Capítulo 8 - Troye

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Troye - Tentado

Troye imaginou que o dia de folga seria entediante ou até chato, mas não, não foi nada assim. Sam estava ocupado com o curso, então Troye teve que arranjar algo para fazer sozinho e decidiu-se pelo centro de Nova Iorque, o Museu, o Central Parque, tomou sorvete e passeava a esmo pela rua. Até o momento o Museu foi sua atração predileta. E em um momento algo atraiu o olhar de Troye.

É claro que a curiosidade teve a melhor e Troye resolveu se aproximar, atravessando a rua e lá estava, magnífica faculdade do Central Parque, famosa por toda a contribuição em relação à arte, atores e atrizes se formaram aqui, bailarinos, diretores e todo o tipo de artista dentre as sete artes.

Troye estava tentado a entrar e verificar os cursos, os vestibulares e quem sabe até tentar uma bolsa. Tudo o que o pai dele queria, tudo o que ele não queria. O pai lhe "sugerira" faculdades como medicina, engenharia, economia e contabilidade em último caso e Troye tentava fugir a todo custo disso, ele queria moda, design, costura, óbvio que o pai dele repudiou a ideia no mesmo instante.

"–  Eu não quero ouvir, eu sei o que é bom para você Troye e acabou!" lembrou Troye do pai dizendo.

A fachada do edifício de arte antiga e curvilínea, de pedra, remetia aos templos greco-romanos. Troye deu o primeiro passo, ele estava tentado a ir por um caminho ou ir por outro, ele seguiria o pai ou o próprio coração? Disso ele não tinha certeza alguma, mas ele estava decidido a entrar e encontrar o destino lá dentro.

Troye saiu horas mais tarde. Na mão um documento, o olhar distraído e a cabeça em um turbilhão de possibilidades e futuros. Porém por um lado Troye dispunha do curso de moda, os sonhos, a carreira e talvez a falha e a queda, de outro lado Troye tinha o curso de advocacia, engenharia, medicina, etc. E a plenitude e a infelicidade, Troye nunca amou o dinheiro e isso o fazia pensar e pesar o que escolher.

Hora de voltar para casa. Provavelmente, Sam já estava em casa e se perguntava por onde andaria Troye, pensando assim Troye sorriu, mal sabia Sam que ele tinha tirado o dia de folga e acabara por resolver assuntos pendentes.

–  Oi Sam –  falou Troye dissimuladamente.

–  Hey, onde você estava? Desapareceu sem vestígios! –  exclamou Sam.

Sem responder, Troye colocou o documento dentro do guarda-roupa e comunicou a Sam sobre seu dia, omitindo a visita até a faculdade.

–  Sem mim? Fez tudo isso sem mim? –  disse Sam e Troye não sabia se ele estava brincando ou falando sério–  E pra quem você está ligando? Não me conta mais nada mesmo.

Troye recostou-se no guarda-roupa, o aparelho celular sobre o ouvido e o olhar ainda distraído. Sam sem ouvir a conversa descobriu com quem ele estava falando. Bryan e endereço, parece que Troye havia feito um novo amigo em Nova Iorque e ele não sabia como se sentir em relação a Troye, afinal Sam estava começando a sentir algo.

–  Sam eu estou saindo, quer ir comigo? –  anunciou Troye desligando o aparelho.

–  Sem querer ser chato, mas onde você vai? –  inquiriu Sam curioso.

–  Eu farei uma visita para o Bryan, sabe? O menino que conhecemos na boate, ele não está muito bem, eu queria poder ajudar. E quem sabe se você for...

Sam não negou, primeiro que eles eram amigos e segundo que ele queria entender a real relação que esses dois tinham. Sam se sentia bobo...

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