Isabel é uma jovem independente e determinada que encontra seu verdadeiro amor. Porém, isso tudo é colocado em xeque quando ela perde Eric e precisa recuperar sua confiança e esperança com a ajuda de alguém que não contava.
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– Certo. A Carol falou mesmo que talvez ainda não tivesse clima, por causa do aniversário do acidente.
– Pois é.
– Mas o João disse que vai!
– O quê? - esganicei. – Você convidou o João?
– Ahã! E ele pareceu muito animado. Adorei falar com ele de novo depois da sua surpresa. A propósito ele é muito educado e tem uma voz muito sexy.
– Ai, Paula...
– Você não tem opção, Isabel. Ainda não percebeu? O que vai fazer mais cedo?
– Vou passar o dia em casa.
– Tudo bem, a tarde passo no seu apartamento para te ajudar a se arrumar?
– O que? Ajudar a me arrumar? Onde nós vamos?
– Sem perguntas, Isabel. Apenas curta. Até amanhã.
Para mim essas saídas noturnas sempre tinham sido e sempre seriam uma tortura. Nada nessa idéia da Paula me atraia, a não ser a presença de uma certa pessoa em especial. Sorri sozinha com esse pensamento.
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Duas horas já haviam se passado desde que a luta contra o estampido da música eletrônica havia começado em meu cérebro. Sentia meus tímpanos se inflamando de tanto vibrar e minha cabeça latejava enquanto eu assisto Mônica, uma amiga- e aparentemente supermodelo- da Paula balançando o cabelo para cá e para lá enquanto se esfrega no braço do João.
– Vem para pista dançar, Bel!
– Não obrigada, Paula.
– O que?
O som extremamente alto não permitia conversas a não ser que uma pessoa estivesse a menos de meio centímetro da outra. Fato do qual a Mônica estava tirando muito proveito.
– Não quero dançar!
– Sua chata.
Paula se afastou mostrando a língua. Isso provavelmente deveria me ofender, mas eu sabia que ela já estava consideravelmente alcoolizada.