Capítulo 13 - Troye

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Troye - Iniciado

–  E como foi de viagem? Foi tudo bem? –  quis saber Sam.

 –  Sim, foi tudo bem, muito melhor do que eu esperava_respondeu Troye e sorriu olhando para Sam. De braços abertos, Troye se lançou e abraçou Sam. A verdade é que Troye estava se sentindo cansado. De fato, a viagem não foi cansativa, nem em vão e certas coisas se consertaram e Troye percebeu que a hora de seguir em frente, havia chegado.

Troye fechou os olhos, agradeceu a Sam e se desvencilhou. O cheiro de Sam impregnou sua pele, sem reclamar, pelo contrário, ele começou a gostar. Preferiu não dizer nada, nem comentar.

O que Troye mais queria naquele momento era cair na cama e adormecer, pensaria sobre o trabalho, sentimentos ou o que quer que seja somente amanhã.

E foi o que ele fez. Deitou e sem delongas, dormiu e sonhou. Sam deitou-se em sua cama, observando Troye e como ele ficava sereno, um Troye de quinze ou dezesseis anos de idade.

Sutilmente esticou a mão e com a ponta dos dedos tocou o rosto de Troye. Sam não negava que sonhava com o beijo entre ele e Troye, também não negava que imaginava mais, muito mais se tratando de Troye, mas por enquanto ficaria só em sua imaginação mesmo.

Os olhos de Troye abriram com certa dificuldade e ele se assustou e estranhou o fato da mão de Sam estar ao lado do seu rosto. Sentou-se na cama, a luz do sol iluminava o quarto, se espreguiçou e parou, encarando a parede a sua frente. A mente de Troye estava em um turbilhão, sinceramente ele não queria dar atenção a nada daquilo.

–  Bom dia –  disse Sam e Troye levou o segundo susto naquela manhã.

–  Bom dia –  respondeu Troye e se voltou para olhar para o outro que não parecia ter notado o leve susto. Então os olhares se encontraram e Troye não pode evitar sorrir. Troye corou. E Sam estava sem camisa, coberto pelos lençóis brancos. Boquiaberto, Troye percebeu que até este instante, nunca antes havia reparado no corpo de Sam. Ele não era definido, nem muito musculoso, mas a pele lisa e pálida, poucos pelos formando um caminho para dentro...

–  Troye? Troye? Tá me ouvindo? –  e Troye sacudiu a cabeça embaraçado pois ele estive o tempo todo fitando o corpo de Sam.

–  Desculpa, desculpa, não, eu... Muitas coisas em mente... O que você estava dizendo?

–  Você não me contou nada sobre a viagem, quero saber como foi. Como está o seu pai? Falou com ele? E a casa, a sua mãe, sei lá...

–  Sim, eu cheguei e esbarrei no Mark –  hesitando nessas palavras, Troye prosseguiu. –  Dei adeus a ele e sei que ele não vai mais me procurar. Minha mãe está da mesma forma, está bem e o meu pai deve estar em casa, se recuperou bem, não terá sequelas.

–  E a faculdade, o resultado? –  indagou Sam de pé e de costas, mexendo em algumas coisas no chão do quarto bagunçado.

Tudo estava claro para Troye agora. Ele se controlou para não levantar e envolver o corpo nu de Sam com seus braços.

–  Sim, o resultado saiu, quer ir comigo? –  perguntou Troye com um tom de: por favor, vá comigo.

–  Bem que eu queria, tenho um outro compromisso.

–  Com alguém? –  Troye não conseguiu se conter, quase gritou.

Sam soltou uma risada e olhou para Troye.

–  Não, eu vou fazer uma entrevista.

–  Ahn, sério? Boa sorte.

–  Obrigado –  e ambos se silenciaram.

Troye se vestiu, sem comer saiu e se dirigiu para o centro. Apreensivo e com muitas expectativas. O futuro dele estava ali. O mundo parecia se mover em câmera lenta, ele podia sentir o passo a passo. Tantas outras pessoas, amigos, colegas conversavam animadamente, celebravam por ter passado, era a vez de Troye.

Os seus olhos foram de alto a baixo, procurando, buscando por seu nome. Troye, Troye, Troye e lá estava. Como a uma champanhe que estoura, Troye saltou e gritou. Ninguém ligou, pois ou estavam atentos procurando o próprio nome nas listas ou estavam celebrando tanto quanto ele.

Ele não se continha de felicidade e queria que o mundo soubesse.

Seu celular tocou e desastradamente, arfando ele atendeu:

–  Troye? Tudo bem?

–  Tudo ótimo, Hugo, eu passei... eu passei! –  se tocou de que falava alto demais.

–  Passou? Na faculdade? Eu não acredito, está brincando? Meus parabéns! –  respondeu Hugo.

–  Obrigado, obrigado e não estou brincando. Estou muito feliz.

–  Eu sei e que tal celebrarmos? Calma, não do modo que deve estar pensando, mas Bryan está precisando de nós também e podemos sair e fazer comprar, que tal?

–  Mas é claro! Quando iremos?

–  Amanhã, está bem? –  para Troye estava ótimo. Aceitou e se despediram.

Retornou para casa, estava eufórico e não via a hora de chegar em casa, contar para Sam. A sua casa nunca pareceu tão longe. A vontade de Troye era abraçar qualquer um que entrasse em sua frente. E quando chegou em casa, procurou na sala, na cozinha, subiu para o segundo andar, ninguém em casa. Troye se sentou na cama de Sam. Esperando.

Não demorou e Sam entrou no quarto, sorridente.

–  E aí como foi? –  falaram em uníssono.

–  Oficialmente eu estou na universidade! –  exclamou Troye se levantando para abraçar Sam. O acaso os levou para algo ainda mais do que um abraço, os lábios de Sam e Troye se tocaram e muito melhor do que da última vez, o beijo correspondido, de lábios molhados e quentes.

–  E como foi com você? –  questionou Troye parando de beijar inesperadamente.

–  Que se foda como foi, vem cá –  e Sam o puxou para outro beijo.

De propósito ou não, Sam estava tirando a roupa de Troye e Troye fazia o mesmo, sem se importar. Ele estava se sentindo ótimo, de um instante para o outro, lá estavam Sam e Troye deitados na cama, beijando, abraçando e acariciando loucamente.

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