LII

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Pov Valentina Albuquerque.

Duas semanas, quase três.

Hoje se completam 20 dias desde que eu vi Luiza com aquela mulher do estúdio de dança.

Eu me senti a pessoa mais trouxa do mundo naquele momento. As palavras daquela mulher rondavam minha cabeça desde então.

"Sua mulher não vai saber. Vem cá"

Elas se agarrando, se beijando.

— QUE VONTADE DE ARRANCAR MINHA CABEÇA FORA! - passei a mão no meu rosto.

Eu não poderia passar mais um dia chorando por causa disso.

Eu passei essas duas semanas trancada na casa de Angra. Não queria ver ninguém além dos meus filhos. Sim, meus filhos.

Assim que desapareci no tenebroso dia, recebi diversas chamadas da Luiza e mais ainda da Manu. Eu não queria papo com ninguém, então desliguei o celular e somente dois dias depois o liguei novamente pra dar notícias.

flashback on.

Onde você tá caralho? - Manuela falou assim que eu atendi o telefone.

— Em Angra. - minha voz de choro ainda era perceptível, por mais que eu tentasse disfarçar.

— Oque caralhos você tá fazendo em Angra, Valentina? Você quer matar a gente de preocupação? A Luiza tá desesperada atrás de você! - a vontade de chorar voltou assim que escutei o nome dela.

— Eu não quero escutar o nome dessa mulher, por favor. - eu pedi em um sussurro.

— Qual foi Valentina? Você fumou? Que porra que tá acontecendo com você.

— Você consegue vir pra cá com o Nick? Por favor. Pessoalmente conversamos melhor.

— Assim que amanhecer eu vou.

— Não avisa pra Luiza que eu to aqui. - pedi.

— Você é maluca de pensar que eu vou fazer isso. Tem dois dias que a mulher tá desesperada atrás de você. Sem dormir, sem comer, sem viver! - confesso que meu coração quebrou mais ainda depois de escutar isso.

— Espero vocês aqui amanhã.

Não dei tempo pra ela responder e desliguei o celular, me entregando ao choro mais uma vez.

flashback off.

No dia seguinte eu tive uma surpresa na parte da manhã. Oque me deu vontade de esganar minha melhor amiga!

flashback on

Acordei e fui preparar meu café. Nada mais que uma xícara enorme de um cafe bem forte. Depois do primeiro gole, escutei a campainha tocar e sorri.

A saudade do Nick já tava grande.

Corri animada até a porta e assim que abri, meu sorriso sumiu.

— Luiza?

— Mamãe! - Nicolas interrompeu nosso contato visual e abraçou minha perna. Com dificuldade eu desviei o olhar da morena e me abaixei, abraçando meu filho.

— Que saudade meu amor. - dei um beijo nele e sorri observando aquele rosto. - Mamãe ama você.

— Eu te amo muitao mamãe. - ele deu um beijo na minha bochecha.

— Amor, vamos conversar. - Luiza deu um passo se aproximando de mim e eu olhei pro Léo, que estava parado do lado dela.

— Eai carinha! - estiquei a mão pra ele que logo segurou e me puxou pra um abraço. - Tava com saudade de você também.

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