"Pai e mãe é quem ama, cuida e cria, o resto é biologia!"
Jacques Khalil
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Como pedido pelos seus senhores a governanta responsável pela mansão cuidava das crianças na ala infantil, enquanto os adultos se encontravam na sala de visitas, apavorados por tudo que tinha acontecido, em plena luz do dia e com tanta gente reunida em um único lugar.
As damas que foram brutalmente agredidas estavam recebendo atendimento médico. 'Milady' Penélope em um quarto pelo médico do ducado e Maria ao cuidado de Enzo. O médico a muitos anos não atendia uma dama, mais ela só precisava de um curativo, alguns pontos e uma noite de descanso por causa do trauma.
Depois de médica da, senhora Heize tomou a frente e deixou claro que cuidaria da menina com todo carinho. Estava chocada pela crueldade que tentaram fazer contra ela pela segunda vez. Não bastava a primeira quando era apenas uma menina indefesa. Como uma boa mãe ela acracia o rosto da viúva e murmurava que estava junto a ela. Queira mostrar que nenhum homem a tocaria novamente. Para quem tacou fogo em uma igreja, considero lugar sagrado, matar o homem seria de menos.
Oras! Se Elizabeth podia ela também.
Senhora Heize, torceu o pano molhado e repousou na testa de Maria, novamente. Ordens médicas para conseguir sanar a febre alta que coitada estava.
A porta do quarto de hóspede abriu e Vicenzo colocou a cabeça para trás e a senhora autorizou sua entrada. Ele passou com uma bandeja com Iara de água e um copo. Sorriu por vê-lo sendo útil sem se importa com o título que possuía. Ele colocou a bandeja na mesa ao lado dela e encheu o copo de água e ela pegou, para dar o comprimido para dores musculares e bem a febre não iria passar até Maria se sentir mais calma. Era algo psicológico por isso doutor Enzo, achou melhor medicar desta forma a paciente.
— Milady, como ela está?-Vicenzo perguntou aflito com seus olhos vermelhos de tanto que chorou de raiva.
Como deitou Maria em seu próprio leito, ele se encontrava em outro quarto da mansão. Mais infelizmente preciso extravasar sua fúria por tudo aconteceu, todo cômodo que estava foi quebrado e suas mãos se encontrava machucadas. Tentou esconder atrás das costas mãos foi impossível, senhora Heize, viu e suspirou se sentindo de certa forma culpada. Deveria ter insistido para menina ficar junto a ela e a rainha, tomando chá e fofocando sobre as novidades da capital.
— Elias?-Maria murmurou sorrindo e dona Heize passou o pano úmido em seu rosto, novamente.
— Não fique triste querido, ela está a horas delirando por causa da febre e a cada meia hora, chama pelo falecido marido ou irmão. Julgo que se sente protegida tendo eles ao seu lado.
Vicenzo sentiu o peito doer pelos ciúmes que sentia e também por não ser mencionado pela dama. Sabia que não eram próximos. O suficiente para ter entrado na sua admiração interna. Mais como homem não iria negar, que adorou quando ela o encontrou fazendo algumas anotações no escritório do duque e ficou parada atrás da porta o observando discretamente. Pela primeira vez, o italiano se sentiu cortejado e isso fez se sentir viril, muito mais de quando possuía o corpo de uma mulher em suas noites em busca de carinho.
Ele se aproximou e beijou a testa de Maria e dona Heize, achou um perfeito cavalheiro e se Levi não fosse casado, com toda certeza iria incentivar o filho a seduzir o italiano.
— Irei me retirar e por favor, me chame se necessitar de algo. Estou ao quarto ao lado Pedi para o duque Levi permiti fica nesta ala, sinto necessidade de vigiar o sono dela, mesmo que seja em apenas segundos — Se explicou e pegou nas mãos delicadas de Maria e percebeu o anel com um solitário, sútil.
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TESTAMENTO DA DUQUESA
RomanceLivro I da trilogia "Os Kingston " Em uma Era Vitoriana, que Burgueses são importantes e deixam claro seu sangue, quando desfilam pelas ruas de Londres. Os que não possuem fortunas, títulos comem o pão que o diabo amassou. Era o caso da plebeia...
