LVII

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Pov Luiza Campos.

A casa de Angra sempre será um lugar de conforto pra mim.

Já fazem duas horas mais ou menos desde que chegamos e é impressionante o quanto eu me sentia mais feliz desde então.

Eu e os meninos estávamos na piscina enquanto Valentina foi correr na praia junto com os cachorros.

— Mamãe, vai entrar aqui não? - Nick, que estava dentro da piscina, perguntou.

— Jaja príncipe. Vou só esperar sua mãe chegar e já vou entro.

Nossos amigos iriam chegar amanhã pela manhã, nós resolvemos vir um pouco antes pra aproveitar em família.

Meus pais iriam para o interior e Sarah iria vir pra cá com o Igor e a Duda. A pequena disse que tinha coisas pra fazer e por isso não viria com a gente. O pai, a madrasta e irmã mais nova da minha namorada iriam viajar. Marcos pediu mil desculpas por passar o ano novo longe dos filhos mais velhos, porém eles entenderam e sabia que seria importante pra irmã mais nova passar essa data com eles.

— Chegamos! - Valentina grita subindo a rampa que dava acesso a casa. Duque e Ted vieram correndo, Ted pulou na piscina junto com as crianças enquanto o Duque se jogou do meu lado.

— Cansou garotão? - Fiz carinho na cabeça dela que balançava o rabo animado.

— Oi amor. - Valentina se aproximou de mim e me deu um selinho. - Porque não entrou?

— Tava te esperando.

— Vou só trocar de roupa e entramos. Já volto! - Ela disse antes de sair quase correndo pra dentro de casa.

O dia seguiu da maneira mais tranquila possível. Ficamos os quatros na piscina e brincando de tudo que vinha na nossa cabeça.

De noite resolvemos ir na feirinha que tinha no condomínio, aí não sujamos nada e foi muito mais fácil.

Assim que chegamos em casa, Valen foi fazer alguma coisa no escritório e eu fui a responsável pra colocar os meninos pra dormir.

— E fim! - Terminei de contar uma história que eles pediram e logo vi que os dois estavam dormindo.

Agradeci aos céus por isso.

Dei um beijinho em cada um dos meninos e me levantei, tinha planos pra noite com a minha mulher. Segui até o escritório mas antes de entrar, parei na porta. Valentina estava conversando no telefone e minha curiosidade (que é bem pequena) me convenceu de escutar a conversa atrás da porta.

— Você acha que ela vai gostar assim?... Pensei em colocar os meninos pra entregar, não?... Ih grossa, desculpa! - ela riu. - Então seguimos com a ideia original né?... Chegam amanhã de manhã... Sim né, porque não?... Tá bom princesa, te amo... Saudades também, até logo! - Princesa? Que palhaçada é essa?

Escutei passos em direção a porta e fui mais rápida, dando duas batidas ali.

— Luiza! Oi! - Valentina pareceu nervosa quando abriu a porta. - Muito tempo que você tá aqui?

— Não, cheguei agora. Porque?

— Nada não. - Ela saiu e fechou a porta. - Vamos dormir? To morrendo de sono. - Ela bocejou e saiu andando na minha frente.

Tinha alguma coisa errada ali.

Pov Valentina Albuquerque.

HOJE ERA O DIA!

Da virada de ano.

Agora a meia noite já se aproximava e nós estávamos acabando de nos arrumar. Minha cunhada e meu irmão ficaram responsáveis por arrumar os meninos enquanto eu e Luiza ficávamos prontas.

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