SungChan - Parte 6

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- Doutor... Christopher?

Han começava a ligar alguns pontos na cabeça, mas aquilo não fazia o menor sentido. Seu médico ser seu namorado? Não tinha lógica. Ele apenas precisava sair dali para pensar um pouco e foi o que fez.

Chan literalmente ficou parado sem saber o que fazer; aquilo parecia literalmente o fim de sua profissão e, pior ainda, do seu namoro. Em choque, Chan respirou um pouco e mandou uma mensagem para Jisung.

Chan: Onde você está, Ji?

Chan: Converse comigo, ok?! Vamos nos encontrar.

Chan: Por favor...

📞Chan📞

*Ligação recusada.*

Após recusar a ligação, Jisung desligou o celular um pouco. Quanto mais pensava, mais óbvio parecia. Afinal, por que Chan se desesperaria para falar com ele se não fosse exatamente o que ele estava pensando?

Enquanto andava pelas ruas sem querer voltar para casa, Jisung não conseguia entender, nada fazia sentido. E ele só tinha um jeito de saber a verdade, e para isso ia ter que encarar a verdade de fato.

Voltando para casa, já se deparou com Chan sentado na sua calçada com as mãos na cabeça enquanto o esperava. Jisung se aproximou, vendo-o levantar em um pulo.

- Ji...

- Entra, vamos conversar.

Jisung passou direto, abrindo a porta e deixando-a aberta para que Chan entrasse, e assim o fez.

- Qual o seu nome de verdade? - Han perguntou assim que ouviu a porta ser fechada.

- Eu sou australiano, tenho um nome coreano e um australiano - Chan respondia o mais calmo possível. - Na Coreia me chamam de Bang Chan, mas meu nome é Christopher Bang. - Jisung olhava de maneira indecifrável para o mais velho.

- Há quanto tempo é psicólogo?

- Eu sou psiquiatra e psicólogo há alguns anos, me formei cedo e vim exercer a profissão aqui na Coreia.

- Participa do projeto do governo, em que atende pacientes via telefone? - Jisung só queria ouvir um "não", ia ser bem mais fácil.

- Sim... - Porém Christopher não queria mentir.

- Você sabe que eu era seu paciente?

- Sim.

- Desde quando? - Jisung já deixava algumas lágrimas caírem, Chan tentava responder tudo sem invadir seu espaço, mas sua vontade era de lhe abraçar.

- Já faz algum tempo... Mas eu deixei de atender você assim que vi que estava me apaixonando. Eu sinto muito, Han, me perdoa.

- Eu nem sei o que pensar. Você sabe o quanto eu sofri quando parou de me atender?

-Han... Eu sinto muito...

- Você foi tudo menos profissional.

- Eu só queria estar na sua vida presencialmente e, para isso, eu precisava deixar de ser seu médico...

- Já parou para pensar que eu precisava do meu médico? - Chan o olhava com lágrimas nos olhos; realmente, ele fez o que quis e não pensou se o garoto ia se sentir melhor com ele sendo apenas seu médico.

- Você tem razão. Eu estou completamente errado nessa história toda. Inclusive, eu não ficaria nem chateado se você me denunciasse pela minha falta de profissionalismo, porque sim, eu acabei colocando a vida do meu paciente em risco por ter me apaixonado por ele. Eu sou sim um profissional de merda, e eu não me orgulho de ter te feito chorar quando o doutor Christopher foi embora. Mas Han, eu não me arrependo um segundo sequer de ter entrado na sua vida. - Chan se aproximou, conseguindo colocar as mãos no rosto do garoto. - Eu não me arrependo de ter começado a namorar com você, porque ver você e não poder te beijar era horrível. Foi realmente uma coincidência sermos vizinhos, e eu sinto muito por tudo, mas eu quero estar ao seu lado, não só por telefone, não como seu médico, quero estar ao seu lado por inteiro.

One shot - TMIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora