Capitulo - XXIV

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"Um coração como poucos. Um coração a moda antiga"
Clarice Lispector

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Estava muito agradável a tarde só que estar de frente com alguém tão alto e bonito causava tremores nas pernas de Penélope, que educadamente como manda as etiquetas de uma dama, fez uma mensura com singelo sorriso no rosto.

Valério apesar de desejar abraçar sua, rocambole e dizer o quanto achava ela uma tola, linda. Fez apenas uma mensura aceitando seu cumprimento e indicou o banco do jardim para que os dois se sentassem.

Ambos já tinham passado da idade de se casar, porém, na sociedade machista que viviam o peso só caía nas costas da mulher ao seu lado, que silenciosamente, valeiro analisava os seus traços pela segunda vez mais de perto. Ser experiente na arte da conquistar e levar belas amantes para cama não estava sendo útil no momento. Já que todas as damas que se deitou possuíam luxuria nos olhos por estar se deitando com um nobre poderoso e não, apenas como homem.

Talvez amava 'milady' Penélope desde do início por sempre receber seu olhar, raivosos o que não era habitual vim em sua direção. Era temido por possuir um título e ser o sucessor da rainha. Valério possuía o poder de mandar qualquer pessoa a forca e se usou isso a para ter triunfo em algo foi apenas para afastar os caçadores de dotes tortuosos de sua rocambole.

O medo consumia o homem por inteiro, que só queria ouvir um sim como resposta para correr para seu castelo e organizar o casamento. Se antes tinha medo de assumir a coroa agora ele ignorava para tal responsabilidade. Se para ter a mulher que amava ao seu lado o nobre estava preparado para se tornar rei e principalmente um senhor de família.

[...]

'Milady' Penélope, estava de fato muito nervosa e com medo do vestido que usava mostrasse suas curvas largas muito nítidas. Podia não ter ar para soltar por causa do corpete que apertava ao extremo. Mesmo assim suspirou alto e teve atenção do homem que estava vidrado nela em silêncio. De uma forma sútil se virou e fechou os olhos antes de tirar um pequeno papel branco, dos seios e beijou se virando novamente e ficando frente a frente com Valério o causou uma descarga elétrica em seu corpo.

— Primeiro de tudo, quero agradecer a milorde, por ter me ajudado na noite do meu baile. Sei que apesar de brusca as palavras de minha tia ela estava com razão sobre tudo que falou ao meu respeito-Pegou a mão de Valério e o entregou o papelzinho que tinha anotando algo importante para ele. — Não posso recusar o enlace por mim e pelo meu paí. Fazendo isso continuarei uma solteirona e manchando o título que ele tanto se orgulha. Senhor Valério não darei gasto algum. A senhora minha mãe era filha de um conde bondoso que deixou terras para em seu nome como herança, pensando em seu futuro. APIs sua morte, tudo passou a ser meu e até hoje meu pai administra os bens separadamente dos deles. Tudo é repassado a mim que sei administra, porque papai me ensinou. Me casando com o senhor, passarei minha pequena futura para ti, para dar mais peso no meu dote.

Valério ficou tenso pelo rumo da conversa entre os dois e Penélope percebeu, por isso abaixou a cabeça ciente que precisava convencer o príncipe melhor, que o enlace entre eles, seria lucrativo. Não era bonita ou muito menos nova, mais era prendada e muito educada, apesar de não saber ler também. Só que isso não a tornava burra ao ponto de cair nas lábias traiçoeiras de qualquer um.

— Quero deixar claro ao senhor, que não te darei gasto algum e não se preocupe com vestidos caríssimos por causa da minha medida. Mulheres gordas gastam mais de fato com panos. Sinto muito por isso! Só que logo não precisaremos se preocupar com este detalhe, estou em um regime severo e sem dúvidas o resultado, será um belo corpo apropriado para o senhor.

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