Maitê é uma fã apaixonada por Michael Jackson desde a infância. Sua vida muda completamente depois de ter um encontro com o astro e ele a convidar para trabalhar em seu famoso rancho Neverland.
Ela irá ficar muito próxima de Michael e vai descobrir...
Arregalei meus olhos ao vê-lo e, instantaneamente quis chorar de felicidade por poder estar tão perto dele novamente. Achei que aquele momento nunca mais aconteceria.
Michael estava lindo... O cabelo em cachos soltos pelo ombro, o rosto sem maquiagem, parecia que tinha acabado de sair do banho. Dele exalava um suave perfume de condicionador e sabonete. Usava uma blusa vermelha e uma calça moletom preta.
Fiquei parada olhando-o por um longo tempo, ele me olhou, curioso, e deu um sorriso. Será que se lembrou de mim? Vi sua reação e balancei a cabeça distanciando meus pensamentos, dei um grande sorriso.
- Ah, desculpa Senhor Jackson. Deseja alguma coisa? A propósito, eu sou uma grande fã. – Passei as mãos sobre meus olhos lagrimejados e aproximei mais dele.
- Que bom que gosta do meu trabalho, fico muito feliz. – Michael abriu um sorriso. – E em relação a sua pergunta. Sim, eu estou tendo problemas com o ar condicionado da minha suíte. – Ele mordeu o lábio inferior, seu olhar ainda estava curioso sobre mim. Parecia tentar lembrar de algo – Eu não sei se você vai saber resolver o meu problema, mas...
- Vou! Vou! Claro que vou! – Disse interrompendo-o. Não fazia menor ideia de como arrumaria.
- Mesmo? – Ele arqueou as sobrancelhas, não convencido de que eu pudesse mesmo ajudá-lo. — Muito bem, vamos, vou te mostrar a suíte. — Mesmo desconfiado, começou a andar, fui logo atrás. – Você não me é estranho, já nos encontramos aqui? – Ele perguntou enquanto andávamos lado a lado. Parecia lembrar do meu rosto, mas não sabia onde me encontrou. Em toda adrenalina do show, toda a sua concentração na música, era obvio que ele não iria lembrar. Olhei para os lados pensando em o que responder. Sou a fã que te deu um selinho no palco. Pensei em responder, mas e se ele me tirasse dali? E se chamasse o segurança? E se ele achar que sou uma oferecida? Respirei fundo.
- Pode ser, Senhor Jackson.
- Pode me chamar de Michael, se preferir.
O andar dele era magnifico, parecia que flutuava sobre o chão. Michael parou em frente a suíte e enfiou a mão no bolso procurando pela chave, olhei para o chão e ele estava usando pantufas de coelho. Dei uma risada baixa e abafada, ele me olhou.
- Já sei, está rindo das minhas pantufas. – olhou para os pés, enfiou a chave na fechadura da porta e abriu a mesma. – Pantufas são confortáveis e aquecem muito bem os pés. – Ele explicou entrando na suíte, entrei logo atrás dele e um frio tomou conta do meu corpo fazendo-me arrepiar, a suíte estava um gelo.
- Agora entende porque estou de pantufas? – Ele sorriu. Olhei em volta admirando o interior do local.
A suíte era enorme. Ao meu lado direito havia uma cama levemente bagunçada, seguindo a mesma direção, um cómodo que era da cozinha, ao lado tinha duas portas que estavam fechadas. Em frente à porta, havia uma janela grande com cortinas abertas da cor escarlate, a vista era das luzes acesas dos prédios vizinhos. Tinha uma poltrona grande em um canto da parede, ao lado da janela. Era tudo muito luxuoso.
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