Parte 39: O agora - continuação

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“Perth, qual é sua resposta?” Ele perguntou uma última vez.

“Você não pode me chamar assim!”

Seu nome era Tanapon e, para ele, sempre foi Tanapon, não era certo chamá-lo por este nome. Era tão óbvio.

Seus passos rápidos em direção ao garoto, que costumava ser um bichinho assustado e de olhos arregalados, não o intimidaram. Tanapon ergueu a mão ao lado do rosto de Chimon e ele não se moveu, nem ao menos piscou. Ele o observava com determinação.

“Você não pode me chamar assim!” Tanapon repetiu e baixou a mão sem ter tocado ou batido em seu rosto.

“Perth, eu sei que você também quer isso!” Chimon mal ouviu as palavras que saíram de sua boca porque seu coração batia tão alto que isolava todos os outros sons do mundo.

Irritado, excitado, desesperado, Perth segurou o rosto de Mon com força, seus dedos se misturaram aos cabelos úmidos dele, e o beijou. Não era somente um beijo, era como se Perth o devorasse, porque ele queria, precisava e desejava Chimon há muito tempo.

“Eu quero!” Perth estava preso a ele e sentia vergonha da sua ereção em contato com a dele “Mon, eu quero!” Ele sentia vergonha do seu comportamento lascivo “Eu quero você, Mon!” Ele sentia vergonha por ter demorado tanto tempo “Eu quero ouvir você gemer de novo!”

Chimon correspondia às carícias sedentas de Perth e se agarrava a ele com um certo pavor de ser abandonado mais uma vez. Por sua vez, Perth sussurrava incessantemente entre os beijos e Chimon não conseguia acreditar que isto de fato estava acontecendo. Por quanto tempo ele aguentaria? Por quanto tempo ele ignoraria as fantasias que tinha imaginado durante toda sua vida?

“Eu quero, Mon! Eu quero você!”

“Então me chupa, Perth!” Chimon disse em voz baixa, ao lado do ouvido dele.

Perth soltou um gemido estranho e feliz e se ajoelhou. Ao descer as calças de Mon, ele pensava em como as garotas dos bordéis faziam e ele chupou e lambeu o seu Mon, ficando completamente enlouquecido pelos seus grunhidos.

O gosto dele era ainda melhor do que no alojamento e ele não se importava de ficar ajoelhado, com o nariz colado à barriga de Chimon, que segurava sua cabeça com firmeza, mesmo após ter gozado.

“Perth, você fez… você…” Chimon ofegava e o soltou.

Ele se levantou e beijou Chimon com um pouco mais de calma, interrompendo o que ele dizia.

“Eu quero mais!” Perth sussurrou antes de pegá-lo pela mão e caminhar até a cama.

Chimon tirou a camisa que ainda vestia e se sentou, observando Perth tirar a roupa. Era difícil desviar os olhos dos seus braços fortes e abdômen marcado e quando ele tirou as calças, Chimon ficou feliz por ter acertado nas suas observações.

“Você já fez isso antes?” Perth perguntou e sentou ao seu lado.

Chimon negou com a cabeça e mordeu o canto da unha. Perth estava ali, nu, tão próximo dele. Isto era real?

“Eu não vou machucar você.”

Ele era real! O toque de Perth ao segurar sua mão e a afastar da sua boca para que pudesse beijá-lo mostrava que não era um sonho.

“Eu não me importo.” Chimon disse, se afastando um pouco para deitar de barriga para baixo na cama.

“Não! Assim não!” Perth o segurou pelo braço e o fez se deitar de costas e abriu suas pernas “E eu me importo! Eu nunca vou machucar você!”

Ele se colocou entre os joelhos de Mon e cuspiu nos próprios dedos para massagear entre as nádegas dele, ajudando-o a relaxar. Apesar de sentir um incômodo quando o primeiro dedo entrou, Chimon não reclamou e gemeu baixinho.

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