Steve e Natasha trabalham juntos há quase cinco anos, apesar das constantes brigas e afirmações de ódio entre os mesmos são uma incrível dupla nos negócios. Após um convite inesperado, eles se vêem bebendo juntos e é quando um jogo surge com ele rev...
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Eu disse sim. Eu estava oficialmente namorando Steve Rogers. Eu tinha dito que o amava. Ele tinha dito que me amava. Nós vamos ter um bebê.
Minha terapeuta disse uma vez há muito tempo atrás, que quando estivesse sentindo que iria explodir que sentisse que podia enlouquecer a qualquer momento, o ideal era que eu buscasse organizar meus pensamentos em ordem. Então pausadamente fico repetindo todos os fatos para evitar surtar. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, tinha um namorado e ia ser mãe. Que ideia ridícula foi essa? Onde que eu estava com a cabeça quando decidi levar essa gravidez para frente? Eu não conseguiria fazer isso, seria uma péssima mãe e meu filho me odiaria. Parte de mim tentava gritar que isso era mentira, mas os outros pensamentos se sobressaíam a ela.
"Você não consegue respirar". Steve estava dormindo ao meu lado e eu tentava ao máximo não acordá-lo. "Você não consegue respirar". Há quanto tempo eu não ia a uma consulta com a psiquiatra? "Você não consegue respirar". Eu seria uma péssima mãe, uma péssima namorada e iria falhar em todas essas áreas que exigisse algo emocional. "Você não consegue respirar e vai vomitar a qualquer momento".
Parece que só agora o restante da minha mente consegue entender o que está acontecendo. Levanto rápido da cama ficando tonta no processo, abro a porta do quarto correndo em direção ao banheiro e quase não consigo chegar ao sanitário a tempo. Praticamente assim que começo a vomitar, sinto mãos gentis em minhas costas e segurando meu cabelo. Não preciso levantar os olhos para saber que é Steve ali.
Ele vai ser um bom pai. Não importa o que Howard diga, a verdade era que eu quem não o merecia. Eu quem era fodida mentalmente. Eu quem surtava em alguns momentos e perdia o controle. Deus, como eu poderia cuidar de uma criança? Os pensamentos diminuem a intensidade quando volto a vomitar, meu rosto estava molhado e nem percebi o exato momento em que comecei a chorar. Tento explicar para Steve que não conseguia respirar, que precisava de ajuda identifico a voz de outras pessoas sem ser a dele, tudo o que eu não queria era mais gente presenciando essa cena.
Inspirar e expirar. Devagar. Isso, assim. Inspirar e expirar. Vou repetindo as palavras mentalmente até conseguir normalizar pelo menos um pouco minha respiração. Ainda estava muito alterada e só conseguia imaginar o quanto aquilo faria mal para o bebê. Sinto braços me envolverem e simplesmente aperto Steve contra mim, chorando copiosamente. Eu odiava demonstrar fragilidade, mas naquele momento não tinha o menor controle dos meus atos ou emoções. A voz de Steve vai se distanciando e de repente o cômodo começou a embaçar até que simplesmente sumiu de vez, e eu mergulhei em uma escuridão.
Para mim pareceram apenas alguns minutos, mas ao abrir os olhos e avistar o claro através de uma janela percebi que já havia amanhecido. A claridade do quarto estava dificultando minha tarefa de manter os olhos abertos. Levo um tempo para perceber que estou em um quarto de hospital, tem soro na minha veia e Tony está dormindo de mau jeito em um sofá ali perto. Sorrio ao olhar para o outro lado e ver Steve dormindo com a cabeça apoiada na cama, um dos braços dele está sobre minha cintura de forma protetora, quase não lembrava o que tinha acontecido, mas alguns flashes da noite passada vão e voltam em minha mente. Tento me ajeitar na cama sem acordá-lo, mas é inútil. Mal me mexo e o par de olhos azuis assustados está sobre mim, o observo respirar aliviado ao ver que estou acordada.