Capítulo 7 - Troye

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Troye - Interligado

Fora muito melhor do que Troye imaginara, a primeira vez que foi a uma balada, um clube de verdade, pessoas de verdade, homens tão de perto que ele podia tocar. Esses eram pensamentos inocentes da parte dele e tudo o que Troye queria agora era colocar a cabeça em um travesseiro e adormecer. Os pés doíam, ele tropeçava e Sam o acompanhava bastante sorridente.

E pensando bem, Troye não viu Sam ficar com ninguém, por que será?

–  E então o que achou da sua primeria balada? –  perguntou Sam apoiando o braço sobre os ombros de Troye.

–  Muito, muito, muito bom. Eu só acho que poderíamos ir mais vezes. Se eu soubesse antes e tivesse terminado com aquele traíra do Mark.

–  Deixa isso pra lá, ele não tá aqui agora e você ainda vai encontrar alguém de verdade para você.

Sam olhou profundamente dentro dos olhos de Troye e inesperadamente, os dois se beijaram. Troye realmente não esperava por aquilo e Sam queria aquilo havia algum tempo.

A reação de Troye ao beijo a princípio foi surpresa e então passou a aceitar e em questão de segundos, ambos estavam encostados na parede. Sam o pressionava e seus lábios eram macios para Troye.

O caminho para casa demorou mais do que o previsto e Troye não fez nada além de deitar e pensar no que havia acabado de acontecer. Sam aparentava distração e desleixo, como se não tivesse acontecido nada. Sem sonhos e só a escuridão para o embalar, Troye caiu no sono.

E sem falar sobre o beijo entre os dois, Sam e Troye retomaram a vida durante a semana, normalmente. Troye trabalhava todas as manhãs e conversava com Thadeus sempre que podia, acabaram por se tornar só amigos e Troye se sentia culpado ao se lembrar do que houve entre ele e Thadeus. Thadeus tentava tranquilizá-lo de que estava tudo bem Troye assentia, aceitando a derrota.

–  Sam quero sair esse final de semana, vamos? –  perguntou ele pouco mais de duas semanas depois.

–  Pode ser. Eu estou louco para dançar –  e Sam agitou os braços ao tentar uma coreografia e Troye o assistiu dando risada.

Só uma coisa Troye não esqueceu daquela noite, do estranho e admirável Bryan. Apesar de ter trocado contato com ele, nunca o contatou afinal. Troye sabia que as chances de encontrar ele seriam mínimas, mas não custava tentar. E assim ele o fez.

A música alta tocava e tremia tudo ao redor. Troye e Sam esperavam ansiosos na fila, ele observava e erguia o pescoço a procura de Bryan, no entanto sem o ver. É claro que Sam percebeu a agitação de Troye e o observava incrédulo.

–  Está procurando por alguém Troye? –  questionou ele.

–  Não necessariamente. Ah lá está! –  respondeu ele enquanto encarava o final da fila.

Bryan, a tal menina que andava com ele também, Troye não lembrava o nome dela. Acima de tudo, Troye sentiu algo estranho, se sentiu interligado. Era como um laço invísivel, um imã que o atraia a ele, estava muito mais forte agora, principalmente quando Bryan o encarou de volta.


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