Alex estava cada vez mais perto da velocidade máxima do carro, a camionete ainda estava atrás mas em distância delas.
— Será que eles pararam?
— Não sei. Não vou esperar para ver.
A morena permanecia em alta velocidade e luz máxima até que novamente seu telefone toca.
—Se acha esperta? Se prepara pra sua cova. Mais a frente em 4km temos um penhasco de uns 100m de altura e uma montanha ... Se você pular com o carro a 200 km/h você vai morrer afogada. E se bater na montanha bem... você pode morrer, explodindo o carro e tem a possibilidade mínima de sobreviver, mas se sobreviver a gente vai te pegar... Pensa rápido, porque eu estou de camarote vadias, que comece a etapa final. — desliga.
Alex entra em parafuso e não consegue raciocinar.
Piper— Alex pelo amor de Deus, faz alguma coisa!!! — sem resposta da morena ela também entra em pânico — Alex diminui a velocidade caralho!
Alex— Água... Parede... Água... — olha para Piper— Parede...
— O que vai fazer?!
— Você confia em mim?
—Mais do que tudo e Qualquer pessoa... E se der errado tudo bem, você tentou. E eu te amo.
Alex sorri mas em meio às lágrimas— Eu amo você, me desculpa... Se segura. — antes que a loira pudesse responder a morena choca o carro contra a imensa parede de terra que havia de ambos os lados da estrada.
O carro se choca na parede mais não para, continua andando perdendo a velocidade mas enroscando na parede. Na primeira pancada Piper apaga, ainda em uma velocidade pelos 70/80km/h o carro para ao colidir com uma árvore apenas a 200metros do penhasco, Alex desmaia na hora.
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A estrada de terra ficava no meio do nada, perto de fazendas e chácaras. Um lugar mal iluminado, silencioso, onde qualquer barulho alto é notável pelos fazendeiros.
A colisão das meninas ocorreu a noite. Mas só foi acionado o socorro na madrugada.
Policiais, bombeiros e ambulâncias cercavam o local para prestar os serviços e afastar curiosos. Havia uma sobrevivente no veículo e ela estava presa às ferragens do carro.
Após os bombeiros cortarem a lataria e ferros com sucesso, os enfermeiros colocam a moça na maca a levando para a ambulância e em seguida ao hospital.
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QUATRO DIAS DEPOIS
Se passaram quatro dias desde o acidente, o veículo foi dado como perda total. Ficou completamente destruído.
Doutora— Qual é o estado dela?!
Enfermeira— Muito bom, ela está acordada.
Doutora— Ótimo. — começa a andar em direção ao quarto dela.
Enfermeira— Doutora, tinha mais alguém com ela no acidente?
A Doutora olha o prontuário— Não, somente uma pessoa foi encontrada no carro. Por quê?
Enfermeira— Ela está chamando por alguém com o nome Piper, pode ser efeitos colaterais.
A doutora olha novamente os papéis na prancheta e entra no quarto. — Bom dia. Vejo que ainda não tocou na comida.
— Quem é você?
— Sou a doutora Beatriz, sua médica. Vou ver seus batimentos ok? —checa e está tudo bem.
— Por que vocês estão mentindo pra mim?
— Sobre o que exatamente?
— Ela morreu não é mesmo?
— Ela quem?
— A garota que estava comigo no carro! — se exalta um pouco.
— Calma senhorita Vause. Não havia mais ninguém no veículo com você.
— Como não? A minha mulher estava comigo!
A médica estranha o fato, pega uma lanterna e examina os olhos dela. — Segue meu dedo. — faz um vai e volta com o indicador.
— Eu quero saber da Piper! Pode falar a verdade.
— Alex, não tinha ninguém com você. Você foi encontrada presa nas ferragens do carro completamente inconsciente.
Alex começa a pensar e se lembra de tudo o que aconteceu junto com as memórias uma dor de cabeça tremenda.
— Qual era o nome da sua passageira? Vou procurar saber sobre ela.
Foi como se uma lâmpada se acendesse em sua cabeça e tudo estava claro.
—Piper Elizabeth Chapman. E ela foi sequestrada, chama a polícia!! — foram as últimas palavras dela antes do remédio fazer efeito e ela dormir.
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Back to me (Vauseman)
RomanceSenti meu coração se destruir em milhões de pedaços quando a vi chorar daquele jeito... Eu a deixei para trás chamando o meu nome e pedindo para escuta-la. Hoje eu posso talvez dizer que estou bem, foi difícil pra mim ver o nosso fim. Nós nos...
