--- Não, não, não... É só alucinação da minha cabeça. É fome, é alucinação de fome...
Eu comecei a coçar meus olhos, para confirmar que era apenas uma alucinação, mas ela continuava ali.
--- Taeyong oppa, eu posso explicar...
Ela disse, enquanto tentava se aproximar.
--- Eu chorei por você, eu sofri por você... Por quê?
Falei enquanto saia detrás do balcão e fiquei em sua frente. Percebi que a mesma estava nervosa e a forma que mexia suas mãos, só confirmavam.
Nem todo o treinamento que tivemos, estava parecendo fazer efeito nesse momento.
--- Por quê?
Esperei ela recuperar o fôlego, e começar a falar.
--- Eu precisava me afastar, para resolver um assunto delicado. Me lembrei do que me disse, quando foi me buscar naquele orfanato. Nakamoto S/n, precisou sumir, para Choi Helena, aparecer.
--- O que você fez?
--- Resolvi algumas coisas do passado. Por favor, oppa, me perdoe. Eu precisava fazer isso. - ela cai de joelhos me olhando enquanto começava a chorar de novo - Por favor, me perdoe.
Eu poderia está com raiva, por ter sido enganado por dois meses, mas preciso entender o lado dela. Eu a amo demais. Me abaixo e a abraço enquanto choro baixinho em seu ouvido.
--- Por favor, não faça mais isso. Confie em mim, da mesma forma que confio em você.
--- Eu prometo.
[...]
*S/n narrando*
Depois de chorar, explicar uma parte do que aconteceu, abraçar e beijar tanto, Taeyong, eu estava me sentindo bem.
Como ele estava indo almoçar, resolvi ir com ele. Avisei por mensagem, que estava tudo bem, e que Taemin, poderia me esperar no apartamento depois.
Resolvemos comer na sua casa, e tive que dar uma desculpa para os avós dele. Quase que os dois senhores passaram mal, mas preferiram fazer um interrogatório quando voltassem do trabalho.
--- Como você se virou esses dois meses? - perguntou enquanto pegava alguns pratos e talheres - Você não tinha muito dinheiro.
--- Eu consegui economizar por alguns meses, que trabalhei para senhora Zhong. - disse enquanto me sentava e o observava andar pela cozinha - E ainda fiz uns bicos quando fui para o Japão.
---- Você foi para o Japão, atrás do seu irmão, não foi?
Disse enquanto se sentava em minha frente me encarando.
--- Fui, e olha que até foi legal. Poderíamos viver bem por lá.
--- S/n, sabe o quanto foi perigoso o que você fez?! - Falou, enquanto colocava arroz em nossos pratos. - A máfia poderia está observando eles por alguns dias.
--- Eu sei, por isso que só fui depois de uma semana e meia. E tinha até mudado o cabelo. Só por garantia.
--- E como foi?
--- Minha cunhada e a mãe dele, são muito legais. Não tinha muito diálogo com ele, já que estava quase sempre trabalhando. Mas ele é bem divertido. Ele tem uma foto de nós dois, que foi tirada alguns dias antes de me mudar para Coreia.
Olhei Taeyong, enquato sorria ao me lembrar do que minha cunhada falou, antes de ir embora.
--- Ele está me procurando, Oppa. Meu irmão está me procurando a anos, e eu estava tão perto e não poderia falar nada.
Acabei derramando uma lágrima, e Taeyong, a limpou enquato sorria.
--- Mas você vai poder ver ele depois que terminar as dívidas com a máfia. Eles já sabem que você está viva, não sabem?
--- Sim, e já não devo nada para eles. Senhor Minho, perguntou se eu queria ocupar o cargo da senhora Zhong. Mas neguei.
--- E o que pretende fazer agora?
Perguntou enquanto começava a comer.
--- Eu quero começar do zero. Arranjar um trabalho, entrar em uma faculdade e depois falar com meu irmão.
--- Pelo visto, já está bem resolvida. Apesar de que receberia muito bem, se ocupasse o lugar da senhora Zhong.
--- Sim, àquele dinheiro seria de grande ajuda, mas isso faria com que tivesse ligação a máfia, e poderia colocar você e meu irmão, em perigo. Eles sabem que você é meu ponto fraco.
--- Eu sou seu ponto fraco?
Taeyong, parou de comer e me olhava sorrindo.
--- Senhor Minho, sabe que somos mais que amigos.
Falei enquanto sorria envergonhada.
--- Claro que somos mais que amigos. Somos super melhores amigos!
Disse rindo, enquato o encarava sem acreditar no que ouvi.
--- Estou brincando. Eu estava pensando em te pedir em namoro, mas por ventura do destino, você se foi.
--- E eu não estou aqui?! Não deveria repensar?
--- Não sei. - falou cruzando os braços e fazendo beicinho como uma criança mimada - Me convença.
Me levantei e fui em sua direção. O abracei, e o beijei. Senti o mesmo colocar suas mãos em minha cintura, e sorri enquanto o beijava.
Quando nos separamos, observei o rubor em seu rosto, acompanhado de seu sorriso.
--- S/n, quer namorar comigo?
--- Não sabe o quanto esperei para ouvir isso. É claro que sim, Oppa!
[...]
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Amor Na Máfia
FanfictionVárias crianças vivem em um orfanato bem "especial", onde era gerenciado por uma máfia bem poderosa. Quem vê, pensa que as crianças vivem em um ambiente comum e que serão adotadas por alguém algum dia. Porém não é bem assim, já que elas tem o destin...
