POV LAUREN
- O coração dela parou. - Uma enfermeira passou correndo junto a um médico.
Eu tinha sentindo a dor de perder do amor de Camila. A dor de saber que ela tinha raiva, magoa de mim. Aquele tinha sido a pior dor que eu podia ter sentido. Eu ACHAVA que aquela era a pior dor, achava que eu nunca fosse sentir uma dor tão grande quanto aquela ou uma dor maior. Eu estava enganada.
A voz daquela enfermeira ecoou nem minha cabeça. Sinu caiu nos braços de Alejandro, ambos derramados em lágrimas. Ela tentou reagir entrando na sala, mas foi parada por Alejandro e um médico. Eu estava encostada na parede e simplesmente desabei no chão daquele corredor, aquele maldito corredor me separava de onde ela estava. O choro tomou conta de mim, a raiva de saber que tudo poderia ser culpa minha, culpa minha por não ter a levado a um médico antes, culpa minha por não ter cuidado dela como deveria, alimentando-a.
E naquela hora sim, eu estava sentindo a maior dor que eu podia sentir. A dor da perda, da perda sem volta, da perda sem um perdão, da perda da minha pequena, da minha Camila.
POV K. WALDOR
Médicos se movimentavam de um lado para o outro. Camila permanecia deitada. Um médico entrou correndo na sala ao lado de uma enfermeira, ele pedia pelo desfibrilador. O coração de Camila tinha parado. Os médicos buscavam uma ressuscitação. Primeira tentativa e não deu certo. Suor no rosto de cada um, um nervosismo comum que sempre dava em situações semelhantes. Uma nova tentativa.
Pi... Pi... Pi... O aparelho ao lado da cama de Camila mostrava que seu coração tinha voltado a bater. Os médicos se entre olharam sorrindo.
POV LAUREN
A minha vida tinha perdido todo o sentido. Meu coração doía. Senti falta de ar, tentei me levantar mas não estava conseguido, separei meus lábios procurando o ar que eu não sabia como obter. Coloquei a mão no meu peito, sentia uma dor insuportável, de repente senti uma pressão forte e finalmente consegui encontrar o ar. Nunca tinha passado por aquilo, parecia que eu estava morrendo.
O mesmo médico que entrou correndo, saiu da sala calmo, tirando sua máscara de proteção e em seguida suas luvas descartáveis. Sinu e Alejandro foram em sua direção, eu levantei e o observei de onde estava.
- Senhor e senhora Cabello?
- Sim, doutor. Diz que minha filha... - Sinu ia continuar, mas Alejandro a interrompeu.
- Como estar a Camila, doutor?
- Camila, está melhor.
Era a única coisa que eu precisava escutar. Um sorriso de alivio, de salvação surgiu em meu rosto. Olhei para o teto e agradeci a Deus por estar escutando aquilo. Uma lágrima de felicidade escorria pelo meu rosto, Alejandro abraçava Sinu com força.
- Mas ainda vamos precisar vigiá-la. - O doutor suspirou. - O coração de Camila parou por treze segundos, mas felizmente conseguimos recuperá-la. Camila ficará em observação, ela está muito fraca.
- Eu posso ver minha filha? - Sinu pediu.
- Daqui a pouco vamos levá-la para o quarto e vocês poderão vê-la.
Treze segundos. Eu perdi minha Camila por treze segundos. Treze longos segundos. Eu prometi que depois daquele dia qualquer segundo ao lado de Camila seria importante para mim.
Estava louca para vê-la, mas eles estavam demorando para liberar a visita. Camila já estava no quarto a mais de meia hora. Finalmente uma enfermeira se aproximou liberando duas pessoas para entrarem, Sinu e Alejandro. Fiquei do lado de fora esperando. Um agônia enorme. Eu sei que eles eram os pais, mas eu gostava dela tanto quanto eles, eu queria vê-la, precisava vê-la. Depois de uns vinte minutos Alejandro saiu do quarto.
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Between Two Lines
Fiksi PenggemarApesar de ser líder de torcida, popular e de namorar o Gregg, que era perfeito mas agregava mais um pouco a minha fama, ja que ele era jogador de futebol americano, eu vivia uma vida que nem achava assim tão boa. "Um dia como outro qualquer", foi o...
