Lutar não era uma opção. Exceto quando você não precisava necessariamente lutar, montando uma estratégia.
Sei que há prisioneiros no meu porão. Levo comida todas as noites para eles. Quando vi Luna naquele estado, minha vontade era de deixá-la fugir dali, mas não podia.
Não vou mentir que sou uma pessoa de coração puro.
Aconteceu semana passada.
Voldemort estava debochando de mim.
— Pelo que parece, sua filha pensa em mudar para o outro lado, não é Lucius? — ele dizia, rodeando as cadeiras da mesa dos Comensais — Será que ela seria capaz de nos trair? Ou seria apenas incompetência de família?
— Lorde das Trevas, — Lucius começou, com um respeito inigualável — a profecia que não fomos capazes de capturar já é passado. De agora diante será diferente. E quanto a minha filha, ela nunca o trairia.
Eu encarei Voldemort com o rosto mais cínico que poderia apresentar. O rosto mais inocente e banal que fui capaz.
— Prove.
— Provar? — repito, com uma falsa inocência — O que poderei fazer para provar minha lealdade ao senhor? Só me infiltrei em alguns colegas da escola para ajudar meu pai. A luta do ministério foi só um detalhe, queria chamar atenção. Sei que Lorde das Trevas é o bruxo mais corajoso que já existiu, assim como papai sempre diz. Diga-me o que farei. Faço o que o senhor disser!
Ele me encarou pensativo, ponderando as minhas palavras.
— Deixe o próximo homem com a Malfoy.
Foi o suficiente para meu semblante quebrar por dentro. Eu precisava fazer isso.
Consigo me lembrar dos gritos, ainda ecoavam na minha mente.
— Por favor, não me mate. Eu tenho... — ele gritava, chorava — tenho filhos!
Por Merlin. Ele tinha filhos.
— Avada Kedrava.
Eu dei um sorriso fraco, satisfeito com minha habilidade ter sido o suficiente. Os comensais pareciam orgulhosos. Exceto Draco, que me olhava com um horror e um semblante confuso. Mas no momento em que cheguei no quarto, desabei.
Minha maior habilidade é quebrar as coisas. As pessoas. Meu Merlin, o homem morreu.
Olhei para meu reflexo no espelho e a voz de Dumbledore veio à cabeça:
— Você já foi perdoada... Mas você nunca se perdoou.
O restante da semana passa como um borrão. Treinamentos, planos, planejamentos ou qualquer coisa que me tirava desse inferno.
Até que de repente vejo um elfo correndo para dentro. Quem será que chegou desta vez?
— Bellatrix disse para chamá-la, você e ao seu irmão.
Reviro os olhos.
— Ela disse que era urgente — o elfo diz.
Franzo a testa e desço até a sala de estar. Draco já estava lá, e meu pai ao lado dele. Haviam dois comensais, cada um segurando...
Rony e Hermione.
Ignoro o arrepio que me percorre e não faço contato visual com eles. Muito cedo para agir.
Bellatrix estava segurando Potter. Uma versão... Totalmente desfigurada de Potter, mas eu consigo reconhecer esse garoto de longe.
Nem acredito que ele está aqui, na minha casa, na minha sala.
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A Outra Malfoy - Harry Potter
FantasyDiana Grace Malfoy é a irmã gêmea de Draco. Ela nunca se encaixou na própria família e sempre foi julgada por ser uma Malfoy. Em uma tarde, com os seus 11 anos, a garota recebe uma carta para ir à Hogwarts. Apreensiva, e ao mesmo tempo animada, ela...
