Capitulo IV

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"O que viveu mais não é aquele que viveu até uma idade avançada, mas aquele que mais sentiu na vida."
Rousseau

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No quarto da mansão da família dos Kingston na escuridão o duque se revirava de uma lado para outro muito incomodado. Era madrugada e tudo que desejava era repousar e descansar.

O dia tinha sido agitado, primeiro atropelou um rapaz. Em seguida mexendo no livro caixa financeiro do ducado, achou uma lacuna nos fechamentos. O duque, descobriu que estava sendo roubado há dois meses. Seu advogado achou esperto demais, porém, ele era mais. Colocaria o traste atrás das grades sem ao menos pensar em sua família.

Não teve consideração pelo seu senhor, porque o duque, teria?

Jogou o travesseiro com fronha branca no chão e bufou alto pelo ato. Suas criadagens eram pagos para manter tudo em ordem e por ser ele pagar os salários. Tinha que ser exemplo.

Um travesseiro? Sim. Isso não significava que poderia ficar no chão mostrando seu lado infantil. Era um Duque e responsável por duas crianças, tinha um nome a zelar.

Se levantou irritado e a primeira coisa que fez foi pegar o travesseiro que jogas-te a segundos. Em seguida colocou seu roupão de seda na cor preta e saiu de seu quarto disposto a trabalhar. Apresentou no colégio ainda moço que um homem no caos noturno só tinha duas opções; noites de puro sexo, com uma bela mulher ou resolver conflitos econômicos.

Para Antony, a segunda opção era o que caia melhor no momento.

Em total silêncio começou a caminhar pelo corredor, não queria de forma alguma que as madeiras rugiram. Mesmo Diana estando na ala infantil repousando, tinha o sono tão leve como uma pena.

Quantos sustos levantou nesta vida com gritos de sua mãe se assustando com a irmã em suas fugas até a cozinha a procura de doce. Teve também o episódio de seu pai que caiu duro no chão após da de cara com a filha caçula com um pano na cabeça. De acordo com ela só queria brincar de pega-pega. Ainda bem que o pai não veio a falecer pela circunstância da Inocência da irmã.

— ANDE LOGO ME RESPONDA! QUEM É VOCÊ? O QUE FAZ NESTE QUARTO?

O duque já estava na porta do seu escritório o refúgio de um homem, quando mudou seu caminho para área de serviço. Escutou a voz raivosa do irmão e não podia acreditar que Heitor, em uma casa com tantos quartos.

— Antony, sem perceber trombou com a cozinheira que quase teve um mau surto na sua frente. A mulher ficou pálida.

Rápido ele se recompôs, pois, quase deixaste a vela que tinha em mãos cair e a criada não ficaste para trás, sabia que estava em trajes, informal por isso saiu da frente e deu passagem ao duque. Ao contrário dela era livre para andar até pelado se, em sua casa.

— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?-Perguntou adentrando pelo quarto e paralisou quando notou o mesmo rapaz de hoje cedo que fosse atropelado pela sua condução.

— Me desculpe senhores. Acreditem, não sou um ladrão– Levi completamente envergonhado tentou se explicar mais os olhos dos nobres deixava ele assustado.

— Entrei aqui Antony e dei de cara com este rapaz em um quarto de cunho pessoal. Estava trancado e não falta a melhora, pois, a poucos minutos eu estava aqui e só sai para pegar um copo de água e ao retornar dei de cara com este ser...

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