SungChan - Parte 2

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Han parecia que tinha encontrado o homem dos sonhos, olhar ele entrando e saindo de casa pela fresna da janela tinha virado sua nova obsessão.

Han: Doutor, eu acho que estou apaixonado.

Christopher: O quê? Do nada?

Han: Sim, do nada.

Chan lia aquela mensagem um pouco intrigado. Ele já conversava com Han há alguns meses e ele não parecia ser do tipo que se apaixonava do nada. Na verdade, Chan meio que tinha um interesse muito grande na vida desse paciente em específico.

Sim, isso não era nada profissional, mas por algum motivo que nem mesmo ele sabia explicar, acabou prestando atenção demais aos detalhes de Han.

Muitas vezes ele tinha quebrado a parte profissional quando passava horas e horas conversando com o garoto de madrugada, e ele realmente adorava conversar com ele por horas e horas.

Um dia, Chan acabou descobrindo que tinha se mudado para a mesma rua de seu paciente quando as senhoras o chamaram para ajudar na festa da rua. Ele viu o nome do garoto como morador da última casa da rua e aquilo parecia muita coincidência até comparar as fotos com a do seu prontuário dado pelo sistema de saúde.

Chan o observava saindo de casa às vezes, mas sempre de longe, sem se aproximar, pois ele não podia fazer isso. Pensando em fazer o garoto criar amigos, o convenceu a ir à festa da rua, porém algo ruim aconteceu e Chan não pôde deixar de ir até ele.

Quando menos percebeu, sua mão já estava na cara do homem que o segurava. E ainda por cima tinha aberto a boca e dito seu nome coreano para o garoto. Aquilo tinha se tornado seu pesadelo, nada poderia ser pior e mais perigoso que aquilo.

Mas ele tinha até esquecido disso depois da revelação do garoto, ele estava apaixonado? Por quem? Que parte da história Chan tinha perdido?

Christopher: Bom, espero que a pessoa seja uma boa pessoa para você.

Han: Sim! Ele é.

Christopher: Então é ele? No masculino?

Han: Sim, não me diga que você é homofóbico, doutor.

Christopher: Não, não sou. Você só nunca tinha me dito a sua sexualidade.

Han: Pois é. Mas não se preocupe, ele é um homem e tanto.

Christopher: O que te faz ter tanta certeza?

Han pensava um pouco naquilo, na verdade, sua primeira paixão era seu médico, mas como era impossível ele tentava seguir em frente, e o vizinho foi o único homem que fez ele sentir coisas que só o doutor fazia.

Han: Ele me lembra a você. Não me leve a mal, eu digo no sentido de tentar me proteger.

Christopher: Parece então que vocês já são bem próximos.

Han: Não. Nunca conversamos, eu só sei o nome dele até agora.

Christopher: Só isso? E como você pode estar apaixonado?

Han: Nunca ouviu falar de amor a primeira vista? Ele é lindo, demais, e tenho o observado secretamente da minha janela.

Christopher: Isso podia ser chamado de perseguição, você sabe né?!

Han: Você não vai contar para ninguém. Às vezes eu o vejo olhando pela janela, não sei o que tanto ele procura ver, espero que não seja uma garota.

One shot - TMIOnde histórias criam vida. Descubra agora