Capítulo 5 - Hugo

15 1 0
                                        

Hugo - Jogos

Opções, duas opções...

Foi o que o senhor Pattrick nos deu, ou Esteban e eu saíriamos agora da empresa sem escândalos ou enfrentaríamos um processo e a mídia contra nós, óbvio que no final, ele estava sendo irônico. Recolhi minhas coisas da mesa colocando em uma caixa, separando o que ficaria e o que iria. Daisy, minha secretária, ou melhor, ex-secretária me observou perplexa, tentando entender, eu respondi com mudança de última hora e sai pela porta sem olhar para trás.

No saguão do térreo, Alex e Esteban, eu percebi, conversando. Ambos olharam para mim e Alex fechou o sorriso do rosto e Esteban sem expressão. Eu realmente gostaria de passar por eles e ir embora, mas eu não fui mandado embora sozinho, eu não aprontei sozinho. Me postei ao lado deles e suspirei. Evitei olhar Esteban.

–  Eu acredito que isso era tudo o que você queria, Alex, caminho livre para você, aproveite bem! –  vociferei.

–  Oh, jamais Hugo! Jamais, eu estou sem entender o que está acontecendo, inclusive estava conversando com Esteban –  e Esteban abaixou a cabeça e disfarçou_para saber o que aconteceu, penso que foi algo na viagem, não é?

–  Me poupe da falsidade Alex, aliás vá se ferrar –  falei, ergui a caixa nos braços e disparei a andar.

No estacionamento, coloquei minhas coisas no banco de trás e me sentei, fechando a porta. Parei por um segundo pensando em toda a merda que aconteceu. Acho que Pattrick ainda foi muito bom conosco, não espalharia nada, eu sei que isso poderia acabar com a minha carreira. Esfreguei as mãos no rosto e respirei fundo.

Prendi o cinto e pisei no acelerador. Hora de ir para casa. Sei que é errado mas liguei para Emilly, dispensei seus serviços pelo resto da tarde e fiz mais umas ligações. Tudo certo para esta noite. Não pude evitar, sorri com as possibilidades.

Guardei o carro e abri a porta, certo. Como eu queria. Me encaminhei para o banheiro e tomei banho. Nu e molhado, fui para o quarto, abri o closet e coloquei calças de moleton cinzas, uma camisa branca, branco sempre marcou a minha pele bronzeada. Olhei no espelho, ajeitei o cabelo. Ótimo. Perfeito.

Na cozinha, abri uma garrafa de vinho e bebi direto do gargalo, gotas escorriam por meu queixo até mancharem a camisa. A campainha tocou. Bem na hora.

Corri para abrir a porta e os meus convidados chegaram. Deixei-os entrar, a garrafa na minha mão. Um por um eles passaram por mim. O primeiro mais novo, loiro, definido mas magro. Escolhidos a dedo por mim, o segundo moreno, muito branco de olhos azuis da cor do mar. O terceiro, negro, cor de ébano, forte, o quarto, pardo de cabelos escuros e compridos, o quinto, mais velho, urso, barbudo e forte, o sexto, eu diria o mais novo deles e mais baixinho, eu começaria por ele, o sétimo tão latino quanto eu.

–  E então senhor Hugo... –  começou a dizer o loiro.

–  Shhh –  eu o interrompi com o dedo nos lábios, me sentei no sofá e tirei a camisa. Despejei o vinho sobre o meu corpo, escorrendo pelo meu peito e por todo o sofá –  Você! –  apontei para o mais novo –  vem!

E ele ajoelhou na minha frente, lentamente lambendo o vinho do meu corpo. Fui dando as ordens, um a um começamos a orgia, os corpos se tocando, confundidos. Uma mão boba aqui, outra ali, bumbuns de fora, barrigas trincadas, barbas roçando nas minhas partes baixas e isso era apenas o começo.

Na manhã seguinte, todos já haviam ido e eu dormia nu no sofá que ainda estava limpo. Emilly abriu a porta e parou próxima a porta observando a cena, meus olhos recusavam a se abrir. Minha mão tocou uma garrafa de champanhe no chão, não sei bem pelo que eu procurava, provavelmente minhas roupas para que Emilly não se constrangesse.

–  Bom dia Emilly, espere eu vou pegar minhas roupas e não... –  falei.

–  Tudo bem, aqui estão elas, senhor Hernandez –  respondeu ela e me entregou a minha calça_Aconteceu alguma coisa que o senhor queira me contar?

–  A festa foi muito boa –  falei e dei risada. Emilly não riu.

–  Usou camisinha senhor? –  disse ela em tom rígido.

–  O que é isso? Não sou nenhuma criança, Emilly. Sei me cuidar. Pode preparar um café da manhã para mim? Daqueles que você sabe fazer?

–  Sim senhor. É pra já.

E quando Emilly saiu me sentei e me vesti. Olhei para o estrago feito não apenas no sofá, mas o chão também. E a noite, eu saí, gastando insandecidamente. Vodka, champanhe e bebidas que eu nem sabia o nome. Baladas, homens. Homens que não acreditavam que estavam ficando comigo, nem eu acreditava que eu estava ficando com eles. O dia seguinte eu desperdiçava na piscina com um garçom contratado para mostrar a bunda e me servir. Eu estava vivendo loucamente.

Quartos escuros repletos de chicotes e algemas ou saunas repletas de vapor e banheiros com buracos para me chuparem. Praticamente todos os dias um alguém diferente acordava na minha cama, até uma mulher do meu lado. Dólares e dólares desperdiçados com festas, bebidas e sexo. Quer uma vida melhor?

Neon NightsOnde histórias criam vida. Descubra agora