Só se ouvia o estralar de pingos caindo no chão do box, nada mais. Eu não sei o que responder, eu sou péssima em mentiras, ainda mais mentir para Gwen. Não to preparada pra falar a verdade, não posso simplesmente soltar um "Ah Gwen, eu beijei o Carter pois achei que era o Zach, o cara que você é apaixonada", não dá! Seria totalmente injustificável. Me sinto péssima por ter que inventar qualquer coisa pra minha melhor amiga. Na verdade, me sinto péssimas por me colocar nessa posição, por agir como uma adolescente no inicio na puberdade. Céus. Permaneço em silêncio. Única resposta que posso dar agora. A melhor.
— Você comentou com o psicopata do Steven sobre suas consultas e sobre o Zach? Deve ter falado e ele surtou. - a ouço supor. Ótimo. — Ele é louco, até parece que você teria um caso com o Zach, né?!- ela ri e meu semblante muda, desligo o chuveiro, me enrolo na toalha e saio.
— É claro - forço um sorriso. — Seria antiético e ele é todo seu.
Ver minha amiga saltitante por um cara que faz meu corpo eriçar é ruim. Não é uma sensação boa. Me sinto suja. Ela não parava de falar sobre ele e seus encontros, Gwen só calou quando pegou no sono assistindo ao filme que estava passando. Sorte a dela conseguir pregar o olho. Pra uma pessoa que sofre por constantes crises de ansiedade, gostar de alguém, ter o passado te assombrando e achar que nada vai dar certo é um gatilho perfeito para noites de sono acordada. Eu e a insônia somos bff's, inseparáveis, nem me lembro mais o dia que eu consegui, de fato, dormir cedo e dormir bem. E quando consigo estou sob uso de algum remédio ou droga.
A casa dos Rivera é um completo silêncio e escuridão. Tomo coragem pra me levantar e ir até a cozinha, talvez se eu tomar algo eu pegue no sono. Por mais que a mãe de Gwen não seja presente em sua vida ela nunca deixa que falte nada para os filhos e sua casa. Em algum lugar dessa casa deve ter uma caixinha com remédios ou algum chá que me faça dormir. Abro a geladeira para pegar água e ao fechar, como uma cena de filme de terror, dou de cara com uma assombração parada atrás.
— Tomar no cu, Theodore! - xingo e o mesmo ri. Empurro seu peitoral nu de leve com a mão o afastando. Meu coração perdeu o compasso por longos segundos. Céus.
Theo se vira, abre a geladeira e pega uma garrafa, toma uma longa golada direto do bico. Fico o encarando de rabo de olho. Theodore Rivera III, o terceiro Rivera na linha de sucessão. Não nego que ele é bem gostoso, muito, mas sua chatice e machismo tira todo o seu charme. Dou graças a Deus por Gwen não ter puxado nada dele, eu a mataria. Acho que a maior justificativa dele ser assim se dá pela mãe ausente, certeza que se Claire fosse presente ela ensinaria bons modos ao filho e o repreenderia por ser tão chato.
Sento-me na bancada da cozinha enquanto termino de beber minha água. Theo para na em minha frente e olha fixamente para meu colo. Visto um conjunto de pijama branco de seda, sem sutiã o que faz acentuar bastante os meus seios.
— Nem pense nisso. - tento saltar para fora da bancada mas ele segura minhas coxas.
— Você deveria ser presa por ser tão gostosa, Jade Cooper. - diz quase num sussurro.
Ele dedilha minhas coxas nuas e num instante ele abre minhas pernas se colocado no meio delas. Meu corpo ansiava por um toque, não aquele, não o dele, mas é o único que poderia me saciar nesse momento. Theodore Rivera está aqui e eu não posso deixar que eu volte frustrada para casa amanhã, tenho que me conter com que eu tenho. Em um instinto rápido eu o prendo com minhas pernas e o puxo para mais perto. Theo entende o recado e ataca minha boca ferozmente, suas mãos ágeis passam por debaixo do meu baby doll acariciando meus mamilos rígidos, arqueio excitada e ele sorri maliciosamente. Arranho suas costas nua em resposta. Ele me deita na bancada fria de mármore, gemo.
— Por mais que eu ame e me excite com seu gemido não vamos deixar a casa toda saber o que estamos fazendo. - sorri de canto.
Num golpe vejo meu short voar e sua boca indo em direção a minha intimidade. Theo trilha beijos na parte interna da minha coxa me fazendo arfar, meu corpo se contrai quando ele chega no "ponto x", ele me segura pelas pernas me impedindo de me mexer e começa lamber, chupar com força, mordo os lábios tentando não fazer barulho mas não resisto quando ele se levanta, retira rapidamente sua calça de moletom mostrando sua ereção, sem cerimonias penetra em mim. Theodore Rivera III é grande o bastante, daqueles que você acha impossível que vá caber dentro de você.
— Shhh! Cooper..- suas palavras falham. Ele coloca a mão em minha boca para eu me calar. Chupo seu dedo indicador. — Porra - geme.
Eu me levanto ficando colada ao seu peitoral suado e rígido pela excitação, tiro minha blusa ficando pele sobre pele. Theo cola seus lábios aos meus e gememos uníssono. Ele pressiona seus dedos em meus glúteos, bato de costas com algo frio supondo que é a geladeira, cravo minha unhas em suas costas e sua boca vai ate meus pescoço exposto, arfo. Os movimentos aumentam e eu mordisco sua orelha, estamos suados de tesão. Fico mais excitada. Gozamos juntos e ele sessa os movimentos, o ambiente fica quente e só se ouve nossas respirações altas e ofegantes. Ele por fim me coloca no chão. Sorrio maliciosamente e ele retribui.
— Um dia você ainda vai me deixar louco, Jade Cooper. - ele diz ao se abaixa pra pegar sua calça. Me abaixo, pego minhas roupas, ando até ele, seguro seu queixo deixando um selinho em sua boca. Ignoro sua declaração e saio, nua desfilando minha bela bunda para ele.
•••
Peguei o metro – algo que eu não fazia a muito tempo – pra dar uma espairecida, rumo à biblioteca pública de Nova York, o lugar que eu costumava ir em dias de dinâmica no colégio. Sou fascinada por sua arquitetura. Nos meus fones está tocando Style - Taylor Swift, encosto minha cabeça na janela do trem me concentrando no caminho fora dos vidros. Não demorou muito para que chegasse ao meu destino, já que a biblioteca é bem próxima à estação. Ao entrar, meus olhos se enchem ao olhar para o teto do local e toda sua extensão, incrível! Fui até a sessão de obras históricas procurar o que eu estou em mente. Pode não aparentar mas eu sou fascinada por livros que contam a história dos lugares, como e por que foi construído. A História em si me brilha os olhos.
— Não sabia que você gostava de história. - uma voz um tanto quanto familiar me tira a concentração. Preciso ir a igreja pedir piedade aos santos e a Deus, nem nos meus momentos de relaxamento espiritual eu tenho paz. Evito olhar para ele, o ignoro. — Posso? - ele indica a cadeira desocupada ao meu lado. Deus, por quê?
— Melhor não. - digo e ele recua. — Alias, o que você faz aqui? - paro minha leitura e o olho.
— Jade...- levanto as mãos e ele se interrompe. — Dia de folga, esqueceu?! Você é minha única paciente. - ele muda de assunto. Volto minha atenção ao livro. — Venho aqui pra estudar, ainda não me formei, estou no fim do semestre - justifica. Assinto, desinteressada.
Ele nota meu desconforto e desinteresse se despede e sai. O vejo sentar em uma mesa diagonal a minha tentando se concentrar no livro e nos cadernos a sua volta. Coloco meus fones, dou play na minha playlist de músicas calmas na intenção de eu voltar minha concentração ao meu livro, falho miseravelmente, olho, disfarçadamente, pra mesa em que ele está e o mesmo está olhando pra mim. Não vai dar. Largo o meu livro de lado, eu sei que não vai adiantar eu lutar contra meu subconsciente. Devolvo o livro ao seu lugar após arrumar minhas coisas. Caminho até o lado de fora da biblioteca, não dá pra ficar lá dentro, não assim. Parece perseguição,
Resolvo dar uma caminhada, já que eu estou aqui vou aproveitar um pouco. Passei em algumas lojas, comprei umas roupas e notei que estava tendo uma exposição de arte em um pequeno museu, entrei por pura curiosidade e acabei me impressionando, pra não dizer encantada com o charme da decoração e estrutura. Imagino a Cheryl aqui, falando de cada obra e me enchendo de informações, precisamos sair, ela é uma ótima amiga. Não aguentei ficar muito tempo na exposição e sai de lá. Tomo um susto ao ser quase atropelada por uma bicicleta que veio a jato pelo passeio.
— Olha por onde anda seu imbecil - grito nervosa, o ciclista para e olha para trás. — Vince? - pergunto perplexa.
— Jade? Jade Cooper?
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O Despertar
RomanceVocê já escutou aquela frase que diz: "Nem todo mundo é quem diz ser"? Pois bem, assim é Jade Cooper, uma jovem adulta que se diz tão forte, extrovertida, cercada de amigos e feliz consigo mesma, e que na verdade é tão frágil e traumatizada. Ela bu...