O quinto pecado capital

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Não digo que os dias de universidade não me ensinaram uma coisa ou outra sobre levar mulheres pra casa no primeiro encontro, mas sei lá, essa era diferente. Já saí com cariocas, gringas, diversas baianas... mas tava pagando pra ver qual era a da mineira, e olha... vinha sendo interessante tentar descobrir.



Em todos os meus tempos de jovem e de trintão, acho que é a primeira vez que faço sexo em um beco escuro, totalmente fora do meu planejamento. Não era carnaval, mas eu estava pra lá de Mardi Gras com as mãos daquela morena me arranhando a coxa por cima do tecido da calça, louca para que chegássemos até o apartamento.


Sim, ela topou. Eu também não dei muito a escolha quando decretei que não tinha como ela acabar em outro canto que não fosse a minha cama naquela noite: esperei o discurso de mulher fiel, e recebi um beijo na boca, com o gosto do meu gosto. Se a gente não tivesse se arriscado tanto àquela hora da noite, o segundo round seria no banco passageiro tranquilamente.


Ela olhava o prédio residencial pela janela, e me olhava com mais atenção ainda. Fizemos um trato pra lá de silencioso até chegarmos ao sétimo andar, no 702. E ela, ao descer do carro (com todas as honrarias de um cavalheiro que consistem em abrir a porta do carro e carregar sua bolsa a tiracolo), me fez algo bem interessante: agarrou no meu braço, e entrelaçou os nossos dedos. Mas dizem que cobra mata abraçando, né?


Até entrar no apartamento, ela se fez de muda. Mas bastou que eu virasse a chave, pra ela também virar a chavinha da sacanagem na cabeça. Giovanna olhou pro ambiente, com calma, paciência, e olhou pra mim com aqueles olhos de fogo que ela tinha. Mulherzinha envenenada — um beijo e eu já tinha virado uma maricona.


— Então... tá de seu agrado o destino final dessa noite, morena? – questionei, jogando as chaves sob a mesa.


— Cê que vai determinar isso. — satanás dos infernos.


— É... muita pressão psicológica, pra não chamar de tortura mesmo. – arranquei uma risadinha dela, que se entreteu com a decoração da estante de livros.


— Muito quadro, muito enfeite... Mas cê num cria nenhum bicho? Cachorro, gato? – franziu a sobrancelha, se apoiando no braço do sofá, me chamando com os olhos.


— Não, de bicho basta eu nessa casa. – respondi, me aproximando dela naquele papinho mole.


— Qual espécie você é? Gato? – breguinha, toda brega, ela me olhava com uma carinha de quem queria e tava doida pra fazer o que ia fazer. Lambeu os lábios, me deu a ordem para se aproximar, e eu não recusei de jeito maneira qualidade alguma...


— Cachorro. Da pior espécie que tiver. – disse, já segurando ela pela coxa e tascando um beijo gostoso nela, que acabou me puxando pra cair por cima dela no sofá largo.


Um cão vagabundo e uma onça-pintada, se amando na casa como uns animais. Ê, noitinha de sexta mais ABENÇOADA. Eu caí por cima dela e me ergui de leve, pra não amassar aquele pedaço de mal caminho, mas ela não parecia se importar tanto assim, porque me deu uma chave de coxa nos quadris e me puxou ainda mais pra perto dela, como se o contato de pele não queimasse ela todinha que nem tava me queimando.


Passava a mão no seu corpo, sem acreditar que aquela cena era verdade. ia subindo seu vestido de pouquinho em pouquinho, matando minha sede na sua boca, sentindo a sua língua na minha, e sentindo que talvez... a noite pudesse ser mais longa do que eu previa.


Ela alcançou a barra da minha camiseta, e passou a arrancar minha roupa afora, marcando as minhas costas com as pontas da unha, enquanto que eu cravava os dedos naquela bunda que era um absurdo, só de se pensar. Eu escutava ela gemendo a cada movimento que eu fazia, e em algum momento daquele rala e rola todo... invertemos posições e ela passou a sentar por cima de mim, numa provocação maluca e gostosa pra caralho.


ImponderávelHistórias para pegar e não largar. Descubra agora