"Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor."
William Shakespeare
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Ducado de Kinsey.
Olhos curiosos da criadagem, estavam analisando Levi com receio. De fato era muito bonito, mais nada o suficiente para enfeitiçar o duque. Não entendia como um homem tão viril podia ter se apaixonado por outro gênero que não fosse uma bela dama, de boa família com um dote, exuberante. Para os criados menos íntimos da família Kingston, o duque estava ficando louco.
— Acredito que mesmo sendo uma criada recém-chegada nesta casa, sabe que não gostamos de ser observados.-Heitor sussurrou no ouvido de uma das criadas, fazendo a mulher pular de susto.
— Milorde... eu... estava...
— Seu lugar nesta casa é ao lado de 'milady' Diana-Heitor foi ríspido e autoritário e pegou nos ombros da mulher a sua frente e a virou para aonde, se encontrava olhava, quando ele chegou — Não quero novamente pegar a senhorita, olhando para um dos senhores desta casa de forma tão desdenhosa. Meu cunhado não está no mesmo nível que você. Aqui ele é patrão e você a criada. Pode enganar a todos com estas maçãs, rosada no rosto, mais a mim não engana. Sou muito observador, Julieta, não gostei de você e só está no mesmo ambiente que eu ainda, porque não sou o primeiro senhor responsável pela família. Espero que tenha sido claro.
— Sim... milorde
— Ótimo! Se retire agora o seu trabalho está dormindo no momento.
— Boa noite, milorde.
Julieta não gostou muito do marquês, desde que viu ele pela primeira vez. Ao contrário do duque, este ela tinha gostado e muito. O sonho de qualquer mulher. A jovem estava tão encantada com a beleza de Antony, que até tinha sonhado com ele pelo simples, fato de ter pego o duque sorrindo, em seu escritório. Nunca tinha visto um homem tão viril em toda sua vida.
Entrou em seu quarto, furiosa e se jogou na cama, sentindo seu sangue ferver. Estava irritada pelo seu plano ter dado errado. Por pouco não foi levado a forca pela tentativa de envenenamento da viscondessa que servia. Se a mulher tivesse morrido, hoje a Julieta estaria em seu lugar. Mais foi tola quando se esbarrou no cachorro do filho da nobre e derrubou o chá. Por fim quem morreu foi o cachorro e o amante dela não era tão idiota, como ela imaginava. Ele sabia do desejo da mulher de deixar de ser uma criada e se tornar senhora.
— Maldição! — Esbravejou alto e com raiva jogou a vela no chão e sapateou em cima e logo em seguida começou a rir — Talvez o duque não seja tão apaixonado. Posso ter chance, só preciso esperar o marquês, partir e ser encantadora. Consigo isso, sou linda, jovem e sei etiquetas. Tudo que um belo homem precisa ao lado. Depois dando um jeito de expulsar o nojento do ruivo para fora desta casa. Minha futura casa! Darei um jeito na peste da menina também. Uma escola de damas ou o descanso junto a māe.
Julieta inocente, suspirou já se imaginando, vestida em um belo vestido. Com um anel de diamante no dedo e sendo chamada de duquesa. De fato, era uma mulher muito linda ao ponto de deixar muitos de boca aberta, quando ela passava.
— Contando com hoje, tenho mais dois dias para mostrar ao duque que tudo na sua cabeça não passa de uma ilusão, carência — A jovem se levantou da cama e começou a caminhar até a janela do quarto. Abriu a cortina e viu a tempestade que caia e sorriu — Até Deus, está mostrando a sua desaprovação neste enlace, insano-Murmurou sorrindo e um raio caiu do céu e iluminou seu quarto.
No andar de baixo Levi analisava a chuva também e sentiu um arrepio pelo seu corpo e uma pontada no coração. Cruzou os braços, e fechou os olhos e silenciosamente, pediu a Deus que tudo de ruim fosse para bem longe dele e principalmente de sua família.
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TESTAMENTO DA DUQUESA
RomanceLivro I da trilogia "Os Kingston " Em uma Era Vitoriana, que Burgueses são importantes e deixam claro seu sangue, quando desfilam pelas ruas de Londres. Os que não possuem fortunas, títulos comem o pão que o diabo amassou. Era o caso da plebeia...
