Capitulo LVII

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"Família é Dom Divino da união de pessoas que se amam! Muito além de Modelos, Juramentos, Contratos, Interesses e Conveniências."
Fábio Cunha Silva

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De mãos dadas na companhia dos filhos os duques de Kinsey quebrava mais um rótulo preconceituosos da sociedade de época. Juntos desciam as escadas da mansão dos Biazzati e Os nobres italianos analisavam o casal um pouco surpreso pela audácia de expor muito além o enlace.

Levi olhou para os meninos que foram para perto dos outros que estavam na companhia de dois tutor contratado para noite. Ao lado do marido o ruivo caminhava para perto da cunhada que estava toda ruborizada, pelo elogio do capitão e claro, Felipe que admirava a menina de escanteio como o pai ensinou. Já que não podia cortejar com a permissão dos responsáveis ao menos podia analisar, como Filipes aconselhou. Sim! O capitão estava se divertindo por ver pela primeira vez o filho sem receio de ser um anão.

Antony percebendo o cortejo indireto, tampou a visão do ladrãozinho de irmão e parou na frente da 'milady' Diana, que sorriu toda inocente como se ela não soubesse que tinha sido pego no ato. Levi não aguentou e sorriu pegando na mão da abelhinha e a rodando para vê-la por inteiro sua extrema beleza. Em um futuro próximo à pequena sem dúvidas seria muito cortejada e só por isso estava realmente pensando em mandá-la para o convento, com a filha e talvez convencesse Valério a levar a princesa também. Precisavam proteger suas maiores joias raras.

Os duques de afastaram para ir à direção da filha que estava junto a senhora Heize e Elizabeth e contado ter sua visão, Diana voltou a olhas para o grupo de meninos e suspirou por perceber que Felipe ainda admirava. Com tantas meninas bonitinhas ao redor, ele só tinha olhos para ela. Um dia eles fugiriam com o dinheiro do dote dela e viveriam na montanha. Felipe deixou claro ao pai que pela amada enfrentaria os duques e se preciso mataria por amor. Duquesa Madalena não gostou muito de ouvir a loucura do filho mais o capitão apoiou o seu futuro duque e se preciso ajudaria ele não fuga.

O homem que colocava medo em qualquer um se viu em lágrimas quando o pequeno filho abraçou suas pernas e expressou o quanto desejava ser como ele um dia. Para Filipes, medalha alguma de ouro, era mais importante que tais palavras. Só torcia para que o primeiro amor do filho de fato fosse eterno e não apenas algo de infância.

O capitão conversando com alguns amigos que não via alguns anos, percebeu a movimentação no salão e deu com a mão para Alex e Levi, que caminhavam de mãos dada e isso para ele além de ser normal era visto como coragem. Abriu um sorriso de canto, quando vou olhar que o seu soldado deu na direção de um nobre e fez o homem engole em seco as próprias salivas.

Digamos que a fama de Antony o agente da coroa de Londres e o queridinho da rainha, não era muito bonita. O duque só tinha 16 anos quando matou a primeira vez e foi defendendo a madrinha de um atentado em praça pública quando eles estavam em terras japonesas. Desde então sua fama era de carrasco e o próprio temia que o amado soubesse isso. Se fosse preciso Antony mataria sem receio, cogitação ou muito menos autorização para isso e tudo afirmar se for em prol da sua família.

— Boa noite, senhores-O juiz Adelmar, amigo de longa data do conde e do capitão, sorriu apertando as mãos do casal.

— Boa noite, marquês — Antony respondeu surpreendendo o mais velho — Estou fora do meu país mais sei nome de cada um que está em minha presença-Explicou sereno.

— Entendo! Afinal a rainha se encontra presente no recinto — O conde brincou sorrindo. Mais por ser assim mesmo e não insultando o loiro que pegou um copo de uísque que o garçom ofereceu, para ele.

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