Capítulo 59 -Final?

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Nicolette limpou mais uma lágrima com o lencinho branco que seu pai lhe emprestou, encarando a irmã com os olhos chorosos. Sem poder acreditar que depois de tudo o que viveu, sua vida voltaria a ser como antes.

-Você vai poder me visitar quando quiser, Nick. -repete Becker.

-De ano em ano? -murmura Nicolette.-Moramos longe! Muito longe! Um oceano inteiro nos separa!

Justine revirou os olhos, se acreditar no tamanho do drama daquela francesa.

-E por que não posso ficar com você? -indaga.

-Pergunte isso ao seu pai. -diz Lizzie, lançando uma breve olhar ao general.-Ele acha que não sou uma boa influência pra você.

-Eu acho que as duas deveriam voltar.-corrije o general.

-Não fale como se ainda tivesse algum poder sobre a minha vida, general.

-Você é minha filha. Tem o meu sangue, não pode negar isso! É uma Austen!

-Sou uma Becker. -corrijo. -Uma Becker livre e desenpedida.

-Vamos ver por quanto tempo.

-Sei que você tentou falar com as autoridades sobre isso...tenho meus contatos, e também sei que não obteve nenhum resultado, não é?

-Ainda vou conseguir, perante a lei tenho meus direitos como pai!

-A lei da França. Na américa, as coisas são diferentes. Não digo que eles são totalmente evoluidos, mas pelo menos não guardam pensamentos tão antiquados quanto os Franceses.

-Você é francesa.

-Não é isso que diz a minha identidade.

-Podemos deixar essa despedida mais agradável? -intervém Nicolette. -Chega de brigas! Não aguento mais vocês dois discutindo o tempo inteiro! Podem esquecer tudo isso pelo menos agora?!

-Ela tem razão. -suspira Aneurin. -Não vamos nos ver...talvez...por meses...então não quero sair daqui brigados, ta?

-Não espere o meu perdão.

-Não estou pedindo. Só vamos evitar brigas.

Lizzie movimentou a cabeça, concordando. Ela também não queria passar o resto daquela despedida com brigas.

-Vou poder passar o próximo verão aqui, papai? -indaga Nicolette.

-Não acho que...

-Mesmo se for com a Pietra?

-Bom...podemos pensar. -murmura, finalizando o assunto por ali. -Precisamos ir, Nicolette. O nosso barco vai sair em meia hora...ainda tem um longo caminho até o porto.

-Mas já? -enrrugou o nariz, decepcionada.

Becker abraçou a irmã mais uma vez, certa de que também sentiria falta daquela pirralha. As coisas seriam bem mais fáceis se ela vivesse ali, exatamente na mesma terra que Elisabeth.

-Julie...vou sentir saudades...

-Eu também, Nick. Vamos nos ver em pouco tempo...Não precisa ficar assim!

-Passamos anos longe uma da outra, dois meses não foi o suficiente para recuperar o tempo perdido.

-Mas agora a gente tem a vida toda. Você sabe onde estou, e eu sei onde você estar. Nada mais pode nos separar. -sorriu um pouco, acariciando o rosto da irmã.

Nick se afastou um pouco dela, enxugando as lágrimas no lencinho que já estava mais do que humidecido.

-Vamos. -decreta o general.

Agent BeckerOnde histórias criam vida. Descubra agora