Parte 37: O antes - continuação

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Alerta: Cenas de violência e abuso.

Peço desculpas para quem não gosta deste tipo de conteúdo. Quando comecei a escrever a fic, eu não tinha imaginado essa parte, por isso não coloquei nas tags. Tentei não ser muito descritiva, mas se você se sente desconfortável com esses temas, por favor, não leia. Como é o plot do Chimon, essa parte mostra um pouco mais da sua personalidade e da sua perspectiva sobre alguns fatos que já aconteceram. De um modo geral, isso não interfere na história do Ohm e do Nanon.

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Sentado próximo ao estábulo, escondido entre os montes de capim, Chimon observava a porta fechada do ateliê, sem saber o que acontecia entre o senhor Ohm e Nanon. Sem conseguir se controlar, seu pensamento teimava em voltar para aquele dia, naquele maldito lugar.

A impressão dele era que, na época, a vida insistia em testar sua decisão de ficar longe do lugar que White sempre mencionava.

Alguns anos antes, Tanapon tinha viajado para o sul, acompanhando uma carga que deveria ser despachada com urgência. Sem poder se ausentar da fazenda, o senhor Ohm perguntou para Chimon se ele poderia ir até a capital entregar alguns documentos importantes. Contente por ter a confiança do chefe, ele garantiu que poderia ir sozinho.

Ele embarcou no trem e assim que chegou na capital, precisou correr para chegar ao banco antes do fechamento. O senhor Ohm tinha acreditado nele e ele não o decepcionaria.

Assim que entregou os papéis ao gerente, Chimon se viu com muito tempo livre até o horário marcado na passagem de volta. Ele tinha garantido para a avó que ficaria na estação de trem, quieto, esperando o horário de retornar para casa.

Ele prometeu e tinha intenção de cumprir com sua palavra e, antes de se despedir dela, guardou uma faca em sua bolsa. A capital era um local perigoso e ele precisava se proteger, era o que ele dizia a si mesmo.

Ele parou na porta do banco, cumprimentou um funcionário jovem e alto que estava parado ali, esperando para fechar as portas da agência. Depois de respirar fundo, ele tomou coragem e caminhou até o parque.

Era uma área grande, um bosque bem maior do que a mata que rodeava a fazenda do senhor Ohm. Provavelmente as pessoas frequentavam mais a praça que ficava na entrada, onde tinham algumas mesas, cadeiras e bancos. No centro tinha uma fonte rodeada por flores e arbustos. Caminhando um pouco mais e ficando atento dava para ver uma trilha entre as árvores como White tinha mencionado tantas vezes antes.

O sol já estava baixo e ele teria poucas horas de claridade do dia para ajudá-lo, mesmo assim ele se embrenhou no meio das árvores. Para sua surpresa, não foi difícil encontrar a clareira no meio da mata.

Chimon tinha ouvido tantas histórias deste lugar que não se surpreendeu ao ver dois homens se revezando para penetrar um rapaz. Um pouco afastado, haviam  outras três pessoas assistindo e eles tocavam em seus próprios membros ou no pênis da pessoa ao lado. Tudo isso era muito excitante para Chimon, principalmente quando viu um deles colocar a boca no órgão do outro.

Ele tinha uma sensação crescente de formigamento em toda região abaixo do umbigo e, apesar do seu desejo, ele não tinha coragem de se aproximar do grupo.

Ele só conseguia pensar em Tanapon, no quanto queria que ele o tocasse ou o beijasse lá embaixo.

O rapaz tinha mudado de posição e sentava no colo de um dos homens, subindo e descendo, cavalgando-o como se estivesse sobre um cavalo.

Por estar tão entretido com o que assistia, Chimon não percebeu a chegada de um homem alto, que parou atrás dele e o tocou sobre a calça.

Sobressaltado, Chimon tentou se esquivar e dar um passo para o lado, porém a mão do homem o prendeu pela cintura.

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