Capitulo LII

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"Não adie, não odeie, não reprima. Beije, abrace, enlace. Queira, seja, fique. Ame, ame-se, ame-me. Faça como quiser, só faça se quiser, chega de amar por conveniência."
Caio Augusto Leite

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Maria sentiu algo caindo sobre seu ombro e ao olhar viu que era Vicenzo que a cobria com um casaco de pele. Suspirou envergonhada e começou a limpa o rosto o loiro sorriu encantado de amores e estendeu o seu lenço a dama que aceitou o gesto do cavalheiro se achando uma tola.

Se recompondo Maria percebeu que nas mãos do italiano tinha uma garrafa e do seu vinho favorito. Ela sorriu grata porque fugi sem ao menos levar uma bebida era uma afronta.

— Está garrafa é para mim?-Perguntou e Vicenzo sorriu balançando a cabeça — Por favor abra então, preciso no momento – Pediu vestido o casaco corretamente a sem se importa colocou as pernas em cima do banco e sentou feito uma menina.

— Esqueci as taças – Vicenzo informou a ela que mesmo assim pegou a garrafa em sua mão e virou um gole exagerado sem se importar com postura — Só vai com calma – Pediu vendo que amada estava péssima por ter chorado tanto.

Maria ofereceu a bebida a ele que negou mais aceitou segurar o vinho com gosto. Ficaram em silêncio apenas ouvindo o barulho dos grilos e observando a lua que naquela noite estava linda. Irritada por ter envergonhado o sobrinho na frente de todos ela socou o banco de madeira e Vicenzo a impediu de continuar e machucar a mão. Se olharam rápido por sentir o arrepio percorrer todo o corpo deles como se tivessem colocado a mão em um peixe-elétrico.

Gentilmente ela retirou a mão debaixo da do soldado e buscou o ar.

— Odeio meus cabelos presos, me sinto mais velha do que já sou – Murmurou soltando suas linhas madeixas como se tivesse ganhando um aval de liberdade para percorrer o mundo.

Vicenzo não conseguiu ver tal cena como um momento íntimo. Seu corpo se arrepiou por inteiro sentindo o perfume de flores chegar na sua narina e absorveu o desejo de toca e dizer que nem a lua que estava no céu aquela noite era linda como ela. Maria suspirou aliviada e sorriu para ele sem saber que podia causar um infarto no homem.

Por Dios! O Italiano pediu socorro ao seu próprio pensamento para conseguir conter o pau dentro da calça e indo contra a ideia de tomar álcool, deu uma golada gigantesca no vinho o que fez ele ser admirado por Maria que o achava lindo.

Percebendo o olhar da dama ele limpou os lábios e agiu como um libertino fazendo a viúva ruborizar e mudar seu foco para coitada da lua que estava apenas ali sendo um alvo para o casal. Talvez de fato nela morasse uma deusa como a cunhada um dia contou, enquanto lia um livro de romance para ela dormi, assim quando chegou na mansão do Kingston.

— Porque tem tanto medo de usufrui um nome que por direito te pertence? – Vicenzo passou a garrafa para ela que aceitou e virou na boca mais um gole de vinho.

— Sou uma bastarda, Milorde.

– Só Vicenzo por favor, estamos somente nos dois não precisa de formalidades, pode me tratar como trata Valério – Pediu com seus ciúmes a flor da pele e ela sorriu, fazendo eel revirar os olhos e tomar mais um gole do vinho.

— Oras, Valério é meu amigo desde da infância tudo bem que és mais velho, alguns anos mais somos como irmãos e tem dia que não a crédito que aquele libertino se tornou senhor de uma família – Olhou para o italiano – Pior, governante de um povo – Gargalhou lembrando do amigo que amava com todo seu coração — Fui abusada na infância Vicenzo e após dois dias o meu irmão me encontrou no orfanato toda machucada pelo espancamento que sofri de uma senhor que dava pequenas fortunas no orfanato pra ter meros momentos de diversão. – Revelou causando um desconforto no italiano pela bipolaridade do humor do momento — Desejei morrer até tentei me jogando no rio para correnteza me levar mais por incrível que pareça fui resgatada neste dia por um soldado que salvou e sorriu ao me ver. Não sabia de quem se tratava até ele me contar que alguém me procurava, iria me levar para orfanato e depois um príncipe encantado me buscaria com cavalo branco.

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