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O grande dia chegou. Todas nós saímos de madrugada. Haviam algumas vans e um carro vermelho na entrada do orfanato, e em três vans, entraram as garotas que trabalhariam nas boates, nas outras duas, os garotos e as meninas que trabalhariam como assassinos.

Eu estava entrando em uma das vans, quando sou impedida com um puxão de braço.

--- Seu parceiro veio buscá-la.

Taeyong sai do carro vermelho e se aproxima.

--- Vamos embora - pega minha mala e o sigo, segurando firme minha bolsa nas costas --- Para onde vamos? - perguntei depois de colocar tudo no porta-malas --- Tenho um apartamento no centro. Não é tão grande, mas dá para duas pessoas viverem bem. Aconselho a não se apegar muito com ele, geralmente nos mudamos umas dez vezes ao decorrer do ano. Ia me esquecendo, pode abrir o porta-luvas? Está na sua frente - abri e vi um passaporte, mas ele era diferente do que o Senhor Minho, me deu --- De quem é esse passaporte? - perguntei enquanto Taeyong, estava atento a estrada --- É seu. Você é mestiça, então tomei a liberdade de conseguir um passaporte brasileiro para você. Caso precisar sumir do mapa, ou fazer algum trabalho, às pessoas não irão saber facilmente sobre quem você é.

O abri, vi uma foto minha que foi tirada quando ele foi apresentado oficialmente como meu parceiro. Meu novo nome era "Helena".

--- Acredite, nunca se sabe quando se vai ser necessário sair do radar da máfia e de outras pessoas. Você ainda não comeu nada, e eu também não. Vou te levar em um café antes de ir para o apartamento.

[...]

Amor Na MáfiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora