Capitulo- XIX

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"Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo."
Confúcio
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Alojamentos de guerra de Londres.

Retornar para aonde cresceu aprendendo der um homem, íntegro e honrando. Estava sendo gratificante para Antony. Que observava os novos veteranos, correrem pelo campo e os menos favorecidos de habilidades com espadas treinando, como os mais velhos. Verdadeiros homens de guerras, com várias medalhas, ganhadas como gratidão por lutar por um povo.

O duque de forma algum desejava fazer parte novamente das forças militares. Só que não conseguia não compadecer do passado e se sentir sortudo, por todas às vezes que sobreviveu, após batalhas sangrentas entre seres humanos. Tudo, por amor à Pátria!

Se sentou risonho no banco, por estar cansado e todos suado. O capitão percebeu que o seu garoto preferido, precisava de um descanso. Estava velho mais ainda, dava conta dos jovens ao seu redor. Admirava todos os soldados, por cada um deles terem suas qualidades e defeitos. Só que seu apresso era nítido pelo homem, que um dia salvou sua vida o trazendo ele, mas costa. Podia ter escolhido apenas o rei, só que Antony foi além, e salvou os dois. Infelizmente somente o capitão sobreviveu, após meses de recuperação, sobre uma cama.

Foi até seu presente que tinha preparado para o amigo e se aproximou dele risonho. Em um gesto rápido jogou a arma branca na direção do duque, que segurou assustado. Vendo quem era dono do teste de agilidade, Antony gargalhou como um menino. Por um leve momento se sentiu um novato.

— É bom te ver novamente Alex – Filipes como sempre o chamou pelo segundo nome por pensa que combinava mais com o seu soldado.

— Digo o mesmo capitão – Antony respondeu educadamente e conforme a patente. Eram amigos mais, não fugia de algumas regras primordiais de hierarquia e principalmente idade.

O homem musculoso e titulado como pai de todos, ali presente sorriu, inalando juventude. Se sentiu no outro banco e não deixou passar despercebido os brilhos dos olhos de Antony e o sorriso largo que possuía. Estava com uma aura leve e isso era algo curioso, já que agora era senhor de uma casa e tinha que lidar com a educação de dois menores.

— Pelas órbitas, verdes brilhando e o cabelo bem alinhado. Acredito que em breve, serei convidado para uma bela cerimônia do duque de Kinsey–Brincou

— De fato meu amigo– Antony respondeu sério.

Analisava a lâmina com carinho e notou as iniciais de seu nome gravada nela. E questionou o capitão com um olhar julgador como seu falecido pai fazia, quando estava curioso.

— Considere um presente de casamento! A sua noiva, não tem noção de como está sendo sortuda. Em breve possuirá um sobrenome de alto nível e terá um grande homem como marido-Filipes falou sorridente, mas estranhou o semblante do loiro que tinha muito apreso, se fechar.

Talvez esteja se casando forçado? O capitão pensou rápido e analisou a situação e percebeu que algo estava estranho. Se fosse um enlace por obrigação, não teria a cara nítida, de um tolo apaixonado.

— Não é uma noiva e sim um noivo.

Como Antony, não estava disposto de esconder de ninguém sobre estar amando um homem ao invés de uma mulher, com belas curvas. Respondeu a o ser que admirava, com sinceridade. Até porque, estava ali em uma missão da coroa e também para convidar lo para a cerimônia de seu casamento. Então uma hora ou outra, seu amigo saberia sobre seu ruivo.

O capitão ficou em silêncio, absorvendo o que tinha acabado de escutar. Para ele, amar era sagrado e se Alex estava amando, ao nível de se casar, deixava ele com uma sensação de orgulho. Por ter sido a pessoa que ensinou o loiro a ser um grande homem. O que preocupava o capitão, não era o seu soldado está vivendo um romance proibido e sim o fio de cabelo branco, que achou na semana passada.

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