Hugo - Fetiches
Ele aceitou.
Esta era a minha chance, logo ele estaria aqui. Comecei a preparar e a limpar algumas coisas (ah como eu sinto falta da Emilly). Levei copos e pratos para a cozinha, tirei as roupas que estavam jogadas sobre o sofá. Em minutos tudo estava pronto para recebê-lo. E não demorou para ele chegar, me olhei no espelho, ajeitei o cabelo. Saí do apartamento e fui recebê-lo na entrada.
O táxi encostou e eu o assisti descer do veículo. Ele era deslumbrante, um sorriso e um rosto jovial. Me aproximei, cumprimentei e paguei a corrida do motorista, ofertei até notas a mais pela incrível velocidade com que ele chegou. Ele observava o prédio e o hall de entrada. A noite estava brilhante, convidei ele a me acompanhar.
– Você está morando aqui? – perguntou ele, os olhos faiscando.
– Sim, atualmente, devia ver minha casa em Los Angeles, Troye – respondi, espero não estar sendo presunçoso demais. – Bom, fico feliz que você veio.
– Obrigado, eu também estou feliz de estar aqui.
Entramos no elevador, sozinhos. Troye olhava para baixo e as vezes para mim. Eu não faria nada com ele ali, eu gosto de liberdade, dentro do elevador eu não teria isso. Assim que descemos ele foi na frente e observava o corpo dele, o mais impressionante que ele não parecia nada tenso, um pouco ansioso sim. Abri a porta e deixei ele entrar, trancando a logo atrás de mim e colocando uma máscara em meu rosto.
Eu trajava terno e gravata, apesar de não estar trabalhando. Queria que ele experimentasse essa fantasia comigo. Me virei e olhei para ele. Ele sorriu e enrubesceu. Cruzei os braços sobre o peito sabendo que o terno e camisa social ficariam colados a minha pele, exibindo o tamanho dos muscúlos.
– Linda máscara – comentou ele um tanto sem graça.
– Obrigado, mas conte-me Troye, você tem algum fetiche? – questionei, afinal esta era a proposta para ele.
– Bem, eu tenho sim, mas eu acho que você devia comandar hoje...
– Eu posso comandar?_perguntei em um tom suave, mas imperativo.
– Deve – disse ele e aquilo despertou o dominador em mim, a minha imaginação vagava por aí, eu sabia que ele não tinha muito contato com esse lado dele, o lado sexual, então eu pegaria leve com ele.
– A camisa, tire-a, agora – ele obedeceu – Ajoelhe-se! – e ele o fez.
Os olhos dele estavam ardentes, ansiosos. A boca levemente aberta. Continuei a dar ordens:
– Eu quero o que você me diga o que você quer, bem alto e claro!
– Você, eu quero você – falou ele.
– Isso e o que mais você quer? Fale!
– Eu quero fuder com você – percebi a hesitação quando ele disse isso e sorri.
– Bom garoto e nós vamos fuder sim, mas como você é novo, eu deixarei você me tocar. Levante-se e tire a calça.
Me encaminhei e me sentei no sofá, observei o corpo dele, branco com poucos pelos, mais na região das pernas, a cueca preta escondia e segurava a ereção. A minha máscara encobria só um pouco do meu rosto e contrastava os meus olhos e minha pele bronzeada.
– Quero que pare na minha frente, de pé – exclamei e ele o fez.
Minhas mãos se controlavam para não lhe machucar, não por maldade, mas eu queria tocá-lo com força. Me aproximei, o rosto a centímetros dele. Peguei a mão direita dele e o segui para que ele tocasse o meu rosto. Fechei os olhos sentindo a pele dele contra a minha.
– Ajoelhe – afirmei. Agora estávamos frente a frente. E os meus dedos deslizaram pelo pescoço percorrendo também o rosto até tocar os lábios macios e quentes.
– Chupe – falei. Senti o prazer e o choque tomar o meu corpo, gemi baixinho. Enquanto ele chupava um dedo, minhas mãos exploraram as curvas do corpo dele. Toquei sua bunda e a apertei. Olhei dentro dos olhos dele. Não havia nada lá, além de desejo – Toque o meu corpo!
Apressadamente suas mãos deslizaram para os meus braços, percorrendo peito e barriga, não consegui aguentar e tirei o terno, a gravata com habilidade e a camisa, desabotoando, ele tinha tanto desejo que mesmo eu tirando a roupa suas mãos não paravam de tocar o meu corpo.
Eu estava quente e pronto para ir além.
– Posso? – perguntou ele. E eu sabia o que ele queria.
– Pode vir.
A boca dele levemente roçou o meu pescoço e eu estava aberto e esperando por mais e por ele, era tudo o que eu queria. Provar dos lábios quentes dele. Como eu esperava, aquela sensação foi simplesmente mágica. Eu mal podia esperar para colocá-lo na minha cama, mas eu também não queria que ele parasse. Segurei seus cabelos entre os meus dedos e o forcei a ir mais longe.
Eu estava cego pelo desejo e então logo ele estava na minha cama, algemado a ela. E eu experimentando todo o corpo dele, ainda de calças ajoelhado na cama sobre Troye. Ele sorria e eu queria saber por que ele estava sorrindo porque eu iria fazer ele sofrer, retribuir tudo o que ele tinha feito comigo.
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Neon Nights
RomanceConheça Troye, um simples garoto que se depara com uma situação que mudará sua vida... Conheça Bryan, de forte personalidade, trabalhador e perseguidor de sonhos que fará o possível para realizá-los... E Hugo, ricaço, jovem e promissor empresário qu...
