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Family is important

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Se alguém me dissesse, anos atrás, que o nome Kim Taehyung seria conhecido mundialmente, que minha imagem estaria nas vitrines da Chanel, Gucci, Armani e Prada, e que minha pessoa valeria mais de 5 milhões de dólares…
...eu teria rido na cara.

Mas hoje, ao ver meu rosto estampado nas maiores revistas de moda, percebo:
eu consegui.

De um pré-adolescente ignorado pelos próprios amigos a um dos homens mais respeitados da atualidade.
E tudo isso...
devo a Park Bo Gum.

Ele foi o único que nunca duvidou.
O único que segurou minha mão nos piores momentos.
O único que acreditou quando nem eu mesmo conseguia.

— No que tanto pensa? — sua voz me tira dos devaneios.

Ele está deitado no sofá, com um livro nas mãos e seu inseparável óculos de aro redondo.

Por que eu não me apaixonei por você?

Todos esses anos ao lado dele, e eu nunca consegui entender.
Bo Gum é incrível. Gentil. Leal. Sexy pra caramba.
E mesmo assim, meu coração não bate diferente por ele.
Por que?

— Estava pensando... na vida. Em tudo que me trouxe até aqui.

— Você chegou longe. — ele sorri, fechando o livro. — Parece que foi ontem que nos conhecemos na fila do cinema.

— Mas não foi só eu que progredi, né? Sr. Ator mais bem pago da atualidade?

Ele ri e me joga uma almofada.

— Eu sou apenas incrível.

— Claro, claro. Continue repetindo, quem sabe um dia acredita mesmo nisso.

— Por que sou seu amigo mesmo?

Eu sou apenas incrível. — repito com uma piscadinha.

Yah! Essa frase é minha!

[...]

Taehyung, olhe para cá! — um dos paparazzi grita quando saio do estúdio.

É verdade que você está traindo Annie Wessex? — outro dispara, apontando a câmera bem na minha cara.

O sotaque britânico que antes me encantava agora soa como um chicote.
Seguro os punhos com força.

Não bate. Não responde. Respira.

— Se não sair da minha frente...

Sou puxado pelos seguranças e praticamente arrastado até o carro. Me surpreendo ao ver Chanyeol, meu empresário, já sentado no banco de trás.

— O que você ia fazer, Taehyung? Perdeu o juízo?

— Você ouviu o que me perguntaram?

— Não interessa. O custo da sua carreira é manter a classe. Sempre.

— Eu não tenho sangue de barata, Chanyeol.

— Não é sangue de barata. É experiência. Mas não foi só pra isso que vim. — ajeita o colarinho com o ar cínico de sempre. — Soube que a Annie não poderá te acompanhar na London Fashion Week.

— O pai dela está doente.

— E ela não sabe o que está em jogo? O que pode perder ao não comparecer?

A acidez na voz dele me enoja.

— Annie tem família, Chanyeol.
Você deveria tentar ser humano, pelo menos uma vez.

— Não existe compaixão no mundo da moda, Taehyung. Você sabe disso melhor do que ninguém. Quando seu irmão sofreu aquele acidente, todos te julgaram por faltar ao desfile da temporada.

— Não discute isso comigo de novo.
Nada vem antes da minha família. Nada.

Ele suspira, com aquele deboche entalado na garganta.

— Não sei o que seria de você sem mim. É melhor amadurecer, Taehyung. Você não tem mais 16 anos. Seja homem. — sai do carro sem se despedir.

— Filho da puta. — esmurro o banco à minha frente. — Vamos embora. — ordeno ao motorista, sem desviar o olhar dos flashes que pipocam do lado de fora.

[...]

— Taehyung? O que está fazendo aqui? — Annie me olha surpresa.

— Precisamos conversar.
Posso entrar?

— Claro... — ela sorri, abrindo a porta.

A conversa seria longa.

[...]

Tae, já cheguei! — Bo Gum entra no apartamento, tirando o cachecol. — Taehyung? — franze o cenho ao notar o silêncio.
— Já era pra ele ter chegado...

Segue até a cozinha, mas algo sobre a bancada o faz parar.

Entre contas e panfletos, um envelope o chama atenção.

Ele o abre e lê em voz baixa:

Caro Kim Taehyung,

A escola Ooigieart o convida para o encontro da turma de 2007.
Esperamos a sua presença.

Bo Gum aperta os lábios, olhando o papel por um longo tempo.

E então, murmura para si mesmo

— E o passado... sempre dá um jeito de voltar.














Forbiden Love {Taeyoonseok}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora