28. Universidad |||

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Kairobi e Rio na mesma sala? Azar o meu, azar o dele, ou azar o nosso? Que puta de azar. Ninguém tem sorte nessa vida, até o mais sortudo homem sofre de azares.

Depois de minutos de reflexão, decido ir para a casa. Não esperei nem pelo Deyve, nem pelo Rio, nem por ninguém. Aliás, porque devo esperar pelo Deyve? e pelo Rio? Devo é seguir o meu caminho. Casa! Devo ir para casa.

Já a sair da universidade, uma voz chama-me... era o Thiago!

Deixa-me em paz, se faz favor(digo na minha cabeça) e viro.

Vejo ele parado, a olhar seriamente para mim, com as mãos escondidas nos bolsos do seu casaco. Seus cachos caídos e uns virados pro lado. Negro e com barba, alto e bem estruturado, era o homem que procurara por mim. Na rua! A caminho de casa...

─ Por que procurara por mim, um homem, que nem sequer conhecera o seu (faço gestos com os dois dedos de cada mão) "alvo"? Digo e dou meia volta, retomando o meu caminho

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─ Por que procurara por mim, um homem, que nem sequer conhecera o seu (faço gestos com os dois dedos de cada mão) "alvo"? Digo e dou meia volta, retomando o meu caminho

─ Quem fora o indivíduo que dissera que o Thiago não conhecera seu (ele imita-me) "alvo"? Ouço-o atrás de mim

─ Isso, perguntara a Tokyo ao tal Thiago. - Por que por mim procuras tanto? Parece até que me segues! Dou de ombros

─ Se dissesse que sigo, não acreditarias. Ouço-o já do meu lado

─ Segues? respondo confusa

─ Sigo!

─ Segues porquê? o que queres? Digo sem pausa.

─ Sigo no Vine, Instagram e Snapchat, já há um bom tempo! Diz ele olhando pra frente enquanto olho pra ele

─ ahh, ok. Respondo olhando pra frente quando ele vira para olhar pra mim

─ Onde vives? diz ele a olhar pra mim

─ Algures por aqui e tu?

─ Algures por aí

─ que bom. Digo a cortar assunto e ele sorri

─ Tratas sempre assim as pessoas? Diz ainda a sorrir

─ oh, sério? tu também? assim como? Paro de andar e cruzo os braços

─ Assim! Ele mexe apenas a cabeça "a apontar" para mim

─ O que tenho?

─ Ficaste chateada

─ Fiquei nada. Relaxei e continuei a andar, ranhosa.

─ disseste "tu também?" porquê? Ele ergueu a sobrancelha

─ Porque uma vez, eu atendi o Deyve à porta e foi isso que ele disse depois de deixá-lo entrar. "Tratas sempre assim as pessoas?" por não o ter dito nada, pois só tinha deixado a porta aberta como convite.

─ Ah, ok. Agora percebo o porquê

─ que porquê?

☻, Ele sorriu e respondeu com ânimo

─ Rebelde. Rebeldemente, Tokyo. Agora faz sentido.

Pela primeira vez, alguém não se incomodou com o simples facto de ser eu. Rebelde, Rebeldemente, Tokyo!

Rebeldemente, Tokyo!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora