vergonha.

Pequena. Médicocre.

— Tola — Lucius tinha dito para mim, quando errei a maldição em uma das reuniões para me tornar uma Comensal — Ela é só uma criança tola.

Não sou tola. Eu preciso ser forte. Eu preciso ser melhor.

Diana malfoy, quando foi que você ficou tão fraca?

Começo a soluçar, apesar de tentar conter. Respiro fundo, mas minha voz vacila:

— Por favor não conte a ninguém. — tento respirar — Eu não tinha escolha você... Por favor não conte, eles vão me matar... Eles vão...

A Outra Malfoy - Harry PotterHistórias para pegar e não largar. Descubra agora