"Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre."
Anton Tchekhov
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Itália – Milão
Muito longe de Londres, estava Vicenzo, sentado em seu escritório e lendo uma carta que tinha recebido pela manhã de sua nova amiga, Madalena. Ficaram tão amigos que a pequena o chamava de tio. O italiano completamento encantado pela inteligência e delicadeza da mini 'milady', apelido ela carinhosamente de bambina.
Sorriu ao ler as últimas palavras e o motivo foi um te amo, acompanhado de um coração. Era tão delicada que até o perfume possuía na carta e o soldado a cada dia se sentia mais pai de uma menina. Apesar de estar longe estava perto das duas mulheres de sua vida. Sempre a pequena contava como a mãe estava e isso o agradava muito mais fazia sentir mais saudades de ouvir o barulho da risada da sua amada. Os tempos que passou hospedado na mansão de Alex, presenciou muitas singelas conversas entre Maria e Levi e sempre o ruivo conseguia arranhar risadas da dama, mesmo ela estando acamada por causa dos hematomas.
— Sorrindo novamente, filho?-Leonel perguntou curioso ao notar — Sei que não somos tão amigos ao ponto de conversamos sobre mulheres, mais gostaria muito de saber se está encantado, por alguma rapariga?-O senhor de meia-idade perguntou tentando ser próximo o possível do único filho o que deu errado, pois, ele se levantou ríspido e com um olhar severo no rosto.
— Meu pai, com todo respeito que possuo pelo senhor e pela casa que fui criado, por favor mede as palavras em cogitar ou dominar que Madalena és uma rapariga – Vicenzo defendeu a filha postiça e o senhor sorriu por conseguir resposta.
— Então está de fato, pensando em um enlace? Quando irei conhecer a 'milady' Madalena? — Perguntou feliz e animado pela notícia e os olhos foram para porta quando sua esposa entrou no ambiente — Querida, nosso Vicenzo está apaixonado.-Contou a mulher elegante muito mais nova do que ele, porém, já com traços da idade. Mesmo sendo linda a mãe do seu único filho possuía delicadas rugas e cabelos loiros com alguns fios grisalhos.
Giovanna Biazzati de fato era considerado uma das mulheres mais respeitada da, Itália e também belíssima. Décadas atrás foi considerada a 'milady' mais cortejada no baile de apresentação, onde conheceu seu amado.
Ambos eram felizes da forma deles e todos viam como um casal, meta de relacionamento. Mais infelizmente as aparências sustentavam mais do que o próprio esforço para ser um casal de enamorados, nada diferente da época mais algo que ambos jamais desejaram para vida. A sorte de Leonel era que mesmo sendo tão falho sua condessa o amava assim como ele também,
Na falha de conseguir ser somente de sua esposa ele permitiu que ela também possuísse amantes. Mesmo a condessa sendo tão apaixonada pelo marido ela não se recusou ter a liberdade de se aventurar como o seu companheiro, afinal se era um casal tinham que ter os mesmos direitos. Tantos anos juntos fizeram ser cúmplices e muito discretos já que possuíam um filho e não desejavam que a péssima conduta respingasse sobre ele e também que fosse um péssimo exemplo.
Mais tudo na vida passa e foi se sentindo cansados de viver uma farsa que o casal de italianos, resolveram dizer a Deus a suas noites e escapadas desonrosas e ao invés de apenas continuarem vivendo por viver, queriam tentar da, uma chance ao encanto de um amor verdadeiro entre eles.
O conde esticou a mão para mulher que aceitou e junto ao marido se sentou, com olhos verdes focados para o filho a senhora analisava o desconforto dele em falar sobre uma possível paixão ou até mesmo um enlace. Sabia que seu Vicenzo não era um homem fútil e sim intenso.
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TESTAMENTO DA DUQUESA
RomanceLivro I da trilogia "Os Kingston " Em uma Era Vitoriana, que Burgueses são importantes e deixam claro seu sangue, quando desfilam pelas ruas de Londres. Os que não possuem fortunas, títulos comem o pão que o diabo amassou. Era o caso da plebeia...
