Hugo - Jogos
Opções, duas opções...
Foi o que o senhor Pattrick nos deu, ou Esteban e eu saíriamos agora da empresa sem escândalos ou enfrentaríamos um processo e a mídia contra nós, óbvio que no final, ele estava sendo irônico. Recolhi minhas coisas da mesa colocando em uma caixa, separando o que ficaria e o que iria. Daisy, minha secretária, ou melhor, ex-secretária me observou perplexa, tentando entender, eu respondi com mudança de última hora e sai pela porta sem olhar para trás.
No saguão do térreo, Alex e Esteban, eu percebi, conversando. Ambos olharam para mim e Alex fechou o sorriso do rosto e Esteban sem expressão. Eu realmente gostaria de passar por eles e ir embora, mas eu não fui mandado embora sozinho, eu não aprontei sozinho. Me postei ao lado deles e suspirei. Evitei olhar Esteban.
– Eu acredito que isso era tudo o que você queria, Alex, caminho livre para você, aproveite bem! – vociferei.
– Oh, jamais Hugo! Jamais, eu estou sem entender o que está acontecendo, inclusive estava conversando com Esteban – e Esteban abaixou a cabeça e disfarçou_para saber o que aconteceu, penso que foi algo na viagem, não é?
– Me poupe da falsidade Alex, aliás vá se ferrar – falei, ergui a caixa nos braços e disparei a andar.
No estacionamento, coloquei minhas coisas no banco de trás e me sentei, fechando a porta. Parei por um segundo pensando em toda a merda que aconteceu. Acho que Pattrick ainda foi muito bom conosco, não espalharia nada, eu sei que isso poderia acabar com a minha carreira. Esfreguei as mãos no rosto e respirei fundo.
Prendi o cinto e pisei no acelerador. Hora de ir para casa. Sei que é errado mas liguei para Emilly, dispensei seus serviços pelo resto da tarde e fiz mais umas ligações. Tudo certo para esta noite. Não pude evitar, sorri com as possibilidades.
Guardei o carro e abri a porta, certo. Como eu queria. Me encaminhei para o banheiro e tomei banho. Nu e molhado, fui para o quarto, abri o closet e coloquei calças de moleton cinzas, uma camisa branca, branco sempre marcou a minha pele bronzeada. Olhei no espelho, ajeitei o cabelo. Ótimo. Perfeito.
Na cozinha, abri uma garrafa de vinho e bebi direto do gargalo, gotas escorriam por meu queixo até mancharem a camisa. A campainha tocou. Bem na hora.
Corri para abrir a porta e os meus convidados chegaram. Deixei-os entrar, a garrafa na minha mão. Um por um eles passaram por mim. O primeiro mais novo, loiro, definido mas magro. Escolhidos a dedo por mim, o segundo moreno, muito branco de olhos azuis da cor do mar. O terceiro, negro, cor de ébano, forte, o quarto, pardo de cabelos escuros e compridos, o quinto, mais velho, urso, barbudo e forte, o sexto, eu diria o mais novo deles e mais baixinho, eu começaria por ele, o sétimo tão latino quanto eu.
– E então senhor Hugo... – começou a dizer o loiro.
– Shhh – eu o interrompi com o dedo nos lábios, me sentei no sofá e tirei a camisa. Despejei o vinho sobre o meu corpo, escorrendo pelo meu peito e por todo o sofá – Você! – apontei para o mais novo – vem!
E ele ajoelhou na minha frente, lentamente lambendo o vinho do meu corpo. Fui dando as ordens, um a um começamos a orgia, os corpos se tocando, confundidos. Uma mão boba aqui, outra ali, bumbuns de fora, barrigas trincadas, barbas roçando nas minhas partes baixas e isso era apenas o começo.
Na manhã seguinte, todos já haviam ido e eu dormia nu no sofá que ainda estava limpo. Emilly abriu a porta e parou próxima a porta observando a cena, meus olhos recusavam a se abrir. Minha mão tocou uma garrafa de champanhe no chão, não sei bem pelo que eu procurava, provavelmente minhas roupas para que Emilly não se constrangesse.
– Bom dia Emilly, espere eu vou pegar minhas roupas e não... – falei.
– Tudo bem, aqui estão elas, senhor Hernandez – respondeu ela e me entregou a minha calça_Aconteceu alguma coisa que o senhor queira me contar?
– A festa foi muito boa – falei e dei risada. Emilly não riu.
– Usou camisinha senhor? – disse ela em tom rígido.
– O que é isso? Não sou nenhuma criança, Emilly. Sei me cuidar. Pode preparar um café da manhã para mim? Daqueles que você sabe fazer?
– Sim senhor. É pra já.
E quando Emilly saiu me sentei e me vesti. Olhei para o estrago feito não apenas no sofá, mas o chão também. E a noite, eu saí, gastando insandecidamente. Vodka, champanhe e bebidas que eu nem sabia o nome. Baladas, homens. Homens que não acreditavam que estavam ficando comigo, nem eu acreditava que eu estava ficando com eles. O dia seguinte eu desperdiçava na piscina com um garçom contratado para mostrar a bunda e me servir. Eu estava vivendo loucamente.
Quartos escuros repletos de chicotes e algemas ou saunas repletas de vapor e banheiros com buracos para me chuparem. Praticamente todos os dias um alguém diferente acordava na minha cama, até uma mulher do meu lado. Dólares e dólares desperdiçados com festas, bebidas e sexo. Quer uma vida melhor?
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Neon Nights
RomansaConheça Troye, um simples garoto que se depara com uma situação que mudará sua vida... Conheça Bryan, de forte personalidade, trabalhador e perseguidor de sonhos que fará o possível para realizá-los... E Hugo, ricaço, jovem e promissor empresário qu...
