Capitulo 172

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01 de Maio.

Nathalia Belolli, narrando.

Eu sempre achei que algumas fases da vida tinham acabado para mim.

Quando o Gael nasceu, eu descobri o que era amar alguém mais do que a mim mesma.
Quando a Lara  veio ao mundo, entendi que o coração de mãe não se divide... ele multiplica.

Depois os anos passaram rápido demais.

Rápido a ponto de eu nem perceber quando meus bebês viraram adultos.

Lara virou mãe da nossa pequena Valentina, que acabou de completar seis meses e já mandava na família inteira com um sorriso banguela.
Gael tem Liam, meu netinho de um ano e dois meses, que é o grude do pai dele, como um bebê gigante e manhoso. E Luna... grávida de nove meses dos gêmeos Giulia Maria e Gabriel.

Minha casa já tinha voltado a ter cheiro de leite, pomada de assadura e bebê.

Mas eu nunca imaginei que teria outro filho.

Nunca.

Até o Yan acontecer.

Quando descobri a gravidez, fiquei parada olhando o teste positivo por tanto tempo que Raphael começou a ficar nervoso.

— Nathalia? Fala alguma coisa.

Eu não conseguia.

Porque eu tinha medo.
Porque estava surpresa.
Porque tinha quarenta e tantos anos.
Porque nossos filhos já eram adultos.
Porque eu já era avó.

E porque, no fundo...
eu achei que aquela fase da minha vida tinha terminado.

Mas então Raphael segurou meu rosto e sorriu daquele jeito calmo que sempre me desmontava.

— Se ele chegou até nós, é porque ainda tinha amor sobrando nessa casa.

E tinha.

Meu Deus...
como tinha.

Na madrugada em que Yan decidiu nascer, acordei sentindo uma contração tão forte que perdi o ar por alguns segundos.

Levei a mão até a barriga imediatamente.

— Ah... então é hoje — murmurei baixinho.

Olhei para Raphael dormindo ao meu lado.

Mesmo depois de tantos anos de casamento, ele ainda dormia com a mão em mim, como se precisasse ter certeza de que eu estava ali.

Sorri emocionada antes de chamá-lo.

— Raphael...— Preto.. - o chamo.

Nada.

A contração apertou pior.

— Raphael! - tive que chamar um pouco mais alto,

Ele levantou assustado no mesmo segundo.

— O quê? — Tá doendo? — A bolsa estourou? — O bebê? - pulou da cama completamente assustado.

Mesmo sentindo dor, eu comecei a rir.

— Calma... acho que o Yan resolveu nascer.- digo rindo.

Eu nunca vou esquecer a expressão dele.

Os olhos encheram de lágrimas imediatamente.

Como se naquele momento tivesse entendido de verdade:
nós seríamos pais outra vez.

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⏰ Última atualização: May 27 ⏰

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