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Parei ao lado de meu pai e Natasha olhando para as telas que transmitiam a análise psicológica do Sargento Barnes, assoprei meu café dentro do copo de isopor e beberiquei um pouco do líquido quente sentindo o gosto maravilhoso da cafeína.
"– Olá Sr. Barnes." – O médico cumprimentou. "– A ONU me enviou para avaliá-lo, posso me sentar?" – Ele questionou não sendo respondido. "– Seu nome é James?" – E novamente, sua pergunta permanece sem uma resposta verbal. "– Não estou aqui para julgá-lo, só quero fazer umas perguntas."
– Esse cara é meio estranho. – Comentei baixo bebendo mais café. Eu já estava agitada.
– Angelina, para de beber isso. – Meu pai pediu baixo. – Você já não é normal, e fica enchendo a cara de cafeína.
Dei língua para ele, e mesmo não querendo coloquei o copo na mesa a minha frente o obedecendo.
"– Sabe onde está, James? Não posso ajudá-lo se não falar comigo, James."
"– Meu nome é Bucky." – Barnes respondeu com a voz baixa e debilitada, isso apenas evidenciou sua falta de vontade para conversar com o médico.
"– Conte-me, Bucky. Você já viu muita coisa, não é?" – O psicólogo questionou.
"– Eu não quero falar sobre isso." – Barnes rebateu na defensiva. Ele esta ficando acanhado.
"– Tem medo que isso traga de volta os horrores à mente? Não tenha medo."
– Que merda de perguntas são essas? – Questionei olhando para meu pai com o cenho franzido.
"– Nós só precisamos falar sobre uma coisa."
Logo após esse comentário, a energia de, provavelmente, todo o prédio acabou fazendo as luzes vermelhas de emergência se acenderam.
– Vemos lá pessoal, quero ver o Barnes! – O Ross baixinho, pediu através do rádio comunicador.
– Era isso que você queria dizer com: "– Caso algo saia do controle, você não vai depender só da armadura."? – Perguntei me virando para meu pai, ansiosa.