"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."
William Shakespeare
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Maria e Vicenzo se casaram em uma cerimônia belíssima e muito discreta. Fizeram votos emocionantes, mas o que surpreendeu a ex viúva foi o fato do amado ter anunciado o seu título como pai legítimo da sua menina.
Madalena continuará gozando do sobrenome do falecido pai, só que agora ela é uma Biazatti assim como uma Kingston, com sangue nobre e usufruindo o título de afilhada de dois nobres duques, considerados os queridinhos da coroa do rei e rainha de Londres.
Como esperado a noite de núpcias foi tudo aquilo que Maria, sonhou um dia. Pela primeira vez ela sentiu completa, amada e finalmente em paz. Olhar para Vicenzo era mesma coisa de admirar as estrelas e compreender o motivo da lua escolher pequenas companhias como amigas para embelezar a noite.
Foi no ápice do seu orgasmo que a senhora Biazatti percebeu o quanto amava de fato o senhor seu marido. Gozou enaltecendo o seu amor por tal homem que um dia enfeitiçou sem ao menos desejar o feito. Como resposta da sua súbita declaração e do seu orgasmo múltiplo, Vicente se entregou ao desejo mais oculto da sua alma, se liberou dentro da sua amada. Não como prova da sua masculinidade e sim como prova do seu amor, o marquês ansiava conceber um filho o fruto do amor, em plena noite de núpcias.
Entre gemidos o casal de recém-casado iam se entregando ao prazer, enquanto por toda, Milão ainda se comentava sobre o casamento mais luxuoso que toda Itália já teve. Uma Kingston e um Biazatti tinham se unido em enlace. Para o governador isso era uma honra, tão grande ao ponto dele querer fechar um contrato de casamento entre o filho primogênito e Madalena. Claro que Vicenzo ignorou tal proposta, por ele a filha nem se casaria um dia e como irmão mais velho, talvez Ella, também não. A menina em tão pouco tempo foi capaz de roubar o seu coração de tal forma que cogitava na possibilidade dela ser uma filha perdida do pai. A semelhança de ambos os entregavam!
Pela manhã mesmo não querendo o casal teve que se levantar, arrumar apropriadamente e junto aos mais velhos ir até o porto se despedir da família real e dos Kingston, estava partido. Lógico que Maria mesmo feliz se encontrava despedaçada, afinal era seus sobrinhos que estavam partido e talvez demoraria muito anos para revê-lo. Pisou a cabaça no peito do marido, que beijou sua testa e acariciou seus cabelos, sem se importa com a demonstração de amor em público, tudo que o marquês desejava era consolar sua amada e a si próprio também, já que para ele estava sendo difícil, dizer adeus a Alex o seu tenente e amigo de guerra.
Madalena abraçou apertado sua fiel amiga Diana que soluçava de tanto chorar, por Felipe está entre as princesas do primo ao invés do seu lado, mas tudo bem, ela aprendeu com avó que amar vai muito além de estar junto e na hora certa um belo homem se apaixonaria por ela. Talvez apenas enalteceu o eco da pequena abelhinha com sangue forte de orgulho em suas veias, porém, o nobre coraçãozinho estava despedaçado, afinal! Ela estava vivendo o seu primeiro amor e na certeza que jamais se casaria com Felipe o filho do capitão.
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TESTAMENTO DA DUQUESA
RomanceLivro I da trilogia "Os Kingston " Em uma Era Vitoriana, que Burgueses são importantes e deixam claro seu sangue, quando desfilam pelas ruas de Londres. Os que não possuem fortunas, títulos comem o pão que o diabo amassou. Era o caso da plebeia...
