A Tokyo é uma rapariga rebelde desde os seus 5 anos, que na sua infância apaixonou-se pelo melhor amigo do seu irmão. Mas durante essa mesma infância, Deyve(melhor amigo de Rio) perdeu o pai e sentiu-se obrigado a afastar-se de todos e tudo até cres...
Kairobi e Rio na mesma sala? Azar o meu, azar o dele, ou azar o nosso? Que puta de azar. Ninguém tem sorte nessa vida, até o mais sortudo homem sofre de azares.
Depois de minutos de reflexão, decido ir para a casa. Não esperei nem pelo Deyve, nem pelo Rio, nem por ninguém. Aliás, porque devo esperar pelo Deyve? e pelo Rio? Devo é seguir o meu caminho. Casa! Devo ir para casa.
Já a sair da universidade, uma voz chama-me... era o Thiago!
Deixa-me em paz, se faz favor(digo na minha cabeça) e viro.
Vejo ele parado, a olhar seriamente para mim, com as mãos escondidas nos bolsos do seu casaco. Seus cachos caídos e uns virados pro lado. Negro e com barba, alto e bem estruturado, era o homem que procurara por mim. Na rua! A caminho de casa...
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─ Por que procurara por mim, um homem, que nem sequer conhecera o seu (faço gestos com os dois dedos de cada mão) "alvo"? Digo e dou meia volta, retomando o meu caminho
─ Quem fora o indivíduo que dissera que o Thiago não conhecera seu (ele imita-me) "alvo"? Ouço-o atrás de mim
─ Isso, perguntara a Tokyo ao tal Thiago. - Por que por mim procuras tanto? Parece até que me segues! Dou de ombros
─ Se dissesse que sigo, não acreditarias. Ouço-o já do meu lado
─ Segues? respondo confusa
─ Sigo!
─ Segues porquê? o que queres? Digo sem pausa.
─ Sigo no Vine, Instagram e Snapchat, já há um bom tempo! Diz ele olhando pra frente enquanto olho pra ele
─ ahh, ok. Respondo olhando pra frente quando ele vira para olhar pra mim
─ Onde vives? diz ele a olhar pra mim
─ Algures por aqui e tu?
─ Algures por aí
─ que bom. Digo a cortar assunto e ele sorri
─ Tratas sempre assim as pessoas? Diz ainda a sorrir
─ oh, sério? tu também? assim como? Paro de andar e cruzo os braços
─ Assim! Ele mexe apenas a cabeça "a apontar" para mim
─ O que tenho?
─ Ficaste chateada
─ Fiquei nada. Relaxei e continuei a andar, ranhosa.
─ disseste "tu também?" porquê? Ele ergueu a sobrancelha
─ Porque uma vez, eu atendi o Deyve à porta e foi isso que ele disse depois de deixá-lo entrar. "Tratas sempre assim as pessoas?" por não o ter dito nada, pois só tinha deixado a porta aberta como convite.
─ Ah, ok. Agora percebo o porquê
─ que porquê?
☻, Ele sorriu e respondeu com ânimo
─ Rebelde. Rebeldemente, Tokyo. Agora faz sentido.
Pela primeira vez, alguém não se incomodou com o simples facto de ser eu. Rebelde, Rebeldemente, Tokyo!