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Mantive meus olhos focados nas ruas em que passávamos pensando sobre quem nós procurávamos. Meus pensamentos voavam para todos os problemas que estamos enfrentando; eu pensei em tudo o que já havíamos perdido e em tudo o que íamos perder.
Meu pai parou nosso carro – uma BMW SÉRIE 7 branca perolada – em uma rua em frente a um prédio bonito, bem cuidado e simples. Ele desceu do carro e eu fiz a mesma coisa, abaixei meu óculos de sol para a ponta do nariz e dei uma olhada para meu pai arqueando a sobrancelha.
– O nosso homem mora aqui? – Perguntei curiosa.
– Sim. – Ele respondeu subindo os pequenos degraus que davam acesso a portaria do prédio. – Vamos torcer para que ele já tenha chegado da escola.
– Escola? – Franzi o cenho confusa enquanto o seguia.
– É, pessoas da sua idade frequentam a escola. – Tirei o óculos o pendurando no meu suéter e ri cruzando os braços enquanto o encarava. – Voltando um pouco, pessoas normais da sua idade frequentam a escola.
– Bem melhor. – Zombei quando as portas do elevador se abriram.
– Deixa tudo comigo, não estraga a mentira.
– Okay.
Ele tocou a campainha e pudemos escutar um "já vai" abafado pela porta, ajeitei meu cabelo que estava preso em um rabo de cavalo e coloquei um sorriso simpático no rosto.
– Minha nossa. – Uma mulher na casa dos trinta e poucos anos de idade disse assim que abriu a porta e nos viu ali fora.
Ela é bonita.
– Olá. – Meu pai sorriu a cumprimentando.
– Meu Deus, entrem! – Ela liberou passagem sorrindo ainda chocada.
– Com licença. – Pedi passando por ela sorrindo tímida.
– Olha, eu estou um pouco em choque. Eu sou a May, prazer em conhecê-los! – Ela cumprimentou. – Vocês querem alguma coisa? Chá? Café? Água? Suco?