Capitulo I

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"Uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança."
Maquiavel

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Os Kingston ainda estavam em seu período de luto, em respeito a falecida Duquesa. Só depois de dez dias após a leitura do testamento o primogênito da família se permitiu abrir a carta dedicada a ele. Como a própria mãe pediu as dos irmãos ele guardou no cofre. No momento certo Heitor o filho do meio léria a dele e Diana a única filha mulher a caçula da família, abriria sua carta também.

No silêncio do seu escritório e mergulhado na melancólica da tristeza pela perca. O jovem Duque acompanhado de  um copo de bebida, começou a ler as palavras que a mãe escreveu. Tentava o máximo compreender só que não conseguia exatidão.

Sabia que a mãe sempre foi uma mulher de enigmas; era seu maior prazer ver todos ao seu redor quebrando a cabeça para compreendê-la. Cresceu assim e mais uma vez seguiria tudo que estava no papel que amassou cinco vezes por raiva, tristeza e principalmente por saudades. Mesmo odiando o barulho da cidade os bailes e toda aquela bajulação que recebi de outros nobres por causa do título. O milorde com os irmãos partiriam.

A noite foi mal dormida e mesmo assim o duque estava como sempre; bem apresentável e junto a eles os irmãos. Os três aristocratas observavam a paisagem de dentro da carruagem, que possuía o brasão da família e em silêncio iam se despedindo da natureza.

Cresceram no campo e adoravam o ar puro que paisagem proporcionava. Os pulmões deles já sentiam o impacto da poluição da capital. Mesmo o caminho ainda estando muito longe a tensão era enorme entre os três nobres, que dividiam mesmo espaço. A distância entre eles eram no mínimo, quatro centímetros. O que não ajudava fingir o descontentamento com o pedido de vossa mãe.

Três longos dias de viagem tinham se passado e foi o suficiente para finalmente começarem a perceber que já estavam chegando em vosso destino.

A mansão da capital não era nada ruim ao contrário, era o sonho de consumo de muitos. Tanto da alta sociedade como dos menos favorecidos, nomeados de plebeus. Na verdade, se tratando dos Kingston. Nada era simples. Possuíam muitas riquezas e eram titulados como a segunda família mais rica de Londres.

Apesar de serem tão fortunosos em títulos e principalmente em riquezas. Foram criados com modos peculiares e na simplicidade do campo. Crescer fazendo serviços braçais junto aos moradores dos ducados e isso de acordo com os pais, fariam que os filhos tivessem noção do valor dos seus patrimônios e da vida de outrem.

De fato os mais velhos estavam corretos, pela escolha de como criariam os herdeiros!

Com o balançar da carruagem de um lado para outro a vários dias. Nãos esperavam, mas da viagem que uma exaustão física aos nobres. Tudo que desejavam era chegar e descansarem. Precisavam de um banho quente e de suas camas macias e confortáveis e até a comida os três irmãos recusariam. De fato, estavam exaustos.

As horas passaram de uma forma tão rápida, que o Duque olhava para fora em busca de apreciar o por do sol. De todas as coisas que Deus fizeste com perfeição. O sol era o fenômeno natural, que mexia com os sentimentos do homem.

Por ser o primogênito e muito mais velho, que os irmãos. Se sentia agraciado por ter tido a oportunidade de ter convivido com o pai. Juntos viviam pela capital, para resolverem questões importantes do parlamento. Então o novo lar não seria incômodo para ele como seria para os menores.

No campo os dois eram livres. Mesmo sendo uma dama, 'milady' Diana, vivia de calças e praticando montaria. O mesmo acontecia com Heitor, que era apaixonado pelas criaturas de alto porte e crinas brilhosas.

 TESTAMENTO DA DUQUESA  Onde histórias criam vida. Descubra agora