SungChan - Parte 1

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Han Jisung já não via a luz do dia a mais de uma semana. Uma semana inteira sem nem mesmo abrir as cortinas da janela, se algo tinha mudado na rua, ele não saberia. Sua depressão estava cada vez mais forte e ele não sentia vontade nem mesmo de se alimentar.

Um garoto sozinho, sem amigos, sem família, vivendo de um aposento deixado pela falecida mãe adotiva, Han não tinha muita expectativa de vida. Ele se tratava em um órgão público e por isso recebia ligações constantes para saberem se ele continuava vivo, porém até a clínica já estava muito preocupada com a falta de comunicação e melhora do garoto, até que um dia Han recebeu uma mensagem.

Christopher: Olá, boa tarde. Gostaria de falar com Han Jisung.

Han: Sou eu, estou devendo algo?

Christopher: Não, prazer em lhe conhecer. Me chamo Christopher, sou um psicólogo encaminhado pelo governo para lhe atender.

Han: E quem disse que eu quero? Eu não quero conversar. Com todo respeito, doutor, ninguém se importa com a minha existência, não vai ser você e sua conversa que vai mudar essa escuridão a que pertenço.

Christopher: Não vou te forçar a conversar comigo Han, nem mesmo te dizer que vou lhe ajudar com propriedade. Só quero que saiba que se quiser alguém para conversar eu estou aqui do outro lado da tela, cabe a você decidir se quer ou não falar comigo.

Jisung leu aquilo e ficou intrigado, então era isso? Ele não parecia nada profissional do governo agindo daquele jeito.

Han: Tem certeza que é formado? É a primeira vez que um psicólogo fala isso. Geralmente eles insistem de maneira exagerada.

Christopher: Era isso que você queria? Quer que eu insista? Sim, eu sou formado, mas não posso tratar alguém que não queira ser tratado, se você não quiser conversar comigo, forçar não vai ajudar. Mas se você se sentir confortável, eu quero que saiba que estou aqui.

Han: E por que eu iria falar algo a um estranho?

Christopher: É mais um motivo, se você não me conhece e nem eu te conheço, como poderíamos nos julgar? Apenas conversemos sobre qualquer coisa que você quiser.

Bom, o tal médico tinha um ponto afinal. Han não respondeu mais e voltou para debaixo das cobertas aquela noite.

O dia clareou e ele levantava da cama mais uma vez um caco, sua vontade era de beber até dormir de novo, mas na sua geladeira não tinha nada, muito menos álcool. Jisung abriu a porta depois de tantos dias se deparando com a luz do sol.

- Porra, meus olhos.

Jisung andava pela rua desnorteado com a luz do sol, um óculos escuro no rosto e sua barba crescendo era algo que ele nem ligava. O jeans frouxo e a camisa larga mais pareciam um pijama.

Após comprar o que precisava na loja de conveniência, Han entrava em casa com pressa. Pelo visto tinha até gente que tinha se mudado na sua rua e ele não fazia ideia, apenas entrou e trancou a porta de novo.

Após beber muito, Han pegou o celular lembrando do misterioso médico do outro dia.

Han: Doutor, quero conversar.

One shot - TMIOnde histórias criam vida. Descubra agora