"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
Platão
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De banho tomado e deitados cada um em um quarto, cada criança tinha um pensamento longe. Arnold estava abismado por uma das criadas que o banhou ter falado que o falecido duque pai do seu pai Antony, tinha o mesmo nome que ele e pior, estava ainda mais chocado por saber que o seu segundo nome era como do pai. Ele balançou a cabeça tentando esquecer tudo e suspirou rodando na sua cama gigantesca.
Coçou os cabelos e riu pela criada ter contado seus piolhos. Gostava da mulher que o chamou de bonito e até elogiou por ser charmoso como o avô paterno. Se virou de ladinho e cheirou o travesseiro todo fofinho que nunca tinha tido um, na vida e aquele era dele. Fechou os olhos e não aguentando se beliscou bem fortão, mais nada sumiu ao abrir novamente e percebeu que de fato não estava sonhado e sim vivendo na realidade.
Gargalhou feliz e começou a chorar ao mesmo tempo, por que de acordo com o pai Levi ele ia ter dois sobrenomes para combinar com os dois que possuía. Estava tão feliz, que rezou, agradecendo a Deus e a tia Helena, por ter virado anjo e iluminado o caminho dele e dos irmãos de orfanatos. Agora teria dois pais e uma família, gigantescas de pessoas que também os amaria.
A porta do quarto dele se abriu e sentiu um cheiro gostoso. Levantou a cabeça e viu os três irmãos entrando no quarto dele. Ele foi para o cantinho e bateu no lado para os outros pequenos, que subiram rapidinhos para canina e está perto de Arnold faziam os pequenos se sentirem seguros.
Entraram em baixo dos lençóis branquinhos e macios e riram quando se alisaram. Estavam muito diferentes. Cabelos cortados, banhos tomado e todos de pijamas iguais. Podiam até se arriscar em dizer que eram nobres de tão belos que estavam, até colônia masculina estavam usando.
— Deu cento e dois-Cris suspirou, passando a mão nos olhinhos por esta com sono.
— Noventa e cinco – Gael falou rindo e se virou abraçando Cris que era magrinho.
— Trinta e seis, pedir – Nigel suspirou e Arnold abraçou ele por saber que o irmão odiava perde qualquer coisa.
— Não fica assim, o meu deu apenas cento e um – Confortou o irmão e deu um beijinho na testa dele — Luna me assustou hoje– Revelou e os quatro riram cúmplices — A criada me contou que mais um pouco os piolhos comeriam a cabeça dela. Cruzes credo!-Ele falou gargalhando e os irmãos acompanharam todos faceiros.
— Estou tão feliz – Cris falou baixinho sentindo os olhinhos pesarem de tanto sono — Nunca mais vão bater na gente e o papai Levi, afirmou que o papai Antony vai nos proteger.
— Tio Heitor, diz que vai pra guerra e quando voltar para casa me dará um cavalo, como dele todo preto – Gael contou — Será que vai me aguentar? Sou tão gordão – Diz triste e os irmãos olharam para ele rindo.
— A tia Maria me contou, que em um país chamado, Itália, homens gordinhos fazem sucesso – Nigel falou e todos gargalharam do irmão.
— Não entendo, passamos tanta fome e quando tínhamos maçãs, dividíamos em cinco pedaços para nós comermos, mais você nunca emagreceu bolinha - Arnold comentou e o irmão ficou furioso pelo apelido medonho que eles o chamava.
— Não chama ele assim, Arnold – Cris defendeu o irmão que o abraça e ganhou um beijo na testa por isso. — Será que tudo isso não é um sonho? – Perguntou com medo de abrir os olhos e tudo ter sido uma ilusão da sua mente sonhadora.
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TESTAMENTO DA DUQUESA
RomanceLivro I da trilogia "Os Kingston " Em uma Era Vitoriana, que Burgueses são importantes e deixam claro seu sangue, quando desfilam pelas ruas de Londres. Os que não possuem fortunas, títulos comem o pão que o diabo amassou. Era o caso da plebeia...
