Close (Minsung)

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❦𝕮𝖑𝖔𝖘𝖊❦

Han Jisung:

Há três anos eu ando sozinho no meio da escuridão, meus pais foram embora e me deixaram aqui sem nenhuma explicação. Talvez eu não fosse bom o bastante, talvez eu não merecesse ser amado, talvez eu nem mesmo saiba amar.

Estou andando sozinho em meio ao caos das ruas lotadas de Seul mesmo durante a madrugada, divago sobre quem sou, ou se sei de fato qual é a minha história, porque estou aqui, o que devo fazer? Estou no meu limite.

No momento, eu apenas desisti, apenas abri meus olhos, sai da cama e andei sem destino, sem ter casa ou família para voltar. Eu apenas andei na esperança de que nessa caminhada eu enfim possa encontrar as respostas para todas as minhas perguntas, mas até agora, andando incansavelmente, a única coisa que encontrei foi a frustração e o esgotamento.

Ando sem mais forças, as luzes à minha volta parecem cada vez mais embaçadas, meus olhos começam a marejar e sinto meus joelhos fraquejando. No segundo em que eu deveria sentir o impacto do meu corpo ao chão, eu o vi pela primeira vez, seus braços me seguraram enquanto ele me olhava sem nenhuma expressão legível, apenas olhava em meus olhos, e então tudo ficou escuro e eu apaguei.

Narradora:

Aos dezesseis anos, Han Jisung chegou da escola em casa e se deparou com ela completamente vazia, ninguém mais estava lá, apenas um bilhete foi deixado sobre a mesa. Nesse bilhete dizia para que ele se cuidasse e que tentasse terminar a escola sem que descobrissem que um menor agora morava sozinho. Han não entendeu, ele não entendia os motivos de ter sido deixado, mas de alguma forma ele acreditava que pudessem voltar.

Três anos se passaram e o garoto terminou o colegial sem que descobrissem que ele agora estava sozinho. Han tentava viver e sobreviver, o dinheiro deixado pelos pais, por mais que muito poupado, tinha acabado quando ele fizera dezoito anos, desde então, Han andava se virando para sobreviver.

Antes que completasse dezenove anos, Han foi expulso de sua casa, pois o dono alegou que tinha sido vendida pelos seus pais. Han perguntava se ele sabia onde eles estavam, mas apenas foi retirado de lá sem nenhuma piedade nem resposta.

O garoto usou o último dinheiro que tinha para alugar uma quitinete. Sem mais nada a perder, Han andava pelas ruas tentando entender o seu destino repentinamente miserável. No dia de seu aniversário, ele andava sem rumo, sem esperança. Teria que sair da quitinete no dia seguinte e não teria para onde ir. Han literalmente não tinha nada e nem ninguém, ele apenas pedia aos céus dentro de seu coração para que encontrasse enfim alguma luz ou resposta, foi então que naquele dia, antes que desmaiasse de cansaço e desidratação, ele viu o rosto que mudaria toda a sua vida.

Han acordou com enxaqueca em um lugar diferente que nunca tinha visto antes. Paredes pintadas de preto, fotos de bandas aleatórias que pareciam ter sido recortadas de alguma revista ou jornal enfeitavam algumas partes daquela parede escura.

O garoto se levantou e andou um pouco pelo quarto, não fazia ideia de onde estava, quando abriu a porta viu uma pequena sala e uma pequena cozinha ao fundo. A casa inteira era pintada de preto, os móveis pareciam ter sido feitos pelo dono da casa, eram diferentes de tudo que Han já tinha visto, não que fossem feios, mas dava para ver que a madeira tinha sido pregada ali manualmente por alguém. Algumas almofadas amarelas em cima fazia o sofá.

- Ah, você acordou. - Han escutou uma voz e se assustou olhando para o fundo do local onde parecia ter uma porta, provavelmente era o banheiro já que o ser que falava saía de lá com uma toalha no pescoço e uma escova de dentes na mão. - Você dormiu bastante, achei que não fosse mais acordar, quase te levei para o necrotério. - O homem disse simples.

One shot - TMIOnde histórias criam vida. Descubra agora