Capítulo 4 - Hugo

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Hugo - Ternos

–  Foi uma semana produtiva e um ótimo fim de semana ao seu lado Hugo, posso dizer_disse Esteban e estendeu a mão para mim –  Tive a oportunidade de descobrir melhor como vocês trabalham na empresa.

–  Sim, foi ótimo e fico feliz que teve essa oportunidade, espero e desejo-lhe sucesso como sendo seu colega –  afirmei segurando lhe a mão e sem conseguir conter meus devaneios insanos sobre como este homem, bem como eu posso dizer da melhor maneira? Chupa deliciosamente bem.

Ele sorriu e nos despedimos, seguimos caminhos diferentes. Aguardei por um táxi do lado de fora do aeroporto e eu mal podia ver a hora de chegar em casa, descansar e me preparar para o trabalho no dia seguinte. Fiquei calado e o taxista tentou puxar assunto, eu só assentia e prestava atenção ao caminho. Por fim, quando chegamos entreguei uma gorjeta para ele além do valor cobrado.

Peguei a pouca bagagem e abri a porta de casa. Emilly estava lá para me receber e me ajudou com as malas. Sorriu e me indicou o que ocorreu enquanto estive fora, nada a que dar atenção. Então me desculpei com ela e saí para o meu quarto. Tomei banho e coloquei uma roupa leve, adormeci me espalhando na cama feita.

No dia seguinte, acordei bem disposto e todo sorrisos, afinal eu falaria com Esteban hoje e depois do que aconteceu entre nós há grandes chances de acontecer de novo e é por isso o que eu esperava. Escolhi meu carro esporte e com o vento segui para o trabalho. Senhora Daisy me recepcionou e me indicou todos os fatos de quando eu estive fora. Nada além do esperado.

Comecei lendo os documentos e relatórios, ligações para outros departamentos e a melhor parte do dia, a visita do Esteban. Eu realmente estava caindo nos encantos dele e observei enquanto ele fechava a porta atrás dele e se sentava a minha frente. Ele sorriu e falou o que queria em um tom gentil.

–  Os relatórios do financeiro ficaram prontos senhor Hugo?

–  Sim, estão prontos. Pode levá-los se quiser –  sem desviar os olhos dele, peguei a pasta e a coloquei sobre a mesa. Ele mexeu na gravata, ajeitando.

–  É sempre quente em Los Angeles? Não estou acostumado –  comentou ele.

–  Para mim é uma temperatura agradável. Perfeita para exercer vários tipos de atividades –  falei e apoiei o queixo nas mãos.

–  Ah ficaram ótimos esses relatórios, tudo o que você faz é muito bom –  ele sorriu e olhou em minha direção, um brilho inigualável no olhar. Reconheci assim que vi.

–  Obrigado, eu tento fazer o meu melhor –  levantei-me e dei as costas para ele, fingindo interesse na paisagem de fora.

Percebi que ele levantou e continuou tocando a gravata, ajeitando ou como eu deduzi, ele estava tirando ela, soltando-a, olhei para ele de lado e vi que ele desabotoava a camisa branca. Em um movimento cortante passei por trás dele e o encoxei contra a mesa. Minhas mãos exploraram o corpo dele sobre a camisa entreaberta.

Com meus dedos empurrei sua calça para baixo, o cinto apertado me impedindo até que Esteban o soltou e livremente toquei seu bumbum, apertei e gemi. Apressadamente, soltei minha própria calça e deixei minha ereção encostar nele. Nenhum instante a mais, estávamos fazendo sexo ali mesmo, deliberadamente encima da mesa.

Quando terminamos, sorrimos e eu o ajudei a se endireitar e se limpar com um rolo de papel. Colocamos a roupa de volta e nos ajeitamos. Ele olhou para mim, o sorriso devasso e jovial, ele tinha a minha idade como ele me contou durante a viagem. O cabelo solto e desgrenhado, tratei de me arrumar logo e o telefone tocou.

–  Alô? –  exclamei. E Daisy começou a conversar comigo –  Certo, certo, eu já estou terminando aqui e irei conversar com ele, pode deixar –  respondi. Olhei para Esteban que parecia um pouco tenso.

–  Alguma emergência? –  perguntou.

–  Não, está tudo bem. Então onde estávamos?

Ao retornar para casa, eu não me continha de tanta felicidade, meu maior fetiche realizado, afinal. Eu não esperava por isso, quem diria o que um fim de semana pode fazer? Chegando, pedi a Emilly que preparasse um jantar especial, peguei uma garrafa de vinho e duas taças. Fiz Emilly se sentar comigo e comemos e conversamos, ela não conseguia entender o motivo de tanta felicidade e quem liga? O importante é que tudo estava muito bem.

Os dias se passaram e não voltamos a cometer os mesmos atos, apesar de ele me visitar e o desejo entre nós ser como uma chama, incendiando tudo ao redor. Continuei o meu trabalho normalmente, a minha rotina. E alguns dias depois Daisy entrou em minha sala me dizendo que o senhor Pattrick estava na porta, enfurecido. Franzi a testa, o que pode ter acontecido? Agradeci a Daisy e autorizei a entrada dele.

–  Senhor Pattrick? O que houve? –  levantei e falei intrigado quando ele passou pela porta. Realmente, a expressão era de fúria. Trazia com ele um notebook em mãos, sem me responder, apoiou o notebook na mesa virado para mim e eu só o observei.

–  Pode me explicar o que significa isso?–  vociferou ele.

Olhei para a tela e vi, Esteban e eu, gravados por uma câmera oculta. Na cena, conversávamos e eu nem precisava assistir mais para saber o que viria pela frente. Fomos pegos!

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