"As qualidades do espírito produzem invejosos; as do coração, amigos."
Félicité Genlis
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'Milady' Diana, se levantou tão cedo que ainda, estava tudo escuro. Bem discreta como uma agente da coroa, como irmão explicou que devia ser para manter a ladra de noivo exausta. Ela correu até a jarra de água e gargalhou se sentindo uma Diana levada.
— Uiii— Murmurou se arrepiando quando virou a jarra em sua camisola e o restante molhou toda sua cama. A intenção da pequena, era agir como uma bebezinha por isso, todo o teatro do xixi na cama.
Ouviu passos pelo corredor e subiu correndo para cama. Talvez levaria uns beliscões, mais tudo bem. A bruxa da receptora, não ia roubar seu Levi dela. Quando a porta abriu, fingiu está congelada e até parou de respirar para dar mais efeito.
— Dianaaa...
Abriu os olhos pelo tom de voz grave e arregalou os olhos quando viu o irmão mais velho ali na sua frente. Ele estava até sem camisa e isso fez ela fica envergonhada. Tony era seu irmãozão, mais nunca ficou tão exposto assim em sua presença. Se a mãe deles fosse viva ele ia ficar de castigo.
— Desculpa os modos pequena-Antony percebeu o rosto vermelhinho da sua abelhinha e se comportou com um cavalheiro. Se sentou na beirada da cama dela — Tome este remedinho aqui é para o estômago. Não vai te fazer mau, apenas irá vomitar.
— Está me envenenado, Tony?-Perguntou desconfiada e o irmão gargalhou.
— Claro que não. Mais precisamos ser bem convincente. Preciso manter a ladra aqui em casa. Heitor está no pé dela e bem, o Levi chorou a noite inteira.
— Meu Levi chorou? -Ela perguntou nervosa com as mãozinhas no rosto e para da, um drama melhor, Antony confirmou com a cabeça.
— Muito, estava péssimo-Enfatizou, se divertindo.
— Ok! Se eu morrer me enterre ao lado da mamãe. — A pequena falou e virou o remédio amargo. — Que treco ruim, Tony– Enfatizou fazendo uma careta e o irmão gargalhou.
Antony beijou os cabelos da pequena e notou tudo molhado.
— Voce teve pesadelos? Fez xixi na cama minha pequena. – Agiu carinhoso com a irmã que riu baixinho e ele revirou os olhos — Não acredito que você já tinha pensado em um plano.-Ele sorriu e abraço ela – Obrigado, por ajudar proteger nosso diamante vermelho.
— Agora vai cuidar do meu Levi, preciso voltar dormir. Daqui a pouco a ladra vem me arrumar para o café. – Diana sussurrou e o irmão confirmou se levantando. — Tony, como vou vomitar, posso faltar a aula de piano? Não gosto de tocar piano, quero ser jardineira.
— Só, se o nosso plano da certo – O duque concordou piscando para ela e saiu do quarto se divertindo. Cada dia era um sonho diferente que sua abelhinha inventava.
Estava indo para os aposentos dele quando a receptora apareceu no corredor. Ele analisou ela e não acreditou, no golpe da camisola.
— Senhor – Julieta fez a tímida e se cobriu com seu hobby que estava aberto — Não imaginei encontrar alguém acordado tão cedo. Só vim fiscalizar o soninho da pequena. Está trovejando muito. Tenho receio dela se sentir muito sozinha.
— Tudo bem, fique a vontade – Antony foi simpático, mesmo desejando pegar no pescoço da mulher. Porém, só saiu de sua frente e a criada passou, fingindo a virgem. .
Não se deu nem ao desfrute de comprovar se de fato ela iria para ala infantil, ele se alinhou sentindo frio e continuou no caminho para o seu quarto. Quando abriu a porta, percebeu que o corpo nu, encolhido no lado direito, deixava ele muito mais excitado e todo cheio de desejo. Caminhou em silêncio e abriu as cortinas do quarto. Ele odiava a claridade da manhã, mais seu amor amava luz, e os desejos de Levi era lei naquela casa.
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TESTAMENTO DA DUQUESA
RomansaLivro I da trilogia "Os Kingston " Em uma Era Vitoriana, que Burgueses são importantes e deixam claro seu sangue, quando desfilam pelas ruas de Londres. Os que não possuem fortunas, títulos comem o pão que o diabo amassou. Era o caso da plebeia...
