Capitulo 171

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Kimberly Gonzalez, narrando.

Kimberly Gonzalez, narrando.

Algumas semanas da descoberta da minha gravidez e os sintomas agora estão aparecendo com força. Os enjoos, tonturas e dores de cabeça fazem parte das minhas manhãs quase todos os dias.

Está cada vez mais difícil esconder dos meus pais, mas ainda não tive coragem de contar. Meu pai segue implicando bastante com o Lucca.

O que levou o Lucca a me convidar pra morar com ele.

Só que as coisas no nosso relacionamento estão indo rápidas demais. Quase dois meses desde o primeiro beijo, da nossa primeira noite juntos... e eu já estou grávida.

Isso seria motivo pra irmos morar juntos, né?

Mas eu não sei.

Tenho medo de estragar o nosso namoro. Estamos tão apaixonados um pelo outro... e os dois completamente apaixonados pelo nosso pingo de gente crescendo dentro de mim.

Minha barriguinha ainda tem só um pequeno relevo.

Mas voltando aos meus pais...

Vou contar hoje.

Aproveitando que meu pai está de folga em casa.

Acabei de chegar da faculdade e tem sido difícil continuar indo. Normalmente eu passo a tarde estagiando na imobiliária do meu amor, mas hoje ele me liberou porque eu estava passando mal desde cedo.

Tomei banho tentando criar coragem.

E agora estou sentada na mesa de jantar com meus pais.

Mexendo na comida sem realmente comer.

Não sei se esse é um bom momento pra contar.

Mas vai ter que ser agora.

Respirei fundo.

— Pai... mãe... eu preciso falar uma coisa.

Os dois levantaram os olhos pra mim.

Meu coração disparou.

— Eu tô grávida. - digo sem enrolação.

O silêncio foi imediato.

Minha mãe arregalou os olhos devagar, pareceu espantada e eu entendo, eu nunca tive planos de engravidar antes de me formar.

Meu pai ficou me encarando como se não tivesse entendido.

— Você tá o quê? — ele perguntou.

— Grávida.- repetir um pouco baixo.

— Não. — diz nervoso passando a mão no rosto.

— Pai. — tento contornar a situação.

— Do Lucca? - pergunta. E eu confirmo.

Vejo a raiva nos olhos do meu pai.

— Eu sabia!—  Sabia que aquele moleque ia acabar com a sua vida! - grita comigo.

— Ele não acabou com a minha vida! — rebati imediatamente.

— Você engravida com essa idade e quer que eu ache isso normal?-  diz como se eu tivesse, quinze anos.

— Eu amo ele! - digo. — E eu já tenho 23 anos! - rebato.

— Amor não sustenta criança, Kimberly! - diz

Minha mãe levantou rápido.

— Pedri, calma. - minha mãe tenta.

— NÃO PEDE PRA EU TER CALMA! - Grita com a minha mãe.

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