Capitulo XXXVII

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"Falta muito para que a inocência tenha tanta proteção como o crime."

François La Rochefoucauld

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No silêncio de uma mansão que nem era sua o italiano Vicenzo estava se aprofundando no uísque. Ele não acreditava que tinha sido tão insultado, porém, até mesmo seu próprio pai um dia o confrontou por todas as noites estar em camas aleatórias de mulheres da vida.

Cresceu sendo amado mais sabia que a união dos pais apesar de ser um casal unido, era mais uma fachada. Deixou de acreditar em amor quando viu o pai com uma amante, se revoltou com tal ato do senhor que era exemplo de humanizada. Mais ai seu mundo de contos de fadas literalmente morreu, quando chegou de viagem e pegou a mãe aos beijos com um criado. Foi doloroso mais com uma conversa franca, os pais revelaram toda verdade sobre o enlace de quase trinta anos.

Desde então amor, aos olhos de Vicenzo, era tão como a dignidade de libertino tentando mostras intenções boas.

Droga! Agora o italiano estava ainda mais convicto que não ia se submeter a um estilo de vida como o dos seus pais. Ele desejava se sucumbir com puro orgasmo ao ouvir seu primeiro te amo. Ansiava com todo seu ser a delicadeza de votos feitos olhando em seus olhos, com o brilho de verdade e a certeza que tudo de fato é real e não palavras escritas em papel como os poetas romantizam de época.

Ver Levi e Antony se casando, mexeu tanto com soldado que o homem já estava no seu vigésimo copo de uísque e na certeza que teria que repor o estoque de bebidas do amigo que o insultou, como homem. Estava com raiva e possuía mágoa por causa da sua honra jogada aos ventos, só que entendia a questão de zelo de Alex, por sua família. Na mansão luxuosa que ali estava, sentado no sofá de couro preto, compreendia que o amigo, carrega o peso na costa de ser o senhor principal de uma família.

Vicenzo não pediu para se apaixonar pela irma bastarda de um duque. Ele pensava em presenciar um casamento proibido e na próxima semana curti suas férias na sua própria mansão na, Italia. Curtiria uma bela noitada junto aos amigos de minha data em seguida gastaria algumas moedas, na cama de mulheres de belas curvas e bocas quentes. Depois da fará de uma homem solteiro, tomaria café na presença dos seus pais.

Mesmo tudo sendo faxada em quesito enlace os, mais velhos eram tão amigos que se tornaram cúmplices de alma. Casados no papel e leal pela irmandade. De uma forma estranha e difícil de explicar, sabia e via que o casal era feliz, tendo um ao outro. Era um filho amado por isso um homem de alma leve e com referência altíssima de caráter. Mesmo os pais possuindo amantes, era tudo em panos brancos, ou seja, até para cometer pecados, o casal eram íntegros, na verdade.

Por um momento se viu como a pequena Madá que dançava elegantemente com a mãe viúva mais não possuía um olhar de criança abandonada. Ele via tanta luz na menina que chegou na seguinte resposta ao coração, a querida como filha. Seria sua maior honra apresentar lá a grande sociedade, italiana como sua menina. Oferecer um belo dote ao homem que a honrar com seu sobrenome e a levar no altar, depositando um beijo na testa e desejando felicidade.

Céus! O italiano estava enlouquecendo por ter se apaixonado por duas mulheres, na mesma noite, na mesma hora, porém, de forma de extremas diferenças.

O que a mulher de postura elegante, olhar terno e sorriso frágil, causava no homem era uma explosão de sentimentos tanto sentimental como carnal. Não podia negar, que ansiava tocar cada parte do corpo de Maria. Mais de uma forma respeitosa a reverenciando como dele e fazendo a mulher dizer que o amava. Vicenzo estava tão tolo apaixonado que só de imaginar na possibilidade de outro homem a tocando, sentia vontade de enfiar sua espada, no coração do infeliz, que nem se quer, possuía rosto na sua imaginação.

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