Thiago POV:
Levei-a à casa, no mesmo instante. Tokyo é uma rapariga extraordinária, não acredito que esteja a passar por isso. Parece ser forte, na verdade todos parecemos mas temos as nossas fraquezas e parece que a dela, mais profunda... é o Deyve.
Chegamos, bati a porta e o Rio abriu.
─ Rio, tudo bem? Trouxe a Tokyo a casa... não correu tão bem como eu esperava... Acabei por dizer um pouco desorientado
Rio confuso com as lágrimas da irmã expostas, bem visíveis, não diz nada a ela e procura tirar satisfações comigo. No momento, Tokyo já havia entrado e desaparecido da minha vista
─ O que fizeste a Toyko? Diz ele todo rabugento
─ Olha, eu não fiz nada. Posso parecer todo malandreco, mas a sério Rio, eu não fiz nada.
─ Então porquê que ela está assim? Primeiro é que, ninguém avisou-me que iam sair e agora ela volta nesse estado...
─ Ouve, levei-a para ouvir poesia ao "Cata Poesia" e havia um jovem lá que eu por acaso nem reconheci mas ela diz que parecia o Deyve. O jovem estava de chapéu, óculos, bem camuflado e cantou uma música... que por acaso deixou a Tokyo distante por momentos e de repente, quando o moço acaba de se apresentar, ela sai a correr atrás dele, eufórica... como se fosse atrás do Deyve.
─ E era o Deyve?
─ Pelos vistos não... encontrei-a lá fora, sozinha... aí ela já estava a chorar... só a pude abraçar e me desculpar.
─ Ta bem, eu vou falar com ela... obrigado meu!
─ De nada irmão e peço desculpa por qualquer coisa. Ela é incrível e tu sabes!
─ Pois é, depois falamos...
─ Tá!
E fui-me.
Tokyo POV:
Viernes(Sexta Feira)
E depois da crise de ontem, só pude faltar a universidade. Minha sexta-feira começou com uma mágoa enorme... um vazio no meio peito... que eu achei puder preencher com cigarro e vinho.
Estou completamente tóxica... meu quarto está a desaparecer pelo excesso de fumaça. Visto que meio maço se foi, antecipadamente já sinto a necessidade de abrir outro.
Thiago deve estar a sentir-se mal por ontem. Ele quis que fosse divertido e até que estava a ser... só que... a minha ilusão roubou-me a realidade do que eu estava a viver ali, com ele. Perdi o controle de mim, e escorreguei na maionese!
Rio POV:
A Tokyo nunca foi de falar sobre os problemas dela, nunca foi de mostrar estar num problema. Tudo que acontece, nunca se sabe como, quando, onde aconteceu, quando dá-se conta... já!
Sinto que devo fazer algo... mas o Deyve também anda desaparecido. Estou espantado, não pensei que fossem chegar a esse extremo. Achei que resolveriam logo, pelos vistos, está tudo mal e vai de mal a pior.
Decido ligar à Raquel
"Amor, o Deyve está aí?"
"Oi meu amor, o Deyve está trancado no quarto"
"Sabes se ontem saiu?"
"Pelo que eu saiba não..."
"Podes pedir que venha aqui? é muito urgente! Se perguntar porquê que não liguei para ele, diz que não consegui. Que deu erro ou algo assim... por favor!"
"Hahaha, tá bem meu anjo!"
"Te amo"
"Eu amo mais"
Raquel POV:
─ Dey. Digo ao entrar no quarto dele...
Deyve está de deitado, de costas para a porta e virado para a parede, parece estar a mexer no telemóvel
─ O Rio chama por ti, quer que vás lá ter. Digo após não receber resposta a primeira chamada
─ É tão urgente assim? Diz ele mas não vira
─ Disse que é muito urgente... e quer que vás agora!
─ Tá bem. Já vou
Disse e bloqueou o telemóvel, mas não se mexeu. Apenas retirei-me do quarto dele e voltei aos meus afazeres.
Deyve POV:
Diogo, Diogo, Diogo...
momentos depois...
─ Era tão urgente assim? Digo ao encontrar o Rio no sofá deitado a jogar no telemóvel
─ É urgente!
─ O que se passa? pergunto confuso
─ Eu não posso fazer nada, não tentei porque sei que não teria sucesso.
─ Podes... tipo, dizer o que se passa? pergunto irónico e impaciente
─ Vai ter com a Tokyo, por favor
─ Oh, o urgente é isso? Sabes que eu e ela não vamos estar bem nunca... acho que eu e a Tokyo estamos a desabar Rio.
─ Estamos a desabar? ouço a voz dela, aí estava ela, parada na escada a olhar para mim...
Meu coração bate quase sem intervalo de tempo. Rio simplesmente desaparece, nos deixando sozinhos.
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Rebeldemente, Tokyo!
RomanceA Tokyo é uma rapariga rebelde desde os seus 5 anos, que na sua infância apaixonou-se pelo melhor amigo do seu irmão. Mas durante essa mesma infância, Deyve(melhor amigo de Rio) perdeu o pai e sentiu-se obrigado a afastar-se de todos e tudo até cres...
