Capítulo 9 - Hugo

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Hugo - Fetiches

Ele aceitou.

Esta era a minha chance, logo ele estaria aqui. Comecei a preparar e a limpar algumas coisas (ah como eu sinto falta da Emilly). Levei copos e pratos para a cozinha, tirei as roupas que estavam jogadas sobre o sofá. Em minutos tudo estava pronto para recebê-lo. E não demorou para ele chegar, me olhei no espelho, ajeitei o cabelo. Saí do apartamento e fui recebê-lo na entrada.

O táxi encostou e eu o assisti descer do veículo. Ele era deslumbrante, um sorriso e um rosto jovial. Me aproximei, cumprimentei e paguei a corrida do motorista, ofertei até notas a mais pela incrível velocidade com que ele chegou. Ele observava o prédio e o hall de entrada. A noite estava brilhante, convidei ele a me acompanhar.

–  Você está morando aqui? –  perguntou ele, os olhos faiscando.

–  Sim, atualmente, devia ver minha casa em Los Angeles, Troye –  respondi, espero não estar sendo presunçoso demais.   –  Bom, fico feliz que você veio.

–  Obrigado, eu também estou feliz de estar aqui.

Entramos no elevador, sozinhos. Troye olhava para baixo e as vezes para mim. Eu não faria nada com ele ali, eu gosto de liberdade, dentro do elevador eu não teria isso. Assim que descemos ele foi na frente e observava o corpo dele, o mais impressionante que ele não parecia nada tenso, um pouco ansioso sim. Abri a porta e deixei ele entrar, trancando a logo atrás de mim e colocando uma máscara em meu rosto.

Eu trajava terno e gravata, apesar de não estar trabalhando. Queria que ele experimentasse essa fantasia comigo. Me virei e olhei para ele. Ele sorriu e enrubesceu. Cruzei os braços sobre o peito sabendo que o terno e camisa social ficariam colados a minha pele, exibindo o tamanho dos muscúlos.

–  Linda máscara –  comentou ele um tanto sem graça.

–  Obrigado, mas conte-me Troye, você tem algum fetiche? –  questionei, afinal esta era a proposta para ele.

–  Bem, eu tenho sim, mas eu acho que você devia comandar hoje...

–  Eu posso comandar?_perguntei em um tom suave, mas imperativo.

–  Deve –  disse ele e aquilo despertou o dominador em mim, a minha imaginação vagava por aí, eu sabia que ele não tinha muito contato com esse lado dele, o lado sexual, então eu pegaria leve com ele.

–  A camisa, tire-a, agora –  ele obedeceu –  Ajoelhe-se! –  e ele o fez.

Os olhos dele estavam ardentes, ansiosos. A boca levemente aberta. Continuei a dar ordens:

–  Eu quero o que você me diga o que você quer, bem alto e claro!

–  Você, eu quero você –  falou ele.

–  Isso e o que mais você quer? Fale!

–  Eu quero fuder com você –  percebi a hesitação quando ele disse isso e sorri.

–   Bom garoto e nós vamos fuder sim, mas como você é novo, eu deixarei você me tocar. Levante-se e tire a calça.

Me encaminhei e me sentei no sofá, observei o corpo dele, branco com poucos pelos, mais na região das pernas, a cueca preta escondia e segurava a ereção. A minha máscara encobria só um pouco do meu rosto e contrastava os meus olhos e minha pele bronzeada.

–  Quero que pare na minha frente, de pé –  exclamei e ele o fez.

Minhas mãos se controlavam para não lhe machucar, não por maldade, mas eu queria tocá-lo com força. Me aproximei, o rosto a centímetros dele. Peguei a mão direita dele e o segui para que ele tocasse o meu rosto. Fechei os olhos sentindo a pele dele contra a minha.

–  Ajoelhe –  afirmei. Agora estávamos frente a frente. E os meus dedos deslizaram pelo pescoço percorrendo também o rosto até tocar os lábios macios e quentes.

–  Chupe –  falei. Senti o prazer e o choque tomar o meu corpo, gemi baixinho. Enquanto ele chupava um dedo, minhas mãos exploraram as curvas do corpo dele. Toquei sua bunda e a apertei. Olhei dentro dos olhos dele. Não havia nada lá, além de desejo –  Toque o meu corpo!

Apressadamente suas mãos deslizaram para os meus braços, percorrendo peito e barriga, não consegui aguentar e tirei o terno, a gravata com habilidade e a camisa, desabotoando, ele tinha tanto desejo que mesmo eu tirando a roupa suas mãos não paravam de tocar o meu corpo.

Eu estava quente e pronto para ir além.

–  Posso? –  perguntou ele. E eu sabia o que ele queria.

–  Pode vir.

A boca dele levemente roçou o meu pescoço e eu estava aberto e esperando por mais e por ele, era tudo o que eu queria. Provar dos lábios quentes dele. Como eu esperava, aquela sensação foi simplesmente mágica. Eu mal podia esperar para colocá-lo na minha cama, mas eu também não queria que ele parasse. Segurei seus cabelos entre os meus dedos e o forcei a ir mais longe.

Eu estava cego pelo desejo e então logo ele estava na minha cama, algemado a ela. E eu experimentando todo o corpo dele, ainda de calças ajoelhado na cama sobre Troye. Ele sorria e eu queria saber por que ele estava sorrindo porque eu iria fazer ele sofrer, retribuir tudo o que ele tinha feito comigo.

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